quinta-feira, fevereiro 15, 2018

VAGINA SAUDÁVEL

A vagina lubrifica-se por meio de uma secreção fluída de glândulas semelhantes às glândulas sudoríparas da pele, e não necessita obrigatoriamente de contato sexual direto para que isso aconteça, pois muitas mulheres ficam úmidas também por pensarem ou lerem algo sobre sexo. Contudo, a estimulação da vagina desempenha um papel importante no alcance do orgasmo feminino. A secreção vaginal tem um odor sexual, mas muitas mulheres podem achar desagradável ou podem ter medo de que seja desagradável para o parceiro. O fato é que todas as secreções do nosso corpo tem cheiro, e uma vagina saudável também tem seu próprio cheiro não sendo nenhum motivo para complexos. A vagina possui a segunda maior concentração de bactérias do corpo, mas não é necessário comprar um sabonete específico ou desodorante íntimo por causa disso, pois a flora vaginal balanceia o pH de modo a evitar os germes causadores de doenças. O problema é que o uso excessivo de sabonetes íntimos pode prejudicar o nível de acidez dessa região, pois elimina a proteção natural e facilita a proliferação de germes nocivos, provocando assim danos à saúde.

Dra. Mirian Valente - CRP 06/99520
Arte: Jacqueline Secor.

O CANAL VAGINAL


Abaixo do clitóris esta o canal urinário e abaixo deste, o canal vaginal. Este canal é capaz de se expandir na excitação sexual, podendo se dilatar e se alongar de modo a acomodar o pênis, não sendo o tamanho do órgão masculino causador de qualquer dano. A falta de lubrificação adequada é que pode resultar em desconforto. Além disso, durante o parto, o canal vaginal pode chegar a expandir-se até 10 cm. A vagina não muda permanentemente por causa da penetração durante a atividade sexual. Sua forma é diferente em cada pessoa, e se ela está “apertada” pode indicar que não há excitação ou lubrificação suficiente para a penetração.

Dra. Mirian Valente - CRP 06/99520
Arte: Jacqueline Secor.

INTIMIDADE COM A VAGINA


Quando o assunto é falar sobre o órgão sexual feminino, ainda hoje existem muitas mulheres que não gostam do nome vagina ou vulva, e preferem referir-se a ela por apelidos. Porém, muitos apelidos são perjorativos e trazem uma ideia negativa que interferem no autoconhecimento da vagina. Devido a uma educação repressora e a falta de conhecimento, muitas mulheres foram ensinadas que a vagina é feia, e que tocar a vulva com as mãos era algo considerado deselegante. O resultado é que muitas mulheres sequer tiveram a coragem de encará-la com o auxílio de um espelho, ficam constrangidas ao falar da vagina em uma consulta médica ou até mesmo deixam de ir ao ginecologista por medo ou vergonha. Além disso, ainda não conseguem nomear as estruturas do seu órgão sexual. Contudo, é preciso mudar este olhar e desenvolver melhor intimidade com a vagina, sobretudo para cuidar da saúde e ter uma vida sexual mais satisfatória.


Dra. Mirian Valente - CRP 06/99520
Arte: Duvet Days

CLITÓRIS


PEQUENOS LÁBIOS


VULVA


A BELEZA DA VULVA


Porque não falar da beleza dos órgãos sexuais? Muitas mulheres ignoram a estrutura de seus órgãos sexuais e muitos homens também. O fato é que o desconhecimento desta estrutura, às vezes pode tornar uma experiência sexual inicial em algo traumático para mulher, especialmente se o homem não conseguir excitar suficientemente a mulher e penetrá-la antes dela estar preparada. Quando os parceiros conhecem mais e melhor sobre a sexualidade, podem desfrutar de uma vida sexual satisfatória e agradável. Portanto, partilho um pouco mais de conhecimento sobre a vulva, aqui representada pela a artista holandesa Hilde Atalanta que criou várias ilustrações com objetivo de celebrar a beleza e a diversidade da vulva!
https://www.thevulvagallery.com/gallery

SEXUALIDADE E ENVELHECIMENTO


A vida é feita de ciclos. Há transformações, momentos distintos, e cada ciclo tem sua graciosidade, seu valor singular. Chegar à meia idade ou experimentar o processo de envelhecimento, nem sempre parece ser algo fácil de lidar para muitos. Envelhecer não significa ter uma vida assexuada com o passar dos anos, ou não ter uma vida sexual saudável e satisfatória. Pelo contrário, envelhecer pode significar ter uma vida com possibilidade criativa para o amor. Há modificações dos padrões eróticos que precisam ser melhor entendidos e aceitos. As dificuldades sexuais que se apresentam neste ciclo de vida são muitas vezes em relação à resposta biológica, e é claro que interferem no plano emocional, e até mesmo na autoestima. Por exemplo, o homem poderá apresentar a necessidade de estimulação mais direta do penis para uma perfeita ereção, e terá um período refratário maior. A mulher terá sua capacidade de lubrificação diminuida e ocorrerá um maior ressecamento vaginal. Estas dificuldades podem levar as pessoas a desenvolverem frustrações e até mesmo terem desempenho sexual insatisfatório ou deixarem a atividade sexual de lado, afastando-se do parceiro ou parceira, sublimando o desejo, investindo assim suas forças no trabalho, no estudo, em lazer, ou seja, em qualquer outra atividade que esteja em conformidade com seus valores. Portanto, é importante que ocorra uma modificação na maneira de lidar com a sexualidade nesta fase da vida. Uma comunicação franca entre os parceiros sobre as dificuldades encontradas, onde cada um possa ouvir e ser ouvido, um maior esclarecimento específico sobre a sexualidade, uma nova aprendizagem que faça com que cada um descubra suas potencialidades ignoradas, poderá levar a uma experiência mais satisfatória em relação ao desempenho sexual e ao relacionamento amoroso. É preciso encontrar caminhos para sair do conformismo e da acomodação. É preciso cultivar o amor e a compreensão entre os parceiros. O sexo-genital não é a única forma de prazer, isto quer dizer que um erotismo mais difuso, onde exista o despertar para outras formas de prazer, tais como, partilhar juntos, massagens relaxantes, perfumes, músicas, passeios curtidos em um clima de amor e carinho, alternativas diárias que ampliam a comunicação e a intimidade consigo e com o outro. Finalmente, chegar a meia idade e desfrutar de uma vida sexual satisfatória e saudável requer uma mudança de hábitos e de comportamento, onde é possível manifestar o amor ao longo dos anos, sem deixar o relacionamento cair no silêncio e na solidão a dois!

Dra. Mirian Valente – CRPSP 99520

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