sexta-feira, março 09, 2018

RESPEITO E SOU RESPEITADO?


Respeito e sou respeitado? 

Fala-se tanto em respeito, fala-se! É um discurso! Mas, na prática, será que o respeito deixa de ser discurso e torna-se ação? São questões tao importantes e delicadas que merecem atenção. O quanto você se respeita? O quanto você respeita o outro? O que isto significa pra si? Como passar da palavra para a ação? 

O termo respeito, vem do latim respectus, particípio passado de respicere, que significa “olhar outra vez”, de re-, “de novo”, mais specere, “olhar”. Ou seja, algo que merece ser olhado outra vez, que merece uma atitude de consideração e reverência. É um sentimento positivo e que tem a ação de apreço, de consideração, de reconhecer o que é valoroso. É um valor de grande importância nas interações sociais, nas relações humanas, e que promove uma convivência saudável. 

Para ser respeitado é preciso fazer-se respeitar ou saber se respeitar, o que muitas vezes não acontece. Respeitar não significa concordar com tudo ou com todos os pontos de vistas das pessoas, mas é saber lidar com a diversidade humana e sua singularidade. Respeitar não é discriminar, humilhar, desvalorizar ou ofender uma pessoa, sua forma de viver e suas escolhas (desde que não cause dano aos outros). Respeitar está ligado a educação. 

Respeitar uma pessoa é compreender que ela é um ser humano tal como você é. Respeitar é não invadir o espaço do outro. É preciso zelar pela relação que se tem, seja ela qual for. Ninguém é obrigado a suportar as grosserias no momento de mau humor de uma pessoa, ou suportar perguntas inconvenientes ou insitir em uma conversa quando o outro não quer conversar, por exemplo. Uma pessoa grossa não se importa em como os outros se sentem, e por fim desperta antipatia. 

Respeitar envolve bom senso, intuição e discernimento do que é adequado ou inadequado para tomar a atitude certa em cada situação, sem que alguém precise dizer como você deve agir. Uma pessoa sensata tem a capacidade de analisar suas ações e atitudes e verificar se esta sendo desagradável de modo a se prejudicar e prejudicar a outros. Portanto, se quisermos ser respeitados devemos respeitar primeiro.

Texto: Dra. Mirian Valente

Prazer em conhecer! Eu sou a Vagina!


Prazer em conhecer! Eu sou a Vagina! 



Fui criada não apenas para ser a porta de entrada da vida, por onde as células vivas daquele que amo e que me ama, correm ao encontro das células também vivas que habitam o corpo onde estou integrada, gerando assim nova vida, e que depois de constituída vem à luz através da minha passagem. 

Fui criada para conectar todo o corpo e as emoções aos estados de graça, de bem-estar, de prazer e de felicidade. Estou em seu corpo, existo para te trazer alegria! Não sou feia como muitos costumam exergar e como você mesmo à vezes pode supor, que engano! Pelo contrário, sou toda bela. Tenho em mim uma beleza singular, na forma, na textura, na sensibilidade e no jeito de funcionar. Fui constituída de modo tão incrível que sou capaz de capturar as diversas sensações, pois tenho integrada em mim mais de oito mil terminações nervosas capazes de transmitir sensações maravilhosas para toda a parte do corpo a que pertenço, e que pode se expandir até a alma. 

O meu nome é lindo, Vagina! Mas, é pena que muitos preferem me nomear com outros termos perjorativos que não representam a grandeza de minha natureza. Pra muitas mulheres ainda sou um mistério, estou invisível, sequer existo em minha totalidade. Apenas estou lá sem seus corpos com a finalidade de dar à luz e ponto, ou sem finalidade, acredita? Sequer conseguem olhar para mim! Até me acham uma parte intrusa em seus corpos, se escondem, sentem-se constrangidas de descobrirem o que realmente sou. 

Houve um tempo em que eu era intocável, sequer no banho podiam me dar o cuidado adequado. Mas, isso já não pode ser assim! Estou aqui, você já me ouviu falar contigo? Tenho minha própria linguagem. Por vezes, não me dedicam o cuidado que mereço. Sofro violência, negligência, descaso. Muitas vezes, não recebo amor e carinho, estou lá nos corpos como um objeto qualquer. Quando isso acontece, ah! Como sofro. Em alguns corpos, sinto dor, sinto desamor, sinto vontade de desaparecer, até fico cansada! É um vazio sem fim! 

Não sabem como lidar comigo. Não entendem que estou integrada ao corpo, que não estou fora do corpo, excluída ou morta. Ouça, eu tenho vida, quando é que você vai entender que estou aí em ti? Não sabem como tocar-me, como cuidar de mim. Eu a Vagina, sou bela e existo em seu corpo. Devo ser respeita, amada, cuidada e admirada como sou!


Arte: Hilde Atalanta
Texto: Dra. Mirian Valente



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