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O Ser em Metamorfose: Identidade, Crise e o Papel da Educação Emocional

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A Dimensão Socioemocional no Desenvolvimento do Pensamento e da Linguagem em Vygotsky

A linguagem, enquanto sistema simbólico fundamental de todos os grupos humanos, ocupa um papel central na obra de Vygotsky, sendo também a base para a Educação Emocional e o desenvolvimento de competências socioemocionais. Vygotsky organiza a linguagem a partir de duas funções essenciais: Intercâmbio Social: A função primária da linguagem é a comunicação com o outro. É a necessidade de interação, conexão e regulação do convívio social que impulsiona o seu desenvolvimento inicial. Na Aprendizagem Socioemocional, essa função constitui a base para o desenvolvimento da empatia, das habilidades de relacionamento e da convivência democrática. Pensamento Generalizante: A linguagem ordena o mundo ao categorizar objetos, eventos e sentimentos. Ao nomear e conceituar a realidade, ela se torna o instrumento pelo qual o sujeito media sua relação com o meio e consigo mesmo. No desenvolvimento infantil, o pensamento e a linguagem seguem caminhos inicialmente independentes: Fase pré-verbal do pens...

Educação Emocional e Deficiência Intelectual: O Guia Completo para Famílias e Profissionais

O desenvolvimento humano é uma construção entre biologia, subjetividade e meio social. Quando se trata da pessoa com deficiência intelectual (DI) , essa equação frequentemente sofre distorções: o aspecto biológico ganha centralidade absoluta, o social reduz-se ao isolamento ou à medicalização, e a subjetividade — especialmente o desenvolvimento emocional, afetivo e a sexualidade — é silenciada. Analisando a obra clássica de Assumpção Junior e Sprovieri ( Deficiência mental, família e sexualidade , Memnon, 1993), percebe-se que os desafios apontados há décadas permanecem atuais. A falta de repertório das famílias e das instituições em lidar com as manifestações de desejo e afeto na deficiência intelectual revela uma lacuna central: a ausência de uma estruturação sistemática da Educação Emocional . 1. O Mito do "Eterno Infantil" e a Desconexão Afetiva na Deficiência Intelectual A literatura de Assumpção Junior e Sprovieri destaca que qualquer manifestação sexual do indivíduo c...

Educar com Empatia: Curso Online Gratuito para Pais e Educadores

Educar não é apenas orientar comportamentos. Educar é criar vínculo, comunicar com respeito e compreender emoções — tanto das crianças quanto as nossas. Para apoiar pais, mães e educadores nessa jornada, preparei um mini curso gratuito de educação emocional: Educar com Empatia — 7 aulas práticas desenhadas para transformar a sua forma de educar e construir relações mais respeitosas no dia a dia. Se você busca uma parentalidade consciente, afetiva e equilibrada, este é o seu ponto de partida. Acesse o Curso Gratuito Educar com Empatia Aqui Por Que Desenvolver a Educação Emocional Infantil no Dia a Dia? Vivemos em uma rotina acelerada em que o estresse e a sobrecarga afetam diretamente a convivência familiar e escolar. Quando faltam ferramentas para lidar com os desafios do comportamento infantil e com as nossas próprias emoções, é comum recorrer a gritos, punições e reações impulsivas que geram culpa e afastamento. O curso Educar com Empatia foi desenvolvido para ajudar você a: Comunica...

Educação Emocional na Escola: O Novo Papel do Professor Segundo Libâneo

Referência: LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora? Novas exigências educacionais e profissão docente. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2001. Em sua obra, José Carlos Libâneo apresenta as profundas exigências impostas à formação docente diante das transformações tecnológicas, científicas, econômicas e culturais da sociedade contemporânea. Sob uma perspectiva emancipadora, o autor nos convida a refletir sobre a função social da escola e do professor, defendendo a valorização da categoria sem ignorar gargalos estruturais como a desvalorização profissional, a falta de políticas públicas consistentes e a tendência de desprofissionalização da carreira. A principal tese de Libâneo é que a escola precisa abandonar o modelo de mera transmissora de informações para se tornar um espaço de análise crítica, produção do conhecimento e atribuição de significados. Contudo, ao analisar a atuação do professor como mediador da aprendizagem ativa, torna-se indispensável expandir essa mediação p...

SEXO "NORMAL"

Do ponto de vista biológico, sexo “normal” é aquele que se manifesta sob a forma de resposta fisiológica saudável. Quando uma pessoa mantém íntegra a capacidade de reagir, responder a um estímulo erótico, com comportamentos encobertos (desejo) e manifestos (excitação, orgasmo) é considerada uma pessoa biologicamente “funcional”. Quando por qualquer motivo essa cadeia de respostas fisiológicas é bloqueada em qualquer um dos seus pontos, dizemos que a pessoa é disfuncional. Portanto, desvio é um conceito sociológico e disfunção é um conceito biológico. Do ponto de vista psicológico, sexo “normal” é aquele considerado dentro da visão particular de cada um. Neste sentido, é a satisfação pessoal de cada pessoa ou a adequação sexual, que importa. A adequação sexual pressupõe um estado de satisfação intra e interpessoal, ou seja, se a pessoa esta satisfeita com o seu comportamento sexual e o comportamento sexual de seu parceiro, ela é uma pessoa sexualmente “normal” ou adequada. Contudo, s...

CRITÉRIOS DA SEXUALIDADE

A sexualidade deve ser vista a partir de três critérios fundamentais: sociocultural, biológico e psicológico. Como definir o que é sexo “normal” ou “anormal”? Temos de fazê-lo à luz desses critérios. O conceito de normalidade varia de acordo com o ponto de vista em que um fato é considerado. Há uma norma social, uma norma biológica e uma norma pessoal ou psicológica. Sendo assim, do ponto de vista sociológico, sexo “normal” é aquele que é praticado pela maioria dos indivíduos de um grupo social. Os padrões culturais definem a normalidade sociológica, e tudo o que foge dessa norma é considerado desvio. Assim, um mesmo comportamento pode ser considerado um desvio em uma determinada cultura e “normal” em outra cultura. Uma vez que os padrões culturais vão se modificando com o tempo, o que hoje é considerado “normal”, amanhã pode ser “anormal”, e vice-versa. O conceito de desvio reflete o pensamento prevalente em um determinado grupo cultural e em um determinado momento de sua existên...