domingo, maio 22, 2011

FONTES DE PODER: INSTRUMENTOS DE BUSCA DE RESULTADOS, LIDERANÇA E NEGOCIAÇÃO

Introdução

O estudo das fontes de poder indica um conjunto de seis indicadores a serem considerados pelos gestores e pelos que exercem posições que impliquem liderança de grupos ou de equipes produtivas...

• poder de recompensa;

• poder de coerção;

• poder da legitimidade;

• poder legitimado;

• poder da informação;

• poder do conhecimento;

• poder pessoal ou poder de persuasão.

Este conjunto de fontes de poder, aliados ao uso da autoridade decorrente do cargo ou posição exercida, e a prática da influência decorrente da situação existente podem levar à consolidação da busca de resultados, do exercício da liderança e de processos negociais.

Poder de recompensa

O poder de recompensa é o poder que permite a possibilidade de trocar, de fazer concessões, de barganhar durante o processo de busca de resultados, de exercício da liderança, de negociação.

Sob este aspecto, alguns cuidados são fundamentais...

• estar consciente de que há disponibilidade para oferecer algo em troca do que se pretende obter;

• estar seguro do que se pretende obter de um interlocutor, em troca do que se pode e se quer oferecer;

• conhecer o valor real de tudo o que se tem para oferecer, sabendo o quanto custa para si; conhecer também o quanto vale para o interlocutor, o que se tem para oferecer;

• saber o valor do que se pretende obter, em troca do que se vai oferecer; neste ponto é importante saber quanto custa para o interlocutor e quanto vale para si;

• preparar-se para barganhar todas as trocas, sempre obtendo algo em troca do que se oferece; nada deve ser dado sem obter algo em troca; o interlocutor deve valorizar a troca, evitando-se conceder gratuitamente algum benefício ou facilitação de resultado.

• valorizar tudo o que se oferece, e avaliar material e monetariamente, o que seu interlocutor ofertar em troca.

• manter no processo de barganha um sistema de concessões mútuas do tipo se você me oferece, então eu te ofereço...

Poder da coerção

O poder de coerção é um recurso válido na ação de busca de resultados, desde que usado não como intimidador, mas como um verdadeiro restaurador do equilíbrio na relação produtiva – busca de resultados, exercício da liderança e na negociação.

Estando em desvantagem, há disponibilidade de um ou mais componentes que lhe permitam usar o poder de coerção com eficiência, pode virar o jogo a seu favor.

O poder de coerção pode ser um recurso extremo que não deve ser usado como obstáculo na ação, mas tão somente como um agilizador.

O poder de coerção se caracteriza pelas manifestações por meio dos quais consegue-se reduzir ou reverter um quadro extremamente favorável a qualquer dos envolvidos.

Nas negociações que envolvem, por exemplo, sindicatos e empresas, um exemplo típico do poder coercitivo pode ser visto assim...

• uma declaração de greve, por parte dos trabalhadores;

• uma decisão de demitir pessoal, por parte da empresa;

• um boicote as ações da empresa, por parte dos trabalhadores;

• um corte de benefícios, por parte da empresa.

Numa negociação comercial, o poder de coerção pode ser manifestado de formas diversas...

• uma suspensão de compra de um determinado bem ou serviço;

• a perspectiva de troca de fornecedor ou de cliente;

• a suspensão da negociação, até que pontos se esclareçam.

É importante não permitir que o poder de coerção seja usado sem uma fundamentação, de improviso.

A coerção não é, já afirmamos, um instrumento de geração de obstáculos à discussão. É um recurso agilizador, e, mais do que isso, um restaurador de forças no processo decisório. Não há que confundir a coerção (pressão) com coação (ameaça), sob o risco de comprometer um clima propício ao acordo, se não for bem administrado.

O uso do poder de coerção é um ato de inteligência e que pode e deve ser usado com ética e sensatez.

Poder da legitimidade e o poder legítimo

O poder da legitimidade se sustenta a partir de dois pontos básicos...

• o poder que se fundamenta na lei;

• o poder que se fundamenta na aceitação pelos envolvidos na discussão de um fato, ou na escolha de um processo decisório.

O uso da lei como reforço deve ser um forte incentivo aos envolvidos na relação produtiva, na medida em que torna-se extremamente difícil para os interlocutores questionarem este princípio de legitimidade.

A proteção da lei como reforço de abordagem consolida o papel de quem se envolve em uma discussão produtiva. Compete aos envolvidos no processo decisório, na fase preparatória, identificar bases legais para fundamentar e consolidar estratégias e táticas. Uma outra forma de buscar a legitimidade faz-se adotando práticas consagradas pela aceitação das partes – o exercício do poder legitimado.

Situações e fatos aceitos pelos que estão envolvidos no processo decisório estão, de forma geral, caracterizados pela legitimidade; são exemplos fatos ou ocorrências consagradas pelo hábito ou regras internas aceitas pelas partes.

O importante ao fazer uso do poder de legitimidade é o não questionamento por parte dos interlocutores envolvidos na decisão.

A lei é um forte ratificador dos processos de legitimidade, mas é extremamente importante pesquisar fatos, ocorrências e fenômenos aceitos pelo ambiente comum à decisão.

Essa pesquisa deve ser estabelecida no momento do planejamento. Numa negociação sindical, por exemplo, deve-se analisar com cuidado o histórico das relações entre a empresa e os empregados, que podem fornecer subsídios importantes para o negociador.

Numa negociação comercial, a prática de relações entre as partes envolvidas seguramente oferecerão dados importantes – forma como as negociações vem sendo feitas, práticas comerciais adotadas pelos negociadores, resultados obtidos com negociações anteriores, traços culturais dos negociadores, estilos vividos e praticados na região onde se desenvolve a negociação – para o processo de consolidação da legitimidade. Vale observar que a legitimidade dos atos de um negociador é transferida para o próprio negociador, reforçando sua posição diante de seus interlocutores.

Poder do conhecimento

É comum, e mais do que isso, é essencial, numa discussão ou processo decisório, a existência de especialistas na discussão e no processo de barganha.

Este é o uso do poder do conhecimento. O estudo profundo do tema ou temas que envolvem uma discussão leva, de forma efetiva, a eliminação da dúvida, e induz o processo decisório a concentrar-se no que diz respeito à consecução de seus objetivos.

Se um profissional não se considera um especialista no conhecimento efetivo e específico do assunto foco da decisão; se entende que estudos, pesquisas e leituras que empreende, não foram suficientes para o esclarecimento e a superação de dúvidas acerca do ambiente decisório, é sensato que:

1) explore mais o tempo disponível para a etapa de planejamento e desenvolva questões, a seu modo de ver, capazes de ajudá-lo a dominar os temas da discussão e da decisão;

2) se faça cercar de especialistas que o ajudem a manter cobertas, as áreas de dúvida e com potencial de exploração por parte de seus interlocutores – ou adversários.

Ser entendido como alguém detentor do conhecimento do tema ou temas básicos que exploram o processo decisório, ter junto de si pessoas observadas e aceitas pelos interlocutores, e neste aspecto, o poder do conhecimento se alia ao poder da legitimidade, funcionam como agentes transformadores da decisão elevando o seu nível de discussão e de abordagem.

Um negociador com domínio dos assuntos da negociação é importante para o sucesso de um processo negocial. O tomador de decisões forte na construção de argumentos e eficaz, especialista, antes de ser uma ameaça, é ingrediente de sucesso e solidez numa tomada de decisão, seja de busca de resultados, de exercício da liderança, de uma negociação.

Poder da informação

A estratégia de uma decisão depende de três fatores otimizadores convenientemente administrados, mas que podem tornar-se obstáculos, se porventura forem relegados ao esquecimento ou pior ignorados pelos interessados...

• oportunidade de uso do tempo

• oportunidade de uso das fontes de poder

• oportunidade de uso de sua base de dados – informações.

Fazer o tempo agir para si, ter o tempo como amigo, jogar com o tempo em condições favoráveis - apressar a discussão de temas sobre os quais tem amplo domínio, ou se isto lhe convier, atrasar a discussão de assuntos por entender que o momento não é conveniente, são estratégias do uso do tempo.

O uso adequado dos dados disponíveis, ou melhor, a oportunidade de usá-los quando conveniente ou indicado, é, das estratégias adotadas, a que melhor define o conceito do poder da informação. Os indivíduos ou organizações que disponham de dados tem uma posição de destaque em relação a seus interlocutores. Estes indivíduos ou organizações estão em melhores condições de decidir a posição de mais força na discussão e na barganha.

Nesta etapa do planejamento – seleção das fontes de poder –, o tomador de decisões deve buscar dados concretos que fundamentem sua posição no processo, e que dêem base para uma discussão madura e eficaz, capazes de levar a um processo no qual o comprometimento seja assumido por todas as partes envolvidas. Esta busca de dados se reveste de cuidados extraordinários, levando em conta a credibilidade exigida.

Dados e informações orientadores da argumentação; números reforçadores da discussão, justificativas baseadas em fatos históricos comprováveis – situações acontecidas em negociações anteriores e comprovadas de forma autêntica –, este conjunto de alternativas poderá ser acionado pelo tomador de decisões para a qualificação do processo. A decisão, para sua consolidação entre as partes, como um processo ético, com objetivos definidos, e com clareza de princípios, apresenta um perfil indiscutível...

• profissionalização dos envolvidos;

• foco nos fatos verdadeiramente relevantes;

• alto nível de credibilidade.

O poder de informação, portanto, exige ao ser acionado...

• o uso da informação conveniente, no momento adequado – tempo de informação;

• a guarda de informações adequadas e estratégicas para reforço de argumentações relevantes – conhecimento, tempo, informação;

• a manutenção como alternativa de discussão e de barganha de informações consolidadoras do processo, levando a resultados de comprometimento irreversível –legitimidade, conhecimento e informação;

• disponibilidade de informações permitindo a troca de concessões, gerando um conjunto de alternativas viabilizadoras de um acordo – recompensa, tempo, conhecimento e informação.

Pode-se concluir, portanto, que informações reais, bem estruturadas, com bases sólidas de pesquisa, fundamentadas na verdade dos fatos, são o aval da solidez e da honestidade – ética – da decisão, quer na busca de resultados, quer na ação da liderança, quer na negociação.

Poder da persuasão

Fechando o ciclo de poderes que configuram a infra-estrutura do planejamento de uma decisão, o poder da persuasão, ou poder pessoal, é a capacidade profissional de explorar, de forma consciente e eficaz, nos momentos de discussão, na apresentação de propostas e no instante de barganhar trocas e concessões, as suas qualificações pessoais, sua presença, seu domínio sobre o ambiente, no sentido de envolver e seduzir, em sentido amplo, seus interlocutores.

É o poder que dá ao tomador de decisões a possibilidade de, por meio de uma argumentação inteligente e fundamentada em informações concretas e verídicas, levar a discussão a resultados efetivos. O poder de persuasão bem exercido possibilita o exercício da liderança do processo, gerando segurança a todos os envolvidos.

Esta segurança se manifesta principalmente no próprio tomador de decisões – líder ou negociador –, ao perceber que o seu poder de convencimento está levando a resultados eficazes. Quando este convencimento é feito por meio de abordagens reais, concretas e sérias – persuasão, legitimidade e informação –, os profissionais envolvidos na busca de resultados, na subordinação à liderança ou na negociação sentem-se recompensados.

Faz parte da abordagem persuasiva provocar reflexões nos interlocutores que permitam a mudança de posições, a revisão de posturas, a troca de alternativas, no sentido de efetivação de trocas e concessões enriquecedoras do processo decisório.

Convencer o interlocutor, fazendo-o entender a sua abordagem, levando-o a refletir sobre alternativas sobre as quais não havia considerado anteriormente, respeitando-o, e sendo respeitado por ele, adotando linhas de persuasão maduras e conscientes, reforçam o papel de um bom tomador de decisões, líder ou negociador.

Conclusão

O conhecimento pela identificação das fontes de poder sobre os quais o tomador de decisões se julga mais reforçado, levam a decisão a um patamar de discussões e conclusões que o tornam mais profissional, com mais qualidade e com mais efetividade: resultados concretos, produtivos e de aplicação imediata.

Fonte

BITTENCOURT, Francisco. Fontes de poder:

instrumentos de busca de resultados, liderança e negociação. Disponível em: . Acesso em: 20 maio 2004.

MOTIVAÇÃO PARA A QUALIDADE

A motivação para a qualidade é um choque cultural dentro de uma Organização, é um desafio, simples, que apresenta projetos concretos e com objetivos fáceis de serem conquistados, e, que mostram resultados espantosos na postura dos funcionários, fazendo com que os mesmos realizem serviços e saibam identificar o que é qualidade total e a satisfação de seus clientes.

Antigos conceitos começam a ser derrubados, transformando velhos dogmas em heresias.

Difícil? Não!

É necessário o primeiro passo com determinação e ousadia sabendo qual o objetivo a ser alcançado.

Conceitos simples que todos conhecemos devem ser postos em prática como...

• ouvir os que executam as tarefas;

• dar meios necessários para a realização;

• estimular a educação e a cultura;

• formar na empresa um convívio familiar;

• ganhar tempo;

• melhorar a comunicação entre departamentos e pessoas;

• tornar transparente o que parece opaco.

Algumas práticas adotadas por empresas espalhadas por todo o Brasil, mostram o sucesso da motivação em seus funcionários como...

• querer ser a Organização mais limpa do mundo;

• projetos para aumento de produtividade;

• eliminação do cartão ponto;

• decoração do ambiente de trabalho;

• lazer às sextas-feiras no final do expediente;

• visita de familiares;

• café com a diretoria;

• parceria / terceirização;

• acidente zero;

• rotatividade zero;

• absenteísmo zero.

Estas práticas no campo da comunicação, da educação e da satisfação são os principais elementos para que a motivação para a qualidade traga frutos rápidos e a confiança do funcionário para com a empresa.

Programas de sugestões, de desburocratização, de Grupos de Melhorias e outros ajudam no fortalecimento destas práticas, tudo isto respeitando a cultura e os valores, elos importantíssimos nestas práticas.

Formas de Motivação

Motivação é de fato, uma palavra com múltiplos significados, dentre eles...

Motivação para o controle

É a motivação para a Qualidade no sentido de atender-se às especificações e aderir-se aos procedimentos.

Motivação para a melhoria

É a motivação para a Qualidade no sentido de melhorá-la, de encontrar formas de reduzir-se a incidência de defeitos e reduzir os custos a eles associados.

Motivação para o envolvimento

É a motivação para a Qualidade no sentido de envolvimento com a Empresa.

[...]

Fonte

SZACHER, Maurício Luiz; COSTA FILHO, Joel Bueno da. Motivação para a qualidade. Disponível em: . Acesso em: 15 set. 2006.

FALTA DE COMPROMENTIMENTO: COMO TRANSFORMAR ISTO?

A falta de comprometimento se manifesta nos pequenos e grandes exemplos – nas minhas caminhadas matinais percebi de uns tempos para cá que há um número crescente de pessoas que adoram levar seus cães para passear, e que tomam seus cuidados com os dejetos caninos. Ter animais domésticos, em especial cães, é muito gostoso, mas as casas e apartamentos pequenos obrigam seus donos a levarem os bichos para suas caminhadas diárias. E, sem cuidados, os jardins, calçadas e ruas ficam perigosamente marcados com cocô de cachorro, muito desagradável de ser pisado. Agrada-me saber que as pessoas agora cuidam melhor de seus animais, contribuindo para que o ambiente seja mais limpo.

Isto é respeito pelos outros. Isto é comprometimento com o bem estar dos outros e com o meio ambiente.

Gosto de uma propaganda de automóvel, onde alguém descuidado joga lixo na rua e outro recolhe, não sem um olhar de reprovação. E é isto mesmo que precisa ser reforçado – respeito pelo próximo, respeito pelo meio ambiente. Se o cocô de cachorro é uma metáfora do que ocorre em outros níveis da sociedade, cabem as perguntas...

• o que estamos jogando de nosso lixo dentro dos limites das pessoas ao nosso redor?

• quanta irritação, ofensas e humilhações – lixo – estamos jogando em cima dos outros?

• o que estamos jogando de lixo nos rios, no ar ou em terrenos baldios? – é tão mais fácil jogar entulho na rua que pagar uma remoção...?

• o que nossa empresa empurra de produtos defeituosos para seus clientes?

• o que está sendo causado de irritação com ineficazes serviços 0800 que deixam as pessoas por 40 minutos na espera?

E a lista não acaba aí!

Nas empresas, a falta de comprometimento se manifesta, por exemplo, com não cumprir com o combinado numa reunião, com prazos acertados, com cláusulas contratuais, com normas e procedimentos. Quem está acostumado a cumprir aquilo que prometeu geralmente sofre com pessoas que não agem com igual empenho, pelos mais variados motivos. Tem gente que é meio desligada com prazo, que não se importa muito em cumprir uma data ou horário com o qual se comprometeu. Outros fazem isto de forma intencional. Nós vivemos numa sociedade de interdependências, e o não cumprimento de uma parte implica em atrasos no projeto inteiro ou em alguém ter que dar o sangue para assegurar o cumprimento de um prazo final comprometido. Isto custa muito dinheiro, pois gera muito desperdício de recursos e tempo, retrabalho, descoordenação, para nem falar dos desgastes emocionais desta situação.

As causas desta falta de comprometimento são muitas e escapam ao espaço deste artigo, mas com certeza a forma de perceber o mundo, os valores de consumismo desenfreado, a falta de envolvimento nos processos decisórios, entre outros, são fatores que estão definindo o nulo ou baixo comprometimento. Para transformar esta dificuldade num potencial, podemos resumir... se possível, não gere lixo. Mas, se gerar, cuide bem dele para que o próximo não fique prejudicado. Pense bem antes de assumir um compromisso; se assumir, cumpra.

O respeito ao próximo é a base de tudo.

Fonte

BOOG, Gustavo G. Falta de comprometimento: como transformar isto? [S.l.: s.n.].

SIM, EU FAÇO A DIFERENÇA!

Manter-se automotivado num mercado de trabalho cada vez mais enxuto, exigente e seletivo tem sido uma tarefa muito difícil para grande parte dos profissionais brasileiros. Com uma taxa de desemprego maior que 20%, os profissionais ficam no mercado por mais tempo do que o esperado e não sabem como fazer a diferença para retomar sua auto-estima profissional.

Nos últimos seis meses, realizamos uma pesquisa através da SEC Secretary Search & Training e da TRUST Executive Search, empresas de headhunting, e percebemos que 70% dos profissionais ficam, pelo menos, seis meses no mercado. Profissionais qualificados, treinados, com ampla formação acadêmica, domínio de línguas, exposição internacional e grande potencial de colaboração preocupam-se com a atual situação econômica que causa uma grande ruptura em sua vida.

Todo mundo consegue fazer a diferença, mas a dúvida é – COMO? Existe fórmula para criar um diferencial? Acredito que existem algumas posturas que podem e devem ser adotadas por qualquer profissional, não apenas nas épocas difíceis, mas em seu dia-a-dia para que sua empregabilidade – leia-se aqui a capacidade de manter-se empregável – esteja sempre atualizada. São elas...

Ponto número 1 – Faça acontecer! Não fique parado, levante e lute, não espere que as oportunidades cheguem até você. Tome atitudes que normalmente não tomaria – ligue para todos seus conhecidos, visite-os, leve seu currículo a cada um deles, peça recomendações e invista conscientemente em seu networking. Este é seu maior tesouro neste momento. Grandes mentes não esperam oportunidades, as fazem acontecer.

Ponto número 2 – Seja diferente. Fuja do comum, do convencional, chame a atenção para o seu perfil. Isto vale para a introdução de um e-mail, envio de currículo, apresentação pessoal, atitudes. Certa vez uma profissional apareceu em nosso escritório sem ter hora marcada. De aparência diferenciada, pedimos que entrasse e aguardasse para que pudéssemos atendê-la. Quando a campainha da porta tocou e ninguém estava presente para atender, ela levantou e recebeu o visitante como gostaria de ser recebida, usando o nome da empresa e diferenciando-se, ainda, pela boa vontade, sorriso e comprometimento com que o atendeu. Foi contratada na hora!

Ponto número 3 – Transmita paixão pelo que faz. As empresas buscam colaboradores felizes com sua escolha profissional e equilíbrio com a vida pessoal, que tenham energia positiva para despender no trabalho e o façam de maneira otimista. Pessoas de baixo astral, desanimadas e desacreditadas não conseguem vender seu potencial e por isso têm maior dificuldade em se recolocar.

Ponto número 4 – Estabeleça um objetivo real e prático. Tenha clareza e segurança do que você busca e onde quer chegar. Atirar para todo lado faz com que você perca o foco – saiba ampliar sua gama de opções sem fugir de sua meta. As pessoas podem ajudá-lo a caminhar para chegar lá, mas não podem decidir qual caminho tomar por você.

Ponto número 5 – Esteja atento a mudanças – na economia, no mercado de trabalho, nas empresas, nas funções. Adote uma posição flexível e encare problemas e adversidades com a mente aberta – corporações modernas buscam profissionais que tenham capacidade de se adaptar ao novo com agilidade, engajando-se e participando ativamente de processos de transição.

Ponto número 6 – Esteja disponível e aprenda pedir ajuda. A Veja de Novembro de 2002 trazia uma frase importante que dizia – O sucesso de um negócio surge quando os clientes se transformam nos melhores propagandistas desse negócio. Quando seu cliente recebe mais que o combinado, fica com uma dívida de coração e passa a trabalhar para você, divulgando seu nome. Portanto ajude, seja cooperativo, pois o se maior negócio agora é sua carreira, portanto crie o seu produto. Mais tarde, se estiver tranqüilo por dividir preocupações, poderá usar sua cabeça para criar novas estratégias para fazer a diferença.

Ponto número 7 – Sonhe alto, muito alto. Outro dia vi várias pessoas no Show do Milhão pedindo 10 mil, 30 mil, 100 mil reais. Quanto eu quero? Um milhão!!! Quanto mais alto você sonha, mais além pode chegar. Não economize, se sonhar baixo e alto dá o mesmo trabalho... sonhe alto! Mas cuidado – o plantio é opcional... A colheita é obrigatória... Por isso cuidado com o que planta.

Ponto número 8 – Tenha um plano. Sonhar é ótimo, mas o sonho precisa tornar-se realidade. Para tanto, saiba como fazê-lo acontecer. Empreendedores fazem a diferença.

Ponto número 9 – Busque o equilíbrio físico e mental, mesmo nas fases mais difíceis. Descanse a cabeça, seja através de um programa de TV ou de um hobby. Hobbies não precisam ser caros, precisam trazer satisfação pessoal. Não deixe que o stress – seja ele mental ou físico – tome conta da sua vida por você. Acredite que às vezes pode acontecer com você, por isso é mais fácil evitar do que remediar, especialmente quando a fase já não é das melhores. Reserve um tempo pra você fazer o que gosta, nem que isto sirva apenas, neste momento, para cuidar de sua auto-estima.

Ponto número 10 – Acredite em você! Saiba ao pé da letra quais são suas paixões, onde você se destaca, o que faz bem, quais são seus pontos fortes e onde pode melhorar. Pontos fracos nada mais são do que desafiadores que o tornam alguém melhor. Procure encarar o copo sempre meio cheio e nunca meio vazio, focalize a resolução dos problemas e não perca muito tempo procurando justificá-los apenas. Lembre-se de que sucesso traz sucesso, alegria traz alegria, segurança gera segurança... você recebe aquilo que você dá, portanto, ofereça o seu melhor ! Lembre-se de um velho ditado de Marion Lawense que diz... Quem semeia um pensamento, colhe um ato; quem semeia um ato, colhe um hábito; quem semeia um hábito, colhe um caráter; quem semeia um caráter, colhe um destino.

Fonte

MAERKER, Stefi. Sim, eu faço a diferença! [S.l.: s.n.].

MOTIVAÇÃO É UMA ATITUDE

As pessoas ficam motivadas porque têm sucesso ou têm sucesso porque ficam motivadas?

Os grandes realizadores afirmam que é preciso motivação para alcançar suas metas. E os especialistas ensinam que uma meta alcançada não motiva mais. Então, para preservar suas conquistas permanecer motivado é tão importante quanto se motivar, não é verdade?

A questão é – como conseguir isto?

Uma alternativa é empregar a coqueluche do momento no gerenciamento de carreiras – a competência essencial. Que é, basicamente, encaminhar a pessoa para profissões identificadas com suas habilidades natas, de tal maneira que ela tenha a tendência de ser mais feliz e apresentar melhor performance que a média. Por exemplo, a capacidade de observação inerente aos grandes negociadores, o saber ouvir dos melhores vendedores, a visão dos empreendedores de sucesso, o carisma dos líderes, o sorriso, a flexibilidade, a empatia, a ginga, o drible, a sonoridade, o intelecto, a oratória, o senso de humor, etc... Ou seja, habilidades que podem ser desenvolvidas, mas que são naturais a algumas pessoas. Que, se construírem suas carreiras baseados nelas, terão melhores condições para desenvolver seus talentos e colher os frutos – progresso, prazer e dinheiro. Estas pessoas são remuneradas para fazer o que fariam até de graça, de bom grado. Logo, é natural serem automotivadas.

Outra possibilidade para ter na motivação uma aliada rumo ao sucesso, é ir na direção dos seus sonhos mais acalentados. Trabalhar para se aproximar daquilo que você quer conquistar, alegria, prazer, segurança, fortuna, poder ou seja lá o que for. Foi o que fez Bill Gates quando folheava tranqüilamente a revista Popular Mechanics, e se deparou com o anúncio de um kit para montar um computador pessoal. Heureca! Tá aqui o futuro da informática, concluiu com a sua mente de nerd, brilhante. Não demorou para comunicar sua mãe de que nos próximos seis meses estaria incomunicável, desenvolvendo um software que venderia para a IBM. O nome desse programa de computador é MS-DOS e o resto é história.

Talvez ainda mais comum seja a situação oposta, em que o sucesso pode significar se afastar da dor, representada por problemas, prejuízos e perdas. Ou como ensina a sabedoria popular... quando o negócio aperta o sapo pula. Isso foi o que aconteceu com Anthony Robbins, que era um ex-vendedor de aspiradores de pó e líder de seminários de programas de saúde, que havia sentido o gosto do sucesso financeiro e o deixara escapar. A realidade de morar em um apartamento de 36 metros quadrados lavando pratos na banheira, disparou nele o impulso que o levou a mudar esta situação e tornar-se um consultor motivacional e escritor de sucesso.

O que vimos acima são estratégias motivacionais que as pessoas utilizam mesmo sem saber, na maioria das vezes. E há outras igualmente úteis, para a comunicação, o planejamento, a condução de equipes, a automotivação, etc...

Outra maneira de considerar a motivação é o conhecimento a respeito do próprio estilo de trabalho, a fim de adaptá-los às suas forças. Por exemplo, há pessoas que fazem acontecer, enquanto outras esperam pelos outros. Há quem faça questão de enxergar todo o projeto em que está envolvido. E quando recebem uma tarefa podem ficar desmotivadas se não lhes for explicado onde a sua parte se encaixa no todo. Enquanto que para outras isto é pura perda de tempo. Há quem prefira decidir tudo sozinho, com o mínimo de influência externa, enquanto outras precisam de aprovação e orientação. Há quem note as diferenças, goste de mudanças e tudo o que é novo, enquanto outras preferem o oposto. Algumas sentem-se bem trabalhando próximo, outras quando dividem responsabilidades e há quem tenha êxito trabalhando por conta própria.

Estratégias deste tipo podem ajudar em coisas simples como você ser pontual em seus compromissos. E mais complexas, como alguém que não está feliz no trabalho e precisa fazê-lo durante vários anos mais. Porque quer gozar a segurança de funcionário concursado e garantir a respectiva aposentadoria, por exemplo. Ou o universitário que no meio do curso descobre que não é o que deseja para a sua vida. E o líder que precisa conduzir as equipes rumo ao topo, todos os meses, chova ou faça sol.

O fato é que, para obter resultados positivos consistentes quanto à motivação, é preciso tratar esta questão de maneira racional. Conhecendo como ela funciona e as alternativas que você tem, para se motivar e influenciar as pessoas com as quais se relaciona.

O passo primordial é assumir a postura de que motivação é uma atitude.

Ou seja, não há como se motivar ou motivar alguém, e manter a motivação  em níveis compatíveis com a performance esperada, se não houver o firme compromisso pessoal neste sentido. Porque somos fortemente influenciados por nossas emoções. E, essas, por sua vez, podem oscilar tanto em poucos instantes, quanto aqueles carrinhos que percorrem a montanha russa. E é perigoso depender de sentir ou não vontade para fazer o que precisa ser feito. Porque os resultados que chamamos de sucesso, costumam exigir que façamos, rotineiramente, uma série de atividades que desafiam o nosso querer. É a estudante que para se formar terá que passar em todas as matérias, e não somente nas de sua preferência. O casal que para ter uma vida feliz juntos, terá que construir isso dia a dia. É o profissional que compreende que para ser bem sucedido deverá ser um eterno estudante, como fazem os atletas, os músicos e outros profissionais conscientes.

Não basta saber tocar um instrumento, há que ser ter excelência. Como disse aquele famoso pianista... Eu sei quando fico um dia sem treinar. Quando são dois dias os críticos notam. E, se eu deixar de ensaiar por três dias é a platéia quem sente a diferença.

Logo, não dá para depender da vontade para colher bons frutos. Motivação é uma atitude.

Fonte

RIBEIRO, Roberto Vieira. Motivação é uma atitude. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2008.

CONHEÇA SUA BASE MOTIVACIONAL

Nós sabemos o que somos, mas não o que podemos ser – Shakespeare.

Vamos colocar de lado o conceito equivocado de que motivação, no mundo corporativo, significa bônus salariais, promoções, eventos festivos, palestras-show e tapinhas nas costas. Embora importantes e desejáveis, profissionais responsáveis sabem que estes são aspectos apenas estimuladores de um comportamento pró-ativo.

Motivação é um processo endógeno, responsável pela intensidade, direção e persistência dos esforços de uma pessoa para atingir uma determinada meta. A intensidade está relacionada à quantidade de esforço empregado - muito ou pouco. A direção refere-se a uma escolha qualitativa e quantitativa em face de alternativas diversas. E a persistência reflete o tempo direcionado à prática da ação, indicando se a pessoa desiste ou persiste no cumprimento da tarefa.

Teorias comportamentais

Muitos são os estudos acadêmicos envolvendo teorias comportamentais. Abraham Maslow e a Teoria da Hierarquia das Necessidades – necessidades fisiológicas, de segurança, de pertencimento, de estima e de auto-realização –, Frederick Herzberg e Teoria dos Dois Fatores – fatores higiênicos e motivacionais –, Douglas McGregor e a Teoria X e Y – subserviência e controle x potencialidades e desenvolvimento pessoal –, Skinner e o Behaviorismo – o comportamento humano pode ser orientado –, e mais recentemente, Mihaly Csikszentmihalyi e a Experiência Máxima ou Flow – a motivação como um estado de espírito.

Enfim, há uma série de outros autores dignos de menção como Alderfer, Turner, Lawrence, Adams, Vroom, Hackman e Oldham. Mas meu intuito aqui não é fazer um tratado acadêmico. Aliás, falar de teoria para empreendedores é falar de fumaça. Esta introdução foi apenas para apresentar um último nome que tem uma grande contribuição prática para ser apreciada: David McClelland, psicólogo da Universidade de Harvard, com a Teoria das Necessidades Adquiridas.

Três bases motivacionais

McClelland identificou três necessidades secundárias adquiridas socialmente: realização, afiliação e poder. Cada indivíduo apresenta níveis diferentes destas necessidades, mas uma delas sempre predomina denotando um padrão de comportamento.

Pessoas motivadas por realização são orientadas para tarefas, procuram continuadamente a excelência, apreciam desafios significativos e satisfazem-se ao completá-los, determinam metas realistas e monitoram seu progresso em direção a elas.

Indivíduos motivados por afiliação desejam estabelecer e desenvolver relacionamentos pessoais próximos e pertencer a grupos, cultivam a cordialidade e afeto em suas relações, estimam o trabalho em equipe mais do que o individual.

Finalmente, aqueles motivados pelo poder apreciam exercer influência sobre as decisões e comportamentos dos outros, fazendo com que as pessoas atuem de uma maneira diferente do convencional, utilizando-se da dominação – poder institucional – ou do carisma – poder pessoal. Gostam de competir e vencer e de estar no controle das situações.

Meu convite é para que você reflita, respondendo a si mesmo onde me encaixo? É provável que você goste de ter o controle, deseje realizar coisas, tenha prazer em competir, estime cultivar relações pessoais. Mas observe como há um padrão dominante. Se eu solicitar a uma platéia que todos cruzem os braços, algumas pessoas colocarão o braço direito sobre o esquerdo e vice-versa. Se eu solicitar que invertam estas posições, todos serão capazes de fazê-lo, mas seguramente sentirão um certo desconforto. Assim são as preferências: tendemos a optar por alguns padrões. Você tem uma base motivacional preponderante.

Teoria aplicada à prática

Em minha carreira como empreendedor e consultor, muitas vezes questionei-me por qual razão certas organizações fracassavam. Deparei-me com modelos de negócios fantásticos que não geravam resultados. Encontrei empresas lucrativas que definhavam devido à incompatibilidade entre seus sócios. Observei executivos talentosos, porém sem brilho nos olhos.

Hoje, à luz da Teoria de McClelland, passei a ter a visão menos turva. Consigo compreender que para uma empresa lograr êxito é preciso a praticidade e o foco de pessoas motivadas pela realização, a liderança e a firmeza de indivíduos motivados pelo poder, a sinergia e empatia daqueles motivados por afiliação.

Quando as empresas perceberem isso, será possível encontrarmos pessoas mais felizes trabalhando pelo simples fato de estarem posicionadas nos lugares corretos. Passarão a gostar do que fazem, pois poderão exercer suas habilidades com plenitude.

Quando os empreendedores perceberem isso, será possível construir sociedades mais estáveis formadas por pessoas que se complementam mais por suas habilidades e anseios e menos por cultivarem apenas relações de amizade. Teremos negócios mais sólidos, gerando mais empregos, sendo mais auto-sustentáveis.

Quando as pessoas perceberem isso, será possível que passem a abrir mão da necessidade de estarem certas – ou de alguém estar errado – sem abdicar de suas próprias verdades filosóficas ou opiniões mais sensíveis. E passem, a partir deste autoconhecimento, a fazer o que podem, com o que têm, onde estiverem.

Fonte

COELHO, Tom. Conheça sua base motivacional. Disponível em:. Acesso em: 20 maio 2004.

SER E ESTAR

Às vezes penso, às vezes sou – Paul Valéry.

Tenho observado com cautela o comportamento das pessoas e suas atitudes na vida em sociedade. E seja no ambiente corporativo, familiar, político, social, enfim, qualquer que seja o meio no qual estejam inseridas, preocupa-me a instabilidade, a ausência de propósitos, a fragilidade das personalidades, ante questões diversas que lhes são impostas.

As pessoas parecem tomadas por um senso de urgência, um imediatismo subserviente, através dos quais manifestam-se em defesa de interesses de curto prazo, pontuados isoladamente e localmente, como se estivessem desconectadas do organismo social.

Políticos fazem alianças historicamente incongruentes em troca de alguns minutos adicionais no horário eleitoral gratuito, independentemente da dissonância ideológica e pragmática futura em caso de êxito no pleito. Profissionais travam um verdadeiro jogo de xadrez em suas companhias prejudicando o colega da mesa ao lado em lances ardilosos engendrados nos corredores e nas pausas para o café, em busca de uma notoriedade que pretensamente lhes venha conferir uma maior remuneração. Amigos cultivados ao decorrer de anos capitulam nos momentos mais críticos, negligenciando ajuda e apoio. Familiares desagregam-se ao primeiro sinal de dificuldade econômica. Pais apregoam a ética a seus filhos, enquanto ultrapassam veículos pelo acostamento no final de semana, tendo-os por testemunhas.

Há uma inversão recorrente dos valores, da ética, da moral, do caráter. As pessoas deixam de ser o que sempre foram e passam a estar o que lhes convém.

Valores

Valores são definidos como normas, princípios, padrões socialmente aceitos. São-nos incutidos desde cedo, frutos do meio social, e, quando chancelados pela conduta humana, considerados eticamente adequados. Somos orientados a aceitá-los, evitar questioná-los. E acabamos cerceados da possibilidade de exercer nossa criatividade, nossa imaginação, nosso livre arbítrio. Como diria Rousseau, o homem nasce livre e por toda parte encontra-se a ferros. Se tais parâmetros carecem de concordância, optamos não por alterá-los, mas por desrespeitá-los. Daí advém uma primeira cisão – regras são feitas para serem quebradas; contratos, para serem rompidos.

A moral de um lobo é comer carneiros, como a moral dos carneiros é comer a grama. Este instinto animal tem inconscientemente caracterizado o comportamento humano o qual tem denotado uma moral dupla – uma que prega mas não pratica, outra que pratica mas não prega.

Não são os princípios que dão grandeza ao homem. É o homem que dá grandeza aos princípios. Curiosamente é mais fácil lutar por princípios do que aplicá-los. Mas esta é uma luta que deve ser travada diariamente com paciência e sabedoria, ajustando a palavra à ação, a ação à palavra.

Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo. Por isso, esta luta trata-se de litigar paradigmas. Criar e difundir novos. Não esmorecer, mesmo sentindo a mente turva. Todos vivemos sob o mesmo céu, mas nem todos vemos o mesmo horizonte. E quando se tem o horizonte enevoado, é preciso olhar para trás para manter o rumo. A vida, disse Kierkegaard, só pode ser compreendida olhando-se para trás. Mas só pode ser vivida, olhando-se para frente.

Caráter

Caráter é destino, disse Heráclito de Éfeso. É aquilo que fazemos quando ninguém está olhando. É nossa particularidade, nossa maior intimidade, nosso segredo mais bem guardado. É nosso maior companheiro, nossa maior paixão – e, às vezes, nosso maior fantasma. É construído desde a mais tenra idade, simbolizando nossa maior herança – e nosso maior legado.

Um homem de caráter firme mostra igual semblante em face do bem ou do mal. Preocupa-se mais com seu caráter do que com sua reputação, pois sabe que seu caráter representa aquilo que ele é, enquanto sua reputação, apenas aquilo que os outros pensam. E sua firmeza de propósitos o faz com que opte pela singularidade de seu próprio julgamento.

O caráter testa-se em pequenas coisas. Num olhar, num gesto, numa palavra. Quando queremos saber de que lado sopra o vento atiramos ao ar não uma pedra, mas uma pluma. Há um provérbio dos índios norte-americanos que diz... Dentro de mim há dois cachorros: um deles é cruel e mau, o outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando. O que ganha a briga é aquele que alimento mais freqüentemente.

Acredito que as adversidades além de fortalecerem o caráter, revelam-no. Tornam-no mais tenaz, purificam-no.

Caráter é destino. E o destino não é uma questão de sorte, mas uma questão de escolha. Não é uma coisa que se espera, mas que se busca. O futuro de um homem está decididamente escrito em seu passado.

Mudança

Não existe nada permanente, exceto a mudança. Porém, mudar e mudar para melhor são coisas diferentes. As pessoas não resistem às mudanças, resistem a ser mudadas. É um mecanismo legítimo e natural de defesa. Insistimos em tentar impor mudanças, quando o que precisamos é cultivar mudanças.

O dinheiro, por exemplo, muda as pessoas com a mesma freqüência com que muda de mãos. Mas, na verdade, ele não muda o homem: apenas o desmascara. Esta é uma das mais importantes constatações já realizadas, pois auxilia-nos a identificar quem nos cerca: se um amigo, um colega ou um adversário. Infelizmente, esta observação, não raro, dá-se tardiamente, quando danos foram causados, frustrações foram contabilizadas, amizades foram combalidas. Mas antes tarde, do que mais tarde.

Os homens são sempre sinceros. Mudam de sinceridade, nada mais. Somos o que fazemos e o que fazemos para mudar o que somos. Nos dias em que fazemos, realmente existimos: nos outros apenas duramos.

Segundo William James, a maior descoberta da humanidade é que qualquer pessoa pode mudar de vida, mudando de atitude. Talvez por isso a famosa Prece da Serenidade seja tão dogmática: mudar as coisas que podem ser mudadas, aceitar as que não podem, e ter a sabedoria para perceber a diferença entre as duas.

Tolerância

Cada vida são muitos dias, dias após dias. Caminhamos pela vida cruzando com ladrões, fantasmas, gigantes, velhos e moços, mestres e aprendizes. Mas sempre encontrando nós mesmos. Na medida em que os anos passam tenho aprendido a me tornar um pouco pluma – ofereço menos resistência aos sacrifícios que a vida impõe e suporto melhor as dificuldades. Aprendi a descansar em lugares tranqüilos e a deixar para trás as coisas que não preciso carregar, como ressentimentos, mágoas e decepções. Aprendi a valorizar não o olhar, mas a coisa olhada; não o pensar, mas o sentir. Aprendi que as pessoas, via de regra, não estão contra mim, mas a favor delas.

Por isso, deixei de nutrir expectativas de qualquer ordem a respeito das pessoas. Atitudes insensatas não mais me surpreendem. Seria desejável que todos agissem com bom senso, vendo as coisas como são e fazendo-as como deveriam ser feitas. Mas no mundo real, o bom senso é a única coisa bem distribuída – todos garantem possuir o suficiente...

Somos responsáveis por aquilo que fazemos, o que não fazemos e o que impedimos de fazer. Nós não aprendemos nada com nossa experiência. Nós só aprendemos refletindo sobre nossa experiência. Todos temos nossas fraquezas e necessidades, impostas ou auto-impostas. Conheço muitos que não puderam quando deviam, porque não quiseram quando podiam, disse François Rabelais.

Por tudo isso, é preciso tolerância. É preciso também flexibilidade. Mas é preciso fundamentalmente policiar-se. Num mundo dinâmico, é plausível rever valores, adequar comportamentos, ajustar atitudes. Mantendo-se a integridade.

Fonte

COELHO, Tom. Ser e estar. Disponível em: . Acesso em: 24 mar. 2008.

A PASTA MÁGICA

Existia um vendedor para quem nada dava certo. Vivia a queixar-se da crise, do mercado, de seus produtos, dos concorrentes, da tabela de preços, de seus clientes, do mundo enfim.

Ninguém compra nada, dizia. Também, com essa tabela, nem eu comprava. Não sei o que esse comprador vê nos produtos do concorrente – acho que ele está é comendo bola. E assim, de reclamação em reclamação, os dias passavam e o nosso vendedor cada vez vendia menos e cada vez se queixava mais.

Certo dia, desesperado, resolveu entrar numa igreja para fazer umas preces e rogar por uma intervenção divina. Meu Deus, me ajude por favor. Faça com que eu consiga vender alguma coisa. Nossa Senhora do Bom Pedido, padroeira dos vendedores, valei-me.

Cabisbaixo, saiu da igreja e sentou-se num banco de uma praça. Ao seu lado, havia um velho de barbas brancas, semblante bondoso e sereno e um brilho invulgar nos olhos. Tinha em seu colo uma surrada pasta de couro.

Vendo o semblante arrasado do vendedor, o velho perguntou-lhe:

– Por que você está tão triste ? Hoje está um dia tão lindo.

– Lindo só se for para o senhor. Faz tempo que não consigo vender nada e se continuar assim acabo na rua, respondeu-lhe o vendedor. Não sei o que fazer.

– Você acredita em amuletos? Perguntou-lhe o velho.

– Na minha situação eu acredito em qualquer coisa, pior do que está não pode ficar.

– Bem, então vou dar-lhe meu amuleto da sorte, disse-lhe o velho. Assim como você, eu fui vendedor. Mas diferentemente, fui o melhor de todos.

Fiz fortuna em vendas. Através delas, consegui encaminhar meus filhos e netos. Hoje, tenho uma belíssima velhice e dou-me ao luxo de poder sentar-me ao banco desta praça só para usufruir este lindo dia de sol.

– Meu amuleto é esta antiga pasta de couro, que me acompanhou durante muitos anos. Vou dá-la a você. Porém, você terá de seguir rigorosamente minhas instruções, caso contrário, sua situação ainda irá piorar. Você está disposto a seguir minhas instruções?

– Sim, eu cumpro sim, respondeu o vendedor.

– Bem, disse-lhe o velho, durante os próximos seis meses, você levará esta pasta consigo em todas as visitas aos seus clientes. Não poderá simplesmente deixá-la no carro, e nem abri-la em hipótese alguma. Apenas leve a pasta com você. Mas você terá de visitar todos os seus clientes ao menos uma vez ao mês. Deverá, também, levá-la, no mínimo, a cinco prospects e dois clientes inativos por semana. Está entendendo? Perguntou-lhe o velho.

– Sim, continue, por favor, respondeu o vendedor.

– Além de levar esta pasta nos clientes, como já disse, você deverá levá-la, também, nos pontos de venda. Deverá conversar com os consumidores segurando a pasta. Ao chegar em casa, depois de um dia de trabalho, você irá anotar em uma ficha individual de cada cliente o que de mais importante aconteceu no contato, quais as demandas, como foi o pedido, que providências tomar, etc. Deverá, também, já preparar as fichas dos clientes que você irá visitar no dia seguinte e fazer o seu itinerário. Feito isto, você então brincará com seus filhos, ouvirá uma boa música, jantará com sua família, vai ler um bom livro e ter uma boa noite de sono. Nos finais de semana, não deverá esquecer dos momentos de lazer com sua família e seus amigos. E pelo menos uma vez por mês, nos próximos seis meses, você deverá participar de uma atividade de treinamento, seja na sua empresa, seja com seus clientes, seja em palestras, seminários, etc... Você está disposto a seguir rigorosamente estas instruções?

– Sim, respondeu o vendedor.

A gente se encontra aqui, neste mesmo banco, daqui a seis meses, combinado?, despediu-se o velho, que levantou, entregou a pasta ao vendedor e foi embora.

Meio céptico com aquele surpreende encontro, o vendedor pegou a surrada pasta e resolveu: O que eu tenho a perder, estou no fundo do poço mesmo...

E, durante os seis meses seguintes, o vendedor seguiu expressamente as instruções do velho. Passou a ter um rigoroso controle de sua agenda; visitou todos os clientes, inclusive aqueles com quem implicava anteriormente. Conversou mais e passou a ouvir mais ainda, tanto os clientes, quanto os consumidores e os funcionários dos pontos de venda.

Aos poucos viu que seu humor ia melhorando e que a cada dia acordava mais disposto. A leitura de livros e revistas trazia-lhe novas informações e maneiras de melhorar suas argumentações de venda e seu relacionamento com os clientes. Também o convívio familiar melhorava a olhos vistos. E como ele se sentia bem com isto.

Começou a monitorar na fábrica o andamento dos pedidos, as reivindicações de seus clientes, a entrega das mercadorias. Com a ajuda de seu filho, implantou as fichas dos clientes em um microcomputador, o que lhe facilitou ainda mais o controle.

Aonde ia levava a pasta junto, conforme as instruções do velho. Com o passar do tempo, sua produção aumentou, os pedidos cresceram em volume e em valor. Mesmo tentado, não ousou abrir a pasta para espiar seu conteúdo.

Passados seis meses, era um novo homem, altivo, motivado, cheio de energia. Havia progredido muito, e como. E chegou o dia de encontrar-se novamente com o velho.

Conforme haviam combinado, no dia marcado, lá estava o velho sentado no mesmo banco da praça, o mesmo brilho nos olhos e o mesmo semblante sereno.

O vendedor, disse-lhe:

– Puxa, esta pasta é mesmo milagrosa. Veja o que me aconteceu. E passou a relatar tudo o que havia feito, o seu progresso e as mudanças positivas em sua vida.

– Que tipo de amuleto da sorte, que tipo de feitiço há dentro dela que me fez progredir tanto assim?, perguntou o vendedor.

– Meu filho, respondeu o velho ao abrir a antiga pasta e puxar de dentro um papel amarelado pelo tempo, não há amuleto algum, só este velho pensamento que carrego comigo desde o início de minha carreira profissional.

No papel estava escrito: VOCÊ É O RESULTADO DE SEU ESFORÇO E DE TODOS OS BONS CONHECIMENTOS, DAS HABILIDADES CONVENIENTES E DAS EXCELENTES ATITUDES QUE CONSEGUIR DESENVOLVER EM SUA VIDA.

– Não existe amuleto em vendas. Não existe pasta mágica. Em vendas, para que o sucesso aconteça, é preciso fazer o que você fez: deixou de ser um passeador de pasta, planejou suas atividades, aproximou-se de seus clientes e passou a ouvi-los, adquiriu novos conhecimentos através da leitura e da participação em treinamentos, desenvolveu novas habilidades, comprometeu-se com seu cliente, aproximou-se de sua família e de seus amigos e redescobriu hábitos saudáveis que lhe afastaram do baixo astral, das notícias ruins e de pessoas menores. Você passou a ter novas e boas atitudes e, com isto, alcançou os resultados que tanto queria. Você não precisa desta velha e surrada pasta nem deste papel. Basta você perseverar neste caminho.

O velho, então, pegou a pasta de volta, levantou-se e foi embora.

Anos e anos se passaram, e o vendedor nunca esqueceu daqueles encontros e de como sua vida havia mudado para melhor depois deles. Muito e muito tempo depois, já em idade avançada, acostumou-se a passear pelos parques sempre levando embaixo do braço uma velha e surrada pasta de couro. Ao sentar-se num banco para descansar, notou o semblante triste de um rapaz com uma pasta de mostruário de vendas no colo...

Fonte

REGO, João Carlos Boiczuk. A pasta mágica. Disponível em: . Acesso em: 25 mar. 2008.

O PODER DE UM SONHO

Um dos maiores problemas do mundo atual não é conseqüência da globalização, da inflação ou da diferença social, mas sim a dificuldade que as pessoas têm de sonhar. Talvez seja este o maior drama vivido pelos jovens quando olham para seus pais, para a vida e, por não terem perspectivas futuras, agarram-se ao passado e começam a encarar a vida de forma pessimista, concluindo que sonhar não leva a nada, que é melhor não sonhar, para mais tarde não sofrer decepções.

Outro grave problema das pessoas, é que elas não realizam seus sonhos e contentam-se apenas em sonhar. Têm sonhos, mas não se propõem em transformá-los em realidade.

Uma das soluções para esse pessimismo generalizado está em recuperar a capacidade de sonhar do ser humano e também realizar tudo o que sua mente pede.

Mais do que qualquer outra sensação, é essencial que cada pessoa sinta que sua vida vale a pena.

Se você tem olhado sua existência como um fardo pesado de carregar, chegou a hora de ter fé na vida, em você e, principalmente, na sua capacidade de realização.

Vivemos um momento especialmente conturbado, onde a visão das organizações é incorporar, comprar, encampar ou associar. É muito mais fácil que começar do zero. Hoje, a velocidade das transformações políticas, econômicas, sociais e culturais nos conduzem a um túnel desconhecido e escuro, onde valores, metas e diretrizes tornam-se cada vez mais comprometidos. As pessoas começam a perder a esperança em si mesmas, no trabalho, no futuro de suas vidas e no próprio planeta.

No mundo dos negócios, esse descompasso crescente revela-se ainda mais.

As empresas são como uma espécie de termômetro da sociedade, indicando que algo está errado. Basta abrir os jornais para constatar a dura realidade: empresas promissoras fecham suas portas, concordatas e falências generalizadas, funcionários descontentes, consumidores desrespeitados.

Esses e muitos outros episódios negativos são sintomas de que as empresas estão doentes. Na verdade, apesar de todos os avanços, a filosofia administrativa adotada pela maioria das empresas não mais funciona no mundo atual. Muito além de uma gestão que cuide dos recursos humanos, precisamos de uma administração que se preocupe com o crescimento e a evolução de seres humanos.

Existe, pois, neste final de milênio, uma necessidade urgente de reinspirar os espíritos humanos.

Quando eu falo em espírito, não me refiro a fundamentos religiosos nem a qualquer seita em especial. Refiro-me à alma humana, essa chama intensa que nos move diariamente, nos menores gestos e ações, uma força que acorda e se deita conosco e, mesmo quando o corpo humano dorme definitivamente, ela não se dissipa, mantém-se acesa de uma forma diferente, em outro lugar.

Você deve estar se perguntando: mas como manter nossa capacidade de sonhar e realizar alimentos essenciais ao espírito em um mundo que a todo instante dilacera a nossa integridade?

A resposta é simples: assumindo a liderança espiritual.

O caráter de uma família, escola ou empresa, está inexoravelmente ligado a seu líder. O verdadeiro líder espiritual é aquele que conhece e vive segundo seus valores, haja o que houver, e faz isso abertamente para que outros se inspirem. Mesmo que você não faça parte da diretoria da empresa, pode disseminar idéias e valores entre os colegas de trabalho que estão à sua volta e são diretamente influenciados pelo que você pensa, faz ou diz.

O líder espiritual também pode ser chamado de realizador, pois consegue, por meio de suas realizações, liberar o que há de melhor nas pessoas e devolver a autoconfiança a seus companheiros. Uma vez acionado esse processo, as conseqüências são: maior orçamento, mais lucros, maior produtividade, maior empenho e, conseqüentemente, mais felicidade.

Enquanto o administrador é controlador e burocrático, o líder conquista o respeito e o envolvimento de seus companheiros.

Os verdadeiros líderes vêem as empresas nas quais trabalham, não apenas como mera fonte de lucros, mas como um organismo vivo, uno, na qual cada pessoa, cada alma, exerce um papel vital. Ao menor sinal de problema, a engrenagem maior se vê perigosamente comprometida.

Por isso, o líder assume a responsabilidade pela criação de um sentimento de união e igualdade. Ao mesmo tempo, valoriza cada indivíduo, pois sabe que quanto mais se aproximar das pessoas e conseguir tocá-las, mais elas se sentirão importantes e motivadas. Assim não perde a oportunidade de reconhecer novos líderes, abrindo espaço para que eles brilhem e transmitam seus valores para a comunidade empresarial.

A liderança espiritual é assim, uma fonte de energia inestimável para toda empresa, pois cria um estado mental que permite à organização deixar de ser mais uma ilha de produtividade em meio a milhares de outras e conectar-se à energia fundadora do universo. Muitos a visitarão, buscando ensinamentos para criar suas próprias empresas, mas ela se manterá firme em sua integridade inabalável perante as reviravoltas do mercado, como uma rocha em meio às águas revoltas do oceano.

As duas principais características e virtudes do líder realmente comprometido com o desenvolvimento das potencialidades organizacionais são atuar sonhando e realizando.

Fonte

ROMÃO, Cesar. O poder de um sonho. Disponível em: . Acesso em: 21 set. 2005.

AUTO-SATISFAÇÃO

As pessoas interpretam, em geral, o mundo sob sua própria ótica. Durante o dia recebemos dezenas, centenas, milhares de estímulos que nos levam a conceituar, classificar, julgar, avaliar, validar ou não uma situação de acordo com aquilo que acreditamos ser verdade, ou seja, vemos o mundo segundo nossa percepção do que é verdade, do que é certo. Vemos o mundo segundo nossa própria lente.

Tendemos a condenar, repelir, repudiar tudo aquilo que acreditamos ser uma ameaça a nós, a nossa empresa, a nossa vida em comunidade ou ainda nossa vida profissional. A princípio parece que o ser humano tem uma tendência forte a autopreservação, uma tendência a estar defendendo com unhas e dentes aquilo que lhe é de interesse, seja sua família, seus amigos, seu emprego, seus produtos, sua empresa.

Até este ponto parece ser relativamente fácil concordar com as afirmações acima.

No entanto, surge um questionamento: se temos todo este ímpeto para defender nossos interesses, qual o motivo de passarmos, às vezes, 8, 10, 12 horas trabalhando, longe das nossas famílias, ou ainda, realizando tarefas, convivendo com pessoas ou enfrentando situações que, muitas vezes, não gostamos ou nos deixam desmotivados, insatisfeitos, nos forçando a realizar nosso trabalho apenas por pura e simples obrigação, para cumprir tabela como se diz no futebol ?

Será que compensa passar a vida reclamando, criticando outras pessoas – colegas, clientes, chefes, o bispo? Até que ponto cuidamos da nossa própria satisfação? Quanto tempo dedicamos a nossa realização pessoal e profissional? Quantos de nós param cinco minutos por semana para pensar no rumo a ser seguido na vida?

Alguns podem achar que isto é utópico, pura fantasia, irrealista. Observe, no entanto, as pessoas de sucesso, cada uma trilhou um caminho diferente, mas todas têm em comum ao menos um ponto: um forte desejo ou aspiração ou ainda traçaram um rumo para a própria vida. Isto é, são apaixonadas pelo que fazem e buscam sempre serem melhores.

Por que seguir as pegadas deixadas por outras pessoas? Por que seguir o caminho que foi imposto pelas condições da vida? Por que aceitar isto?

Quantas pessoas sonharam ser técnicos de não sei o quê. Assistente de sabe-se lá o quê. Quantos fizeram cursos superiores em áreas que não tinham afinidade, e justificam com a seguinte frase: não era bem o que eu queria, mas um dia ainda faço aquele que quero.

Até onde me consta, não existe uma lei ou regra que diga que devemos viver fazendo coisas das quais não teremos orgulho mais tarde. É possível sim fazer o próprio caminho. Se ele não existe, o que o impede de criá-lo?

Ah sim...A vida não é bem assim, não é?

Somente posso argumentar que é lamentável. Há uma frase de Leon Tolstoi que diz o seguinte: Há quem passe pelo bosque e só veja lenha para a fogueira. E para complementar uma frase de Constantin Bracusi que diz que As coisas não são difíceis de fazer, o difícil é nos dispormos a fazê-las.

Esqueça esta postura, para quem quer, desculpas não vão faltar. Portanto, se você vê a vida com a lente dos derrotados, desanimados, daqueles que acham tudo tão difícil, comece a se preocupar, afinal, vivemos do passado, ou seja, o que vivemos hoje, em geral, é conseqüência do que fizemos anteriormente.

Você conhece alguém que conseguiu sucesso – e não estou falando necessariamente de dinheiro – reclamando, achando tudo difícil, criticando os outros?

Pois bem, ser ou levar uma vida medíocre é uma questão de opção.

No entanto, só pode se lamentar aquele que tentou de verdade, até o fim, aquele que deu o seu melhor. Não tenha a ilusão de ser perfeito, nunca atingiremos este status, no entanto, isto não deve lhe impedir de buscar ser perfeito.

Você quer o quê da sua vida? Como pretende ser lembrado?

Uma coisa é certa: você pode passar a vida chorando, ou pode passar a vida vendendo lenços.

A escolha é sua e de mais ninguém.

Fonte

VIOLIN, Fábio Luciano. Auto-satisfação. Disponível em: . Acesso em: 25 mar. 2008.


AUTO-ESTIMA E QUALIDADE DE VIDA

A auto-estima pode ser conceituada de várias maneiras, uma delas é a avaliação favorável de si mesmo, e nós fazemos uma série de auto-avaliações de diferentes aspectos da nossa vida. Assim, é possível ter uma boa auto-estima com relação ao nosso trabalho e uma baixa auto-estima no que diz respeito à nossa aparência física. A auto-estima não é algo que se tem ou não, ela pode ser desenvolvida.

Escutamos muito falar sobre auto-estima, mas nem sempre é claro o porquê da sua importância. Na realidade, o conceito que a pessoa tem de si mesma influencia todas as suas experiências de vida. A construção de uma boa auto-estima não é um remédio para todos os males, mas é indiscutível que sentir-se bem com relação a si mesmo é um ingrediente fundamental para ter força e segurança para enfrentar os novos desafios da vida. Se levarmos em conta que enfrentamos quotidianamente novas situações e que nem sempre nos sentimos confiantes, é útil ter auto-estima suficiente para encarar estas mudanças.

Ter uma auto-estima fortalecida não significa que nunca nos sentiremos deprimidos, confusos ou ansiosos, mas ter um bom autoconceito é garantia de sentir-se autoconfiante e poder contar com seus próprios recursos para superar um momento difícil. As pessoas com baixa auto-estima têm, em geral, problemas de adaptação a mudanças, pois não tem certeza se podem contar consigo mesmas em determinadas situações.

Levando-se em conta que o nosso autoconceito pode se modificar em função das nossas experiências, nós temos a responsabilidade e a possibilidade de fazê-los evoluir positivamente. Se você deseja fortalecer a sua auto-estima, melhorá-la, ou motivar as pessoas que estão ao seu redor, você encontrará vários conceitos e estratégias úteis para este fim desde a maneira que você cuida de seu corpo até mudanças de determinados padrões de pensamentos.

No que diz respeito ao seu corpo, prestar atenção em si mesmo é a base da auto-estima. Ela amplia a autoconsciência e é também fundamental para a saúde. A cada momento, o corpo nos dá um feedback sobre nosso estado. Neste sentido, passamos a entender o quão importante é prestar atenção em nós mesmos, em nosso corpo, em nossas experiências e, sobretudo, em nosso momento atual. A conexão estabelecida entre o corpo e a mente leva-nos a seguinte conclusão: você não pode criar a expectativa de se sentir bem se ignorar as necessidades do seu corpo.

Uma atitude de respeito e cuidado com o corpo – refletida em práticas de saúde sensatas – tende a influenciar positivamente os sentimentos de alguém em relação à sua própria essência. Todo o tempo investido na sua saúde física tende a melhorar a sua saúde mental. Na prática, isto significa ter um estilo de vida saudável: durma o suficiente, mexa-se, alimente-se de forma saudável, relaxe, respire.

Quanto às nossas crenças e valores, alguns deles podem ser motivadores, permitindo-nos opções de escolha e liberdade congruentes com as nossas vontades. Outros podem arruinar pouco a pouco nossa auto-estima oprimindo-nos e restringindo as nossas ações inadequadamente. Certas crenças inflexíveis podem criar modelos rígidos de comportamento, favorecendo a sensação de culpa, se não as seguirmos cegamente. A proposta é poder avaliar se as suas crenças e valores o conduzem para os resultados que você deseja ou se arruínam a sua auto-estima.

No que se refere aos nossos pensamentos, nós os utilizamos para criarmos determinados hábitos para interpretar e perceber a realidade. Entretanto, se forem mal empregados, podem abalar muito o nosso sentimento de autovalorização. A boa notícia é que se os seus pensamentos desencadeiam sentimentos que minam a sua auto-estima, isto não passa de um mau-hábito que pode ser mudado. É importante conhecer estes padrões de pensamento e hábitos para avaliar como podemos ter novas e melhores opções de perceber a realidade.

Outro conceito fundamental para a manutenção da auto-estima é a assertividade. Ter um comportamento assertivo significa tomar as suas próprias decisões sobre o que você irá ou não fazer e aceitar as conseqüências e a responsabilidade pelo seu comportamento. Ser assertivo supõe ser autêntico e estar disposto a defender as suas idéias de maneira clara e em contextos apropriados. Com auto-estima você tem autoconfiança para ser você mesmo e ser capaz de se expressar de acordo com suas próprias opiniões. Exprimir com clareza os seus desejos e necessidades não garante que você seja sempre bem-sucedido, mas é um meio de fortalecer a sua auto-estima, na medida em que você passa a assumir o controle de sua própria vida, de acordo como os seus próprios padrões e não com os dos outros. Neste sentido aprender algumas técnicas de assertividade pode fortalecer muito a sua auto-estima.

Aprender a lidar com críticas também é uma forma de manter a sua auto-estima equilibrada. Quando o perfeccionismo é levado ao extremo, ele se torna um inimigo da auto-estima: você procura seguir padrões irreais, está constantemente se desvalorizando e nunca sente que o que pensa ou faz está suficientemente bom. Abstraindo-se as reações emocionais que as críticas podem provocar, o que fere a nossa auto-estima não é só a avaliação em si, mas também a forma como ela é feita. Na grande maioria das vezes, as críticas são feitas sem o menor tato ou habilidade e podemos ser pegos de surpresa quando menos esperarmos. Neste sentido, quando se trata de críticas é útil dissociar o conteúdo da crítica da forma que ela está sendo que a crítica é apresentada.

A qualidade dos nossos relacionamentos tem um grande impacto na qualidade de nossas vidas, inclusive na construção e no fortalecimento da nossa auto-estima. Embora o conceito de confiança seja abstrato, sem ele não poderíamos desenvolver bons relacionamentos. A idéia é aumentar as suas ações para construir um relacionamento baseado na confiança. Você não precisa contar tudo a respeito da sua vida para seu parceiro(a) mas precisa ser honesto no que decidir contar, se deseja construir um relacionamento baseado na confiança.

Seja congruente consigo mesmo e com seu parceiro. Faça com que suas ações sejam uma expressão das suas palavras, e cumpra com o combinado, crie empatia suficiente para entender o ponto de vista dele e fique genuinamente interessado nele encontrando objetivos em comum.

A sua atividade profissional também pode ser uma fonte de realização e pode fortalecer a sua auto-estima. Estamos sempre sujeitos a mudanças e desafios e só teremos autoconfiança para respondermos eficazmente ao novo e se formos capazes de nos libertar de hábitos irrelevantes. Não se trata de fazer mudanças sem nenhum tipo de critério. A idéia é criar uma mudança produtiva: mudamos o que é necessário para nos adaptarmos a uma nova situação, ao mesmo tempo em que mantemos estáveis alguns dos aspectos que consideramos importantes em nossas vidas. Lembre que o relacionamento que você constrói – seja com seus clientes, com seu pessoal, amigos ou qualquer outra pessoa – não é imutável. Se você não o cultivar, ele se perde. Quando concluir uma etapa do acordo estabelecido com alguém – o seu pessoal termina uma tarefa, o seu cliente compra um produto –, se você desejar cultivar este relacionamento, considere isto como o início de uma nova etapa, não descarte o seu cliente, invista nele.

Os cuidados com seu corpo, a mudança de determinadas crenças e padrões de pensamento, saber reagir de forma saudável a críticas, expressar as suas opiniões sem agressividade, cultivar bons relacionamentos e buscar a realização pessoal em determinada atividade são aspectos que estão ao nosso alcance para serem desenvolvidos ou modificados e podem aumentar muito a nossa auto-estima e melhorar a nossa qualidade de vida. Com isso em mente, é tempo de dar o primeiro passo para buscar o crescimento pessoal. O maior beneficiário é você mesmo!

Fonte

KHOURY, Karim. Auto-estima e qualidade de vida. Disponível em: . Acesso em: 25 mar. 2008.

ANTES DE QUERER MUDAR O MUNDO, MUDE-SE

Com o mercado altamente competitivo, o qual pode-se notar pelo grande número de concorrentes, pelas promoções de venda cada vez mais agressivas, pelos clientes cada vez mais exigentes, pelas menores possibilidades de errar e ainda manter-se no mercado, surge a necessidade de aprimoramento contínuo. Em função destes fatos, cada vez mais se fala em fidelização de clientes, as empresas e, principalmente, os profissionais precisam rever seus conceitos relativos ao modo de como lidar com os eventos do dia-a-dia.

É necessário romper barreiras, abandonar as concepções de como a realidade é ou como acreditamos que ela seja, enxergar onde outros não enxergam e admitir que temos que nos adaptar sempre aos novos acontecimentos e que isso implica em rever constantemente nosso modo de agir e pensar. Aprender hoje não se dá pelo acúmulo de conhecimento, e sim pela capacidade de refinar aquilo que estamos vendo, ouvindo, sentindo na pele, para daí formarmos um modo de agir centrado na necessidade de ser o melhor sempre. Contudo, ser o melhor não significa ser melhor que alguém ou alguma empresa. Ser o melhor significa ultrapassar nossos limites.

Complicado? Pois bem, por onde começar?

O começo se dá pela humildade em admitir que temos muito a melhorar sempre. Em seguida, comece a observar outros profissionais de sua área, não necessariamente somente do seu ramo de atividade, mas outros profissionais que você considera que sejam bons ou de preferência excelentes. Extrapole e observe outros profissionais, não necessariamente os que têm a mesma função que você, e verá que existe muito a aprender e que muita coisa pode ser feita.

Busque conhecimento técnico através de livros, revistas especializadas, cursos, palestras, Internet e conversas com outros profissionais. Porém, lembre-se de que há dois pontos importantes a serem considerados: o primeiro é existir uma tendência em buscarmos conhecimento apenas de assuntos diretamente relacionados ao nosso ramo, profissão ou dia-a-dia e que perdemos muito ao não considerarmos outras áreas que podem ajudar de forma direta ou indireta na nossa formação e competência; o segundo, nenhum conhecimento será útil se não puder ser traduzido em algum tipo de ação prática que venha agregar valor ao nosso cotidiano.

Não se perca em detalhes que não acrescentam, pois, em geral, eles apenas tomam tempo e o resultado final é uma considerável perda do foco. Avalie-se constantemente e descubra em que evoluiu e em que deve melhorar. Aprenda a se relacionar com pessoas, pois isso definirá muito de como as oportunidades e ameaças acontecerão em sua vida pessoal ou profissional. Outrossim, lembre-se, por mais delicada que seja a situação, de que sempre existem dois lados e que não necessariamente você sempre está certo.

Escute mais o que seu cliente tem a dizer e não busque conduzir a negociação ou conversa: primeiro ouça o que ele tem a lhe dizer e somente então lhe dê a resposta. Muitos profissionais se perdem nesse ponto, pois, em geral, tendem a querer fechar o melhor negócio sob sua ótica e não sob a ótica do cliente.

Tenha um acompanhamento pós-venda em todas as suas negociações e não procure o cliente apenas quando quiser vender. Faça surgir um relacionamento e não apenas uma transação comercial.

Enfim, são muitos os pontos, e nenhum deles é uma regra, mas servem para mostrar que temos a melhorar e que tal intento é possível, basta para isso nos disponibilizarmos e buscarmos os meios para que isso aconteça.

Fonte

VIOLIN, Fábio Luciano. Antes de querer mudar o mundo, mude-se. Disponível em: http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Antes%20de%20Querer%20Mudar%20o%20Mundo%20mude%20se.htm. Acesso em: 8 jun. 2004.

A VISÃO DO FUTURO

Uma visão sem ação não passa de um sonho. Ação sem visão é só um passatempo. Mas uma visão com ação pode mudar o mundo.

As frases acima fecham com chave de ouro o excelente vídeo A Visão do Futuro, produzido por Joel Barker, o qual costumo apresentar ao final de algumas palestras devido ao seu incontestável poder reflexivo. Não há como ir para casa sem se perguntar: O que estou fazendo comigo, com minha família, com minha carreira, para ser feliz?

O texto de hoje tem este objetivo. Quero despertar em você a auto-reflexão sobre como tem tratado sua vida profissional, sobre como você se imagina em um, cinco, dez ou vinte e cinco anos.

Desejo que você desligue este piloto automático de sua vida, através do qual você não conduz, mas é conduzido por uma rotina sem sequer saber para qual direção, e passe a vislumbrar diante de si apenas duas palavras: sonhos e futuro.

Futuro e Liderança

O futuro não é o lugar para onde estamos indo. É o lugar que estamos construindo e que dependerá daquilo que fizermos no presente. Por isso, a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo.

Aqueles que constroem o próprio futuro, constroem o futuro dos outros. A capacidade de empreender o próprio futuro está se tornando uma questão de sobrevivência. Administrar bem um negócio é administrar seu futuro; e administrar seu futuro é administrar informações. O futuro não é mais sobre tecnologia. É sobre informação processada como conhecimento. Se a história testemunhou a triste divisão entre nações ricas e pobres, o futuro pode nos reservar a separação entre as que sabem e as que não sabem.

Nenhuma empresa sobreviverá se depender de gênios para administrá-la. Ela precisa ser capaz de ser conduzida por seres humanos medianos. Lidar com gente já é difícil. Levar gente a enxergar o futuro é ainda mais difícil. Jack Welch colocou com propriedade que os gerentes fracos acabam com as empresas, acabam com os empregos. A melhor pessoa do mundo no negócio ou no cargo errado ainda tem alguma chance. O melhor negócio ou cargo do mundo com a pessoa errada não tem chance nenhuma.

Profissionais com perfil empreendedor são diferentes, pois onde todos vêem problemas, estes enxergam oportunidades. Viajam num carro chamado imaginação, tendo a criatividade como co-piloto, a meta como motor e a persistência como combustível. Sabem que só o melhor é suficiente e controlam direta ou indiretamente o destino de muitas pessoas. Fazê-las vibrar com a mesma intensidade com o intangível futuro criado em nossas mentes é missão suprema alcançável através da liderança. E o verdadeiro líder é aquele que consegue capilarizar esse sentimento nos grupos por onde passa.

Sonhos e Metas

O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos. E, parafraseando Victor Hugo, não há nada como um sonho para criar o futuro. Tudo isso pode parecer piegas, mas você deve continuamente monitorar seus passos em relação aos seus sonhos e nunca se afastar deles. Se preferir ser mais técnico, menos filosófico, substitua a palavra sonhos por metas. Mas siga sempre confiante em direção ao cumprimento de seus planos, reto como uma flecha, pois o que torna um sonho irrealizável é a inércia de quem o sonha. O homem nunca pode parar de sonhar. O sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo.

A maioria das pessoas toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo. Elas vêem as coisas e dizem o porquê delas. Já os vencedores dizem: Por que não? Poucos aceitam o fardo da própria vitória; a maioria desiste dos sonhos quando eles se tornam possíveis. O primeiro sintoma de que estamos matando nossos sonhos é a falta de tempo. As pessoas mais ocupadas têm tempo para tudo. As que nada fazem estão sempre cansadas. Nunca temos tempo para fazer direito, mas sempre temos tempo para fazer de novo...

Eu tive um sonho de que meus quatro filhos um dia irão viver em uma nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter. Quando Martin Luther King Jr. proferiu estas palavras em seu famoso discurso, encontrou evidentemente grande resistência no seio de uma sociedade conservadora e racista que ainda hoje prima por ser preconceituosa. Seu pensamento subversivo, entretanto, encontrou aliados. King não pôde viver para presenciar o efeito de seus atos, porém o tempo encarregou-se de concretizar seu sonho. Se não o de igualdade, ao menos o de oportunidade.

Sempre que ensinar, ensine também a duvidar do que ensina.

Não precisamos saber nem como nem onde, mas existe uma pergunta que todos nós devemos fazer sempre que começamos qualquer coisa: Para que tenho que fazer isso? Voltando ao início deste texto, você conduz ou é conduzido? Você escolheu ou foi escolhido por sua profissão, por sua empresa?

Entre o certo e o errado há sempre espaço para erros maiores. A vida nem sempre é baseada nas respostas que recebemos e nas perguntas que fazemos. Eu, particularmente, ao repassar minha vida, sinto que sempre estive numa corrida de obstáculos, sendo eu o maior de todos. A grande chave para a satisfação é algo que quase sempre nos escapa. Não é conseguir o que queremos, mas sim querer aquilo que conseguimos. Toda glória é fruto da ousadia. A ousadia de tentar ser sempre melhor. Não é tarefa fácil, pois há sempre uma casca de banana à espreita de uma tragédia. E sombras são sempre negras, mesmo sendo de um cisne. Mas espero ver você refletindo repetidamente sobre o que conversamos aqui hoje – sonhos, futuro, objetivos – corrigindo sempre sua rota e banhando-se nas águas permanentes da mudança.

Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo.

Fonte

COELHO, Tom. A visão do futuro. Disponível em: . Acesso em: 21 set. 2005.

ANALÍTICS