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Mostrando postagens de Junho, 2009

EDUCAÇÃO? EDUCAÇÕES: APRENDER COM O ÍNDIO - REFLEXÃO

A partir da reflexão sobre o texto “Educação? Educações: aprender com o índio” de Carlos Rodrigues Brandão, apreende-se que a educação acontece de forma ampla e diversificada e que cotidianamente aprende com o homem a continuar o trabalho da vida. Compreende-se que não existe apenas um único modelo, um único local determinado para seu acontecimento e ainda, um único responsável para transmiti-la, mas existem várias educações. O saber é adquirido através de diferentes vivências e situações de trocas entre pessoas em todos os contextos sociais coletivos, tais como, os ambientes familiares, religiosos, culturais e de lazer, que são favoráveis para que a educação aconteça e desenvolva cidadãos mais críticos e participativos na construção de uma sociedade mais justa. A educação participa do processo de produção de crenças e ideias, de qualificações e especialidades que envolvem a troca de símbolos, bens e poderes, e que em conjunto constrói tipos de sociedade. A força desta está em ajudar …

ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA

CARL ROGERS. Os fundamentos de uma abordagem centrada na pessoa. In: Um jeito de Ser. São Paulo: EPU, 1987. Capítulo 3. Este capítulo é fundamentado num artigo escrito em 1963, numa idéia embrionária que germinou numa conferência sobre a teoria da psicologia humanística, realizada no ínicio dos anos setenta e que resultou num artigo “A tendência formativa” (1978), e na leitura de três autores que se encontram no limite extremo da ciência atual: Fritjof Capra, Magohah Murayama e Ilya Prigogine. Este capítulo baseia-se em muitas fontes e integra essas idéias antigas e recentes na estrutura do modo de ser centrado na pessoa. Duas tendências a serem destacadas: Tendência à realização, uma característica da vida orgânica, e Tendência formativa, característica do universo como um todo. Juntas constituem a pedra fundamental da abordagem centrada na pessoa. Os indivíduos possuem dentro de si vastos recursos para a autocompreensão e para modificação de seus autoconceitos, de suas atitudes e de …

ESTE SOU EU

CARL ROGERS. Este sou Eu. In: Tornar-se Pessoa. São Paulo: Martins Fontes, 1976. Capítulo 1.
Este capítulo é síntese de duas exposições muito pessoais que Carl Rogers faz para a Universidade de Brandeis e a Universidade de Wisconsin, na realização de conferências. São experiências pessoais e temas filosóficos que se tornaram para ele mais significativos. “Quem sou eu? Um psicólogo cujos interesses principais foram durante muitos anos, os da psicoterapia “, relata o autor. Ele extrai alguns parágrafos do prefácio do seu livro Client-Centered Therapy, para indicar subjetivamente o que isso significa para ele. “Este livro trata do sofrimento e da esperança, da ansiedade e da satisfação que invadem o consultório de qualquer psicoterapeuta. Trata da minha tentativa de captar a sua experiência, de aprender o significado, o sentimento, a sensação e o “sabor” que isso representa para ele. Trata da vida tal como ela é realmente vivida e que se revela no processo terapêutico – com sua força cega…

TERAPIA COGNITIVA

Aaron T. Beck e Brad A. Alford. Teoria. In: O poder integrador da terapia cognitiva. A teoria congnitiva articula a maneira através da qual os processos cognitivos estão envolvidos na psicopatologia e na psicoterapia efetiva. Nesta teoria a natureza e a função do processamento de informação (atribuição de significado) constitui a chave para entender o comportamento maladaptativo e os processos terapêuticos positivos. A conceitualização congnitiva da psicoterapia fornece estratégias para corrigir os conceitos disfuncionais. A estrutura teórica da terapia cognitiva constitui uma “teoria de teorias”: é uma teoria formal dos efeitos de teorias pessoais (informais) ou construções de realidade. A teoria é essencial para a prática clínica. A terapia cognitiva permite que a pessoa (através de exercícios para casa conjuntamente desenvolvidos) teste a teoria cognitiva no contexto de seu ambiente natural e de seu sistema de crenças. Esta terapia é a aplicação da teoria cognitiva de psicopatologia…

ABORDAGEM GESTALTICA

APRESENTAÇÃO
O presente trabalho tem por objetivo descrever os principais conceitos teóricos da abordagem gestáltica e os aspectos da prática terapêutica. Este estudo foi desenvolvido para a aquisição e consolidação de conhecimentos específicos desta abordagem psicológica.
ABORDAGEM GESTÁLTICA Gestalt é forma, totalidade. Este conceito de totalidade envolve a relação entre o todo e suas partes, cujas interconexões harmoniosas e coerentes formam uma unidade significativa. A teoria da Gestalt desenvolveu-se como protesto contra a análise atomística vigente no final do século XIX. A análise atomística tentava compreender a experiência da pessoa de forma que os elementos dessa experiência eram reduzidos aos seus componentes mais simples, sendo que cada componente era analisado separadamente dos outros e, a experiência total era entendida como uma soma destes componentes. A Gestalt-terapia é uma terapia existencial-fenomenológica fundada na década de 1940, por Frederick (Fritz), um psicana…

BIOGRAFIA DE HENRY WALLON

HENRI WALLON (1879 - 1962)
Nasceu na França em 1879. Antes de chegar à psicologia passou pela filosofia e medicina e ao longo de sua carreira foi cada vez mais explícita a aproximação com a educação.Em 1902, com 23 anos, formou-se em filosofia pela Escola Normal Superior, cursou também medicina, formando-se em 1908.Viveu num período marcado por instabilidade social e turbulência política. As duas guerras mundiais (1914-18 e 1939-45), o avanço do fascismo no período entre guerras, as revoluções socialistas e as guerras para libertação das colônias na África atingiram boa parte da Europa e, em especial, a França.Em 1914 atuou como médico do exército francês, permanecendo vários meses no front de combate. O contato com lesões cerebrais de ex-combatentes fez com que revisse posições neurológicas que havia desenvolvido no trabalho com crianças deficientes.Até 1931 atuou como médico de instituições psiquiátricas.Paralelamente à atuação de médico e psiquiatra consolida-se seu interesse pela p…

BIOGRAFIA DE MELAINE KLEIN

Melanie Klein( 1882-1960) Há mais de cem anos, em 30 de março de 1882, nasceu em Viena Melanie née Reizes (1882-1960), futura Melanie Klein, psicanalista britânica de origem austríaca. Seu pai, Moritz Reizes, era um médico judeu polonês, originário de Lemberg, na Galícia, que se tornou clínico geral graças a uma ruptura com pais tradicionalistas. Sua mãe , judia eslovaca brilhante, dedica-se, por necessidades familiares, ao comércio de plantas e répteis, cuja família, erudita e culta, era dominada por uma linhagem de mulheres. Melanie Klein, pouco desejada, foi a quarta entre os filhos desse casal que não se entendia. Quando, por sua vez, se tornou mãe, também sofreria em sua vida particular as intrusões de sua mãe, Libussa, personalidade tirânica, possessiva e destruidora. A juventude de Melanie foi marcada por uma série de lutos, muitos provavelmente responsáveis pela culpa, cujos vestígios se encontram em sua obra teórica.Tinha quatro anos quando sua irmã Sidonie morreu de tubercul…

CONCEITOS KLEINIANOS

SOBRE OS CRITÉRIOS PARA O TÉRMINO DE UMA PSICANÁLISE (1950)
Para Melanie Klein, os critérios para o final de uma análise são um problema importante na mente de todo psicanalista. Segundo ela, as emoções sentidas pelo bebê na época do desmame, quando os conflitos infantis arcaicos chegam a um ponto máximo, são intensamente revividas com a aproximação do final de uma análise. Antes de terminar uma análise ela indagava se os conflitos e as ansiedades vivenciadas durante o primeiro ano de vida foram suficientemente analisados e elaborados durante o curso do tratamento. O trabalho de Klein, sobre o desenvolvimento inicial levou-a a distinguir entre duas formas de ansiedade: a ansiedade persecutória, que predomina durante os primeiros seis meses de vida e faz surgir a “posição esquizo-paranóide”, e a ansiedade depressiva, que chega a um ponto culminante por volta da metade do primeiro ano, fazendo surgir a “posição depressiva”. Ela chegou a conclusão de que no começo de vida pós-natal, o beb…

MINIMIZAÇÃO DA VIDA PRIVADA E GLOBALIZAÇÃO

INTRODUÇÃO
A Globalização caracteriza-se por um conjunto de transformações na ordem política e econômica mundial que vem ocorrendo nas últimas décadas. O ponto central da mudança é a integração dos mercados numa “aldeia-global”, explorada pelas grandes corporações internacionais. Os Estados abandonam gradativamente as barreiras tarifárias para proteger sua produção da concorrência dos produtos estrangeiros e abrem-se ao comércio e ao capital internacional. Esta expansão dos fluxos de informações que atingem todos os países tem afetado empresas, indivíduos e movimentos sociais, pela aceleração das transições econômicas, envolvendo mercadorias, capitais e aplicações financeiras. As fontes de informação se uniformizam devido ao alcance mundial à crescente popularização dos canais de televisão por assinatura e da Internet. Isso faz com que os desdobramentos da globalização ultrapassem os limites da economia e começem a provocar uma certa homogeneização cultural entre os países. Além das tr…