quinta-feira, março 31, 2011

Afrodite na poesia

Da Redação - agenusp@usp.br

Publicado em 30/março/2011
Editoria : Publicações

Na sexta (1), às 18 horas, acontece o lançamento do livro Lira, mito e erotismo – Afrodite na poesia mélica grega arcaica (Editora Unicamp, 664 p., R$ 52,00), na Livraria da Vila.

Escrito pela professora Giuliana Ragusa, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, o livro apresenta seus estudos sobre a representação de Afrodite na lírica grega arcaica. O evento é gratuito e aberto a todos, sem necessidade de inscrição. O lançamento acontece na Rua Fradique Coutinho, 915, Pinheiros, São Paulo.

Mais informações: (11) 3824-5811

terça-feira, março 29, 2011

Orientação profissional e de carreira

Por Da Redação - agenusp@usp.br

Publicado em 29/março/2011
Editoria : Publicações
A obra Compêndio de Orientação Profissional e de Carreira, organizada pelos professores Lucy Leal Melo-Silva, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) e Marcelo Afonso Ribeiro, do Instituto de Psicologia (IP) da USP, foi lançada na semana passada.

O primeiro volume (Editora Vetor, 228 p., R$ 48,00) aborda as “Perspectivas históricas e enfoques teóricos clássicos e modernos” e os “Enfoques teóricos contemporâneos e modelos de intervenção” . O livro busca compreender o papel do trabalho e das ocupações na vida das pessoas, em diferentes grupos e culturas. Enfoques teóricos explicam como e por que as pessoas tomam decisões de carreira.

Já o volume 2, (Editora Vetor, 220 p., R$ 48,00) amplia a sistematização do conhecimento, apresentando enfoques teóricos contemporâneos e modelos de avaliação da intervenção em carreira.

Mais informações: www.vetoreditora.com.br

domingo, março 27, 2011

PEDOFILIA

Na década de noventa, a exploração comercial e sexual infantil vitimou milhões de crianças e adolescentes. Do ponto de vista psicanalítico, a pedofilia representa uma perversão sexual que envolve fantasias sexuais da primeira infância abrigadas no Complexo de Édipo, período de intensa ambivalência da criança com os pais. O corpo infantil é o objeto erótico e nesse sentido a pornografia infantil eletrônica preconiza a erotização precoce nas imagens evocadas da cena sexual.
O que é pedofilia? A palavra é uma combinação de origem grega, a qual paidos é criança ou infante, e philia amizade ou amor, ou seja, pedofilia significa atração sexual por crianças.
Alguns indivíduos com pedofilia ameaçam a criança para evitar a revelação de seus atos. Os que vitimam crianças com frequência, desenvolvem técnicas complicadas para obterem acesso às crianças que podem incluir a obtenção da confiança da mãe, casar-se com a mulher que tenha uma criança atraente, traficar crianças com outros indivíduos com pedofilia, etc. Geralmente apresentam comportamento imprevisível. Os abusadores sexuais costumam ser criativos ao desenvolver estratégias de atuação e de elaborar manobras de sedução. É frequente aos pedófilos adentrarem a esfera de interesses escolares da criança e até mesmo se disporem a levá-los de um lugar para o outro, servindo de companhia ou ingressam no ambiente familiar da vítima, não raro desorganizado e com pouca supervisão parental, estabelecendo um espaço de intimidades que favorece o comportamento abusivo. O pedofilo cria um ambiente aparentemente favorável para a vítima, um clima de segurança, de apoio e de disponibilidade para criança, pois é o primeiro passo para que se inaugure o caminho do abuso, pois a criança não quer perder "essa amizade". Os pais e cuidadores devem estar atentos às suas crianças, para previnir situações que coloquem em risco a infância. Consultem a seguir o manual protegendo seus filhos da pedofilia
http://www.turminha.mpf.gov.br/multimidia/cartilhas/cartilha-pedofilia.pdf

sexta-feira, março 25, 2011

PROGRAMA REINTEGRA CRIANÇAS E JOVENS DE RUA À SOCIEDADE

Publicado em 24/março/2011
Editoria : Sociedade
Beatriz Amendola, do USP Online

Equipe multidisciplinar do Programa Equilíbrio, do IPq, reintegra crianças à sociedadeNa cidade de São Paulo, há mais de 1.800 crianças e adolescentes moradores de rua, segundo dados de 2007 da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Com a proposta de auxiliar os jovens nessa situação a se reintegrarem ao ambiente sócio-familiar, foi desenvolvido o Programa Equilíbrio, do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), em atividade desde 2007.
Coordenado pela professora Sandra Scivolleto, o programa atende a crianças e adolescentes encaminhados pela Vara da Infância, por abrigos ou Centros de Referência da Criança e do Adolescente (Creca). “A proposta é agilizar o processo de reintegração e fazer com que o jovem tenha autonomia para conseguir se sustentar e arrumar um lugar para morar, caso não seja possível a integração familiar”, declara Sandra. Na maioria dos casos, há histórico de violência doméstica e uso de drogas.
As origens do programa remontam a 2005, quando o então subprefeito da Sé (Centro de São Paulo), Andrea Matarazzo, passou a encaminhar ao IPq adolescentes que se encontravam em situações de vulnerabilidade, vivendo em ruas ou abrigos na região central de São Paulo. A partir daí, entendendo como funciona o serviço de proteção ao menor, foi montada uma estrutura que pudesse reestruturar a vida desses adolescentes e reintegrá-los ao convívio social. Mais tarde, em setembro de 2007, essa estrutura seria implementada oficialmente como o Programa Equilíbrio, a partir de um decreto municipal assinado pelo prefeito Gilberto Kassab.

Tratamento

Os atendimentos, realizados no Centro Esportivo Raul Tabajara (Cert), na Barra Funda (Zona Oeste de São Paulo), são prestados por uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogos, educadores físicos, pediatras, terapeutas familiares, fonoaudiólogos e fisoioterapeutas — o que traduz o objetivo de cuidar da saúde dos jovens como um todo, sem se retringir à questão mental. Há ainda atividades lúdicas, como oficinas de arte-terapia e música, que os ajudam a desenvolver a criatividade.

O processo tem início logo que a criança ou adolescente chega ao programa, com uma avaliação feita por profissionais da equipe ao longo de até quatro semanas. A partir disso, é construída uma proposta de atendimento personalizado, voltada às necessidades específicas daquela criança. Para cada uma, há um “gerente de caso”, responsável por acompanhá-la durante o tratamento, que pode durar até dois anos, e fazer adaptações de acordo com o seu progresso.

Paralelamente, o Programa procura desenvolver um trabalho também com suas famílias. Assim que o jovem é recebido, é feita uma tentativa de localizar e contatar seus parentes. Uma vez o contato feito, a família é convidada a ir ao Programa e ser avaliada por uma equipe de terapeutas e assistentes sociais. Dessa forma, os familiares também recebem o atendimento necessário e são encaminhados para os serviços de apoio, que envolvem moradia, saúde, trabalho e justiça. “Por meio de suporte dado à família, pretende-se melhorar as condições para, numa fase posterior, iniciarmos o processo de reintegração da criança”, conta a professora Sandra.

Segundo ela, desde 2007 o Equilíbrio já atendeu 435 jovens. E desses, 164 já foram reintegrados a suas famílias. Hoje, há cerca de 160 ainda em tratamento, sendo realizados mais de mil atendimentos mensais — o mais novo entre os atendidos tem 13 anos de idade e o mais velho, 20.

O programa está atualmente em fase de replicação. Com o objetivo de expandir o atendimento para outras regiões da cidade, equipes que já atuam no Programa de Proteção à Criança nas áreas de educação, saúde e assistência social serão treinadas e capacitadas para trabalhar com o método empregado pelo Programa Equilíbrio. Há ainda planos de criar uma equipe volante, para dar suporte a abrigos e escolas m casos mais difíceis.

Mais informações: www.fm.usp.br/programaequilibrio

VIOLÊNCIA SEXUAL INFANTO-JUVENIL

Por Da Redação - agenusp@usp.br

Publicado em 24/março/2011
Editoria : Cursos e palestras

O Laboratório de Estudos sobre o Preconceito (LaEP), do Instituto de Psicologia (IP) da USP, promove o seminário Teoria Crítica da Sociedade e Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil, na terça (29) e quarta-feira (30).
Serão três mesas distribuídas durante os dois dias de evento. A primeira delas tratará dos fatores sociais e psicológicos que determinam a violência sexual contra menores. A segunda será sobre a importância que a teoria e a pesquisa têm para o entendimento e enfrentamento da violência sexual. Já a terceira será questões psíquicas e e jurídicas que devem nortear a intervenção para casos de violência infanto-juvenil.
O evento, que será realizado no IP (Av. Prof. Mello Moraes, 1721, Cidade Universitária, São Paulo), é gratuito, e as inscrições devem ser feitas através do email pairsp@gmail.com.
Mais informações: email pairsp@gmail.com

quarta-feira, março 23, 2011

PSICOLOGIA SOCIAL E IMAGINÁRIO

Acontece de 24 a 26 de maio, no Instituto de Psicologia (IP) da USP, o seminário Psicologia Social e Imaginário. O evento reunirá dezoito pesquisadores brasileiros e portugueses que têm se destacado no estudo do papel do imaginário na experiência tanto na esfera particular quanto nas coletividades humanas.

Os seminários são dirigidos a estudantes de graduação e pós-graduação, docentes, pesquisadores e especialistas das ciências humanas e sociais. O evento é gratuito e as vagas são limitadas. O formulário para inscrição prévia pode ser solicitado através do email rsigaki@usp.br . Confira aqui a programação. O IP fica na Av. Prof. Mello Moraes, 1.721, Cidade Universitária, São Paulo.

terça-feira, março 22, 2011

DEPRESSÃO

Generalidades

Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste.

Uma boa comparação que podemos fazer para esclarecer as diferenças conceituais entre a depressão psiquiátrica e a depressão normal seria comparar com a diferença que há entre clima e tempo. O clima de uma região ordena como ela prossegue ao longo do ano por anos a fio. O tempo é a pequena variação que ocorre para o clima da região em questão. O clima tropical exclui incidência de neve. O clima polar exclui dias propícios a banho de sol. Nos climas tropical e polar haverá dias mais quentes, mais frios, mais calmos ou com tempestades, mas tudo dentro de uma determinada faixa de variação. O clima é o estado de humor e o tempo as variações que existem dentro dessa faixa. O paciente deprimido terá dias melhores ou piores assim como o não deprimido. Ambos terão suas tormentas e dias ensolarados, mas as tormentas de um, não se comparam às tormentas do outro, nem os dias de sol de um, se comparam com os dias de sol do outro. Existem semelhanças, mas a manifestação final é muito diferente. Uma pessoa no clima tropical ao ver uma foto de um dia de sol no pólo sul tem a impressão de que estava quente e que até se poderia tirar a roupa para se bronzear. Este tipo de engano é o mesmo que uma pessoa comete ao comparar as suas fases de baixo astral com a depressão psiquiátrica de um amigo. Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.

Como é?

Os sintomas da depressão são muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos. Contudo para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais:

Perda de energia ou interesse

Humor deprimido

Dificuldade de concentração

Alterações do apetite e do sono

Lentificação das atividades físicas e mentais

Sentimento de pesar ou fracasso


Os sintomas corporais mais comuns são sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça, dificuldades digestivas. Períodos de melhoria e piora são comuns, o que cria a falsa impressão de que se está melhorando sozinho quando durante alguns dias o paciente sente-se bem. Geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas simultâneos, aliás, é difícil ver todos os sintomas juntos. Até que se faça o diagnóstico praticamente todas as pessoas possuem explicações para o que está acontecendo com elas, julgando sempre ser um problema passageiro.

Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais são:

Pessimismo

Dificuldade de tomar decisões

Dificuldade para começar a fazer suas tarefas

Irritabilidade ou impaciência

Inquietação

Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer

Chorar à-toa

Dificuldade para chorar

Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança...

Dificuldade de terminar as coisas que começou

Sentimento de pena de si mesmo

Persistência de pensamentos negativos

Queixas freqüentes

Sentimentos de culpa injustificáveis

Boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual

Diferentes tipo de depressão

Basicamente existem as depressões monopolares (este não é um termo usado oficialmente) e a depressão bipolar (este termo é oficial). O transtorno afetivo bipolar se caracteriza pela alternância de fases deprimidas com maníacas, de exaltação, alegria ou irritação do humor. A depressão monopolar só tem fases depressivas.

Depressão e doenças cardíacas

Os sintomas depressivos apesar de muito comuns são pouco detectados nos pacientes de atendimento em outras especialidades, o que permite o desenvolvimento e prolongamento desse problema comprometendo a qualidade de vida do indivíduo e sua recuperação. Anteriormente estudos associaram o fumo, a vida sedentária, obesidade, ao maior risco de doença cardíaca. Agora, pelas mesmas técnicas, associa-se sintoma depressivo com maior risco de desenvolver doenças cardíacas. A doença cardíaca mais envolvida com os sintomas depressivos é o infarto do miocárdio. Também não se pode concluir apressadamente que depressão provoca infarto, não é assim. Nem todo obeso, fumante ou sedentário enfarta. Essas pessoas enfartam mais que as pessoas fora desse grupo, mas a incidência não é de 100%. Da mesma forma, a depressão aumenta o risco de infarto, mas numa parte dos pacientes. Está sendo investigado.

Depressão no paciente com câncer

A depressão costuma atingir 15 a 25% dos pacientes com câncer. As pessoas e os familiares que encaram um diagnóstico de câncer experimentarão uma variedade de emoções, estresses e aborrecimentos. O medo da morte, a interrupção dos planos de vida, perda da auto-estima e mudanças da imagem corporal, mudanças no estilo social e financeiro são questões fortes o bastante para justificarem desânimo e tristeza. O limite a partir de qual se deve usar antidepressivos não é claro, dependerá da experiência de cada psiquiatra. A princípio sempre que o paciente apresente um conjunto de sintomas depressivos semelhante ao conjunto de sintomas que os pacientes deprimidos sem câncer apresentam, deverá ser o ponto a partir do qual se deve entrar com medicações.

Existem alguns mitos sobre o câncer e as pessoas que padecem dele, tais como"os portadores de câncer são deprimidos". A depressão em quem tem câncer é normal, o tratamento da depressão no paciente com câncer é ineficaz. A tristeza e o pesar são sentimentos normais para uma pessoa que teve conhecimento da doença. Questões como a resposta ao tratamento, o tempo de sobrevida e o índice de cura entre pacientes com câncer com ou sem depressão estão sendo mais enfocadas do que a investigação das melhores técnicas para tratamento da depressão.

Normalmente a pessoa que fica sabendo que está com câncer torna-se durante um curto espaço de tempo descrente, desesperada ou nega a doença. Esta é uma resposta normal no espectro de emoções dessa fase, o que não significa que sejam emoções insuperáveis. No decorrer do tempo o humor depressivo toma o lugar das emoções iniciais. Agora o paciente pode ter dificuldade para dormir e perda de apetite. Nessa fase o paciente fica ansioso, não consegue parar de pensar no seu novo problema e teme pelo futuro. As estatísticas mostram que aproximadamente metade das pessoas conseguirá se adaptar a essa situação tão adversa. Com isso estas pessoas aceitam o tratamento e o novo estilo de vida imposto não fica tão pesado.

A identificação da depressão

Para afirmarmos que o paciente está deprimido temos que afirmar que ele sente-se triste a maior parte do dia quase todos os dias, não tem tanto prazer ou interesse pelas atividades que apreciava, não consegue ficar parado e pelo contrário movimenta-se mais lentamente que o habitual. Passa a ter sentimentos inapropriados de desesperança desprezando-se como pessoa e até mesmo se culpando pela doença ou pelo problema dos outros, sentindo-se um peso morto na família. Com isso, apesar de ser uma doença potencialmente fatal, surgem pensamentos de suicídio. Esse quadro deve durar pelo menos duas semanas para que possamos dizer que o paciente está deprimido.

Causa da Depressão

A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos. O fato de ser um desequilíbrio bioquímico não exclui tratamentos não farmacológicos. O uso continuado da palavra pode levar a pessoa a obter uma compensação bioquímica. Apesar disso nunca ter sido provado, o contrário também nunca foi.

Eventos desencadeantes são muito estudados e de fato encontra-se relação entre certos acontecimentos estressantes na vida das pessoas e o início de um episódio depressivo. Contudo tais eventos não podem ser responsabilizados pela manutenção da depressão. Na prática a maioria das pessoas que sofre um revés se recupera com o tempo. Se os reveses da vida causassem depressão todas as pessoas a eles submetidos estariam deprimidas e não é isto o que se observa. Os eventos estressantes provavelmente disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis. Exemplos de eventos estressantes são perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave, pequenas contrariedades não são consideradas como eventos fortes o suficiente para desencadear depressão. O que torna as pessoas vulneráveis ainda é objeto de estudos. A influência genética como em toda medicina é muito estudada. Trabalhos recentes mostram que mais do que a influência genética, o ambiente durante a infância pode predispor mais as pessoas. O fator genético é fundamental uma vez que os gêmeos idênticos ficam mais deprimidos do que os gêmeos não idênticos.

Última Atualização: 8-10-2004

Ref. Bibliograf: Liv 01 Liv 19 Liv 03 Liv 17 Liv 13 Eur. Psychiatry 2001; 16: 327-335

Relapse and Recurrence Prevention in Major Depression

JG storesum

J Psychiatry Res. 2000; 48: 493-500

 
Severe Depression is Associated with Markedly Reduced Heart Rate?

Phillis K Stein Psychiatry Research 2001; 104: 175-181

Symptoms of Atypical Depression

Michael Posternak


http://www.psicosite.com.br/tra/hum/depressao.htm




sábado, março 19, 2011

Queixa escolar

Da Redação - agenusp@usp.br

Publicado em 17/março/2011
Editoria : Cursos e palestras
Do USP Online

Estão abertas, até dia 15 de abril, as inscrições para o curso de aperfeiçoamento Orientação à Queixa Escolar, no Instituto de Psicologia (IP) da USP.

O objetivo do curso é contribuir para o aperfeiçoamento de psicólogos que realizam atendimentos a queixas escolares, apresentando as principais críticas aos modelos tradicionais e oferecendo alternativas de intervenção breve e focal que envolvem todos os principais participantes da produção de tais queixas (pais e escolas, além dos alunos, na maioria das vezes).

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pessoalmente no Bloco D do IP, que fica na Av. Prof. Mello Moraes, 1721, Cidade Universitária, São Paulo, e que atende das 9 às 12 horas e das 14 às 16h30. Os documentos necessários são currículo, xerox do CRP, do diploma de psicologia e do RG. O curso será realizado de 4 de agosto a 28 de junho de 2012.



Mais informações: (11) 3091-4172, site www.ip.usp.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=2806:orientacao-a-queixa-escolar&catid=45:eventos&Itemid=83

Relacionamentos

Da Redação - agenusp@usp.br

Publicado em 17/março/2011
Editoria : Cursos e palestras
Do USP Online

Acontece no dia 26, das 9 às 17 horas, uma vivência em grupo no Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FMUSP). O encontro, que será organizado por Luiz Cuschnir, coordenador do Grupo de Gêneros do IPq, tem o objetivo de desenvolver as habilidades nas relações afetivas, a flexibilidade e as crenças no relacionamento.

As inscrições devem ser realizadas pelo telefone (11) 3069-6520 ou pelo email tania.regina@hcnet.usp.br. O IPq fica na Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785, Cerqueira César, próximo ao metrô Clínicas, em São Paulo.

Mais informações: (11) 3069-6520, email tania.regina@hcnet.usp.br

Imigração Judaica – Cronologia e Origens

De 19/3/2011 a 20/3/2011

O evento inicia-se hoje e falta 1 dia para o término. Duração: 2 dias

Agência FAPESP – A Confederação Israelita do Brasil, em parceria com a Federação Israelita do Estado de São Paulo, o Arquivo Histórico Judaico Brasileiro e A Hebraica de São Paulo realizarão, nos dias 19 a 20 de março, a exposição “Imigração Judaica – Cronologia e Origens”.

A exposição, no clube A Hebraica, marca a comemoração, na capital paulista, do Dia Nacional da Imigração Judaica.

A data homenageia a contribuição da comunidade judaica na formação da cultura brasileira, especialmente nos campos artístico, político, diplomático, científico, da indústria, do comércio e das finanças.

O Brasil abrigou a primeira comunidade judaica estabelecida nas Américas. Com a expulsão dos judeus da Espanha e a conversão forçada em Portugal, pouco antes da descoberta, judeus convertidos ao catolicismo (cristãos-novos) já haviam se estabelecido na nova colônia.

Ao menos dois judeus integraram a tripulação da primeira expedição de Pedro Álvares Cabral, ao Brasil, em 1500: mestre João, médico particular da Coroa Portuguesa e astrônomo; e Gaspar da Gama, intérprete (que ajudou Vasco da Gama nas Índias, onde vivia) e comandante da nau que trazia mantimentos.

Nas primeiras décadas do século 20, boa parte dos judeus asquenazim se estabeleceu no bairro do Bom Retiro, enquanto muitos sefaradim moravam e trabalhavam nos bairros da Mooca e do Brás.

No início da década de 1930, havia em São Paulo entre 15 a 20 mil judeus. Estima-se que esse número é atualmente de 60 mil somente no Estado de São Paulo e cerca de 120 mil em todo o Brasil.

A exposição será aberta no dia 19 de março (sábado) às 18h30, e será realizada das 9h às 18h no saguão de entrada do clube A Hebraica, localizado na R. Hungria, nº 1000, Jardim Paulistano, em São Paulo (SP). A entrada é gratuita.

Mais informações com o Arquivo Histórico Judaico Brasileiro: www.ahjb.org.br e (11) 3088-0879.

Atrizes e intelectuais


Estudo sobre o teatro em São Paulo de 1940 a 1968 e suas conexões com a cena intelectual, a universidade, a cidade e as questões de gênero está no livro Intérpretes da Metrópole

URL: agencia.fapesp.br/13587 Especiais

17/3/2011
Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Para compreender como São Paulo se tornou, entre 1940 e o fim da década de 1960, um moderno polo do teatro brasileiro, é preciso que a análise se estenda para além do universo teatral. Abordando o teatro daquele período em suas conexões com a cidade, com a universidade e a cena intelectual paulista e com as questões de gênero, a professora Heloísa Pontes, do Departamento de Antropologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), estudou a questão ao longo de sete anos.

O resultado é o livro Intérpretes da Metrópole: História Social e Relações de Gênero no Teatro e no Campo Intelectual, 1940-1968, que será lançado no dia 29 de março. A obra teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Publicações, o que foi fundamental para a qualidade gráfica e editorial alcançada, segundo a autora..

Heloísa, que também é pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu da Unicamp, explica que procurou escapar de uma abordagem tradicional que trata o teatro como um fenômeno isolado da vida intelectual e cultural, para pensá-lo em conjunto com a produção de novas linguagens e instituições que modelaram a vida cultural da cidade de São Paulo no período.

“Procurei explorar as intersecções entre o espaço urbano, a universidade, as instituições culturais e as formas de sociabilidade, para inscrever o teatro no interior de um quadro mais amplo de questões e ligações", disse à

Agência FAPESP

O estudo correspondeu à sua tese de livre-docência, defendida em 2008 na Unicamp. Esse trabalho, por sua vez, foi fruto de dois Projetos Temáticos financiados pela FAPESP, dos quais participou como pesquisadora: Gênero, corporalidades, coordenado por Mariza Corrêa, também do Pagu-Unicamp e Formação do campo intelectual e da indústria cultural no Brasil contemporâneo, coordenado por Sérgio Miceli, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).

O livro estabelece também um forte diálogo com outro, Metrópole e cultura, de Maria Arminda do Nascimento Arruda, professora do Departamento de Sociologia da FFLCH-USP. Maria Arminda, que também fez parte da equipe do Temático coordenado por Miceli, foi orientadora do doutorado de Heloísa, concluído em 1996.

"A questão fundamental era pensar a história social do teatro, da universidade e da vida intelectual em um contexto que permitiu o surgimento, em São Paulo, de algumas das companhias teatrais mais importantes do Brasil naquela época”, disse Heloísa.

A autora procurou fazer a análise do ponto de vista das relações de gênero, investigando como diversas intelectuais e atrizes se destacaram na época. “Observei algumas trajetórias particulares, com o objetivo de pensar como essas mulheres conseguiam, por meio da consolidação de seus nomes e de suas carreiras, adquirir a autoridade cultural, artística e intelectual que fizeram delas protagonistas daquele momento cultural”, disse.

A cena cultural da época é contextualizada a partir de um estudo comparativo entre os intelectuais paulistas da revista Clima e os norte-americanos aglutinados em torno Partisan Review, de Nova York.

“Tratava-se de um contexto de efervescência cultural, com a vinda de diversos artistas que fugiam das perseguições durante a Segunda Guerra Mundial, com a presença das missões estrangeiras que fundaram a USP. Por outro lado, Nova York recebia uma onda de imigração marcada por grandes intelectuais judeus. Em ambas as cidades, a presença desses europeus seria fundamental para o adensamento da cena cultural. Até a década de 1920, os intelectuais e escritores norte-americanos tinham a Europa como rota obrigatória", explicou.

Grandes damas

Após a discussão do contexto, Heloísa compara as trajetórias de três importantes críticas de cultura e escritoras: Lúcia Miguel Pereira, Patrícia Galvão e Gilda de Mello e Souza.

Em seguida, o teatro brasileiro é abordado a partir da análise da trajetória das chamadas grandes damas da cena teatral nacional: Cacilda Becker, Maria Della Costa, Tônia Carrero, Nydia Licia, Cleyde Yáconis e Fernanda Montenegro – todas provenientes do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), criado em 1948.

“Diferentemente das intelectuais, que enfrentaram muitos constrangimentos para estabelecer seus nomes, as atrizes tiveram o respaldo de seus parceiros”, disse Heloísa.

“Com exceção de Cleyde Yáconis, todas as seis grandes damas, depois de deixarem o TBC, criaram suas próprias companhias, nas quais eram as primeiras atrizes, tendo seus parceiros como empresários ou diretores”, contou.

Um dos capítulos do livro faz ainda uma análise sobre a contribuição dos franceses Louis Jouvet e Henriette Morineau e do brasileiro Décio de Almeida Prado para a consolidação do teatro moderno no país.

•Intérpretes da Metrópole: História Social e Relações de Gênero no Teatro e no Campo Intelectual, 1940-1968

Autor: Heloisa Pontes
Lançamento: 2011
Preço: R$ 89
Páginas: 464
Mais informações: www.edusp.com.br

Fatecs ganham autonomia universitária

18/3/2011

Agência FAPESP – O Conselho Estadual de Educação aprovou, no dia 16 de março, a autonomia universitária para as Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatecs), administradas pelo Centro Paula Souza – órgão do governo paulista ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, responsável pelo ensino profissional público no estado.

Com isso, as Fatecs poderão criar e extinguir cursos e ampliar vagas, como fazem os centros universitários e as universidades.

O parecer, aprovado na reunião ordinária do conselho, concedeu também à instituição a competência de registrar diplomas – atualmente, apenas as universidades têm essa prerrogativa.

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento, com a mudança o Centro Paula Souza ganhará agilidade nos processos relativos ao ensino superior.

A criação de um novo curso, por exemplo, que hoje é submetida ao conselho e pode levar até um ano, passa a ser decidida pela instituição. Também a ampliação de vagas pode ser determinada para efeito imediato.

A autonomia foi concedida considerando-se a relevância do Centro Paula Souza, que há 41 anos oferece ensino superior tecnológico em suas unidades.

Hoje são 49 Fatecs espalhadas por 46 cidades do Estado de São Paulo, atendendo cerca de 50 mil alunos em 55 cursos de graduação tecnológica. Nove em cada dez alunos formados estão empregados um ano depois de formados, segundo levantamento feito pelo Centro Paula Souza.

Mais informações: www.desenvolvimento.sp.gov.br

Danças circulares dos povos

Por Da Redação - agenusp@usp.br

Publicado em 18/março/2011
Editoria : Cursos e palestras
Do USP Online

Estão abertas as inscrições para o curso Danças Circulares dos Povos, oferecido pelo Instituto de Psicologia (IP) da USP. O curso tem como objetivo executar as danças de diferentes povos e épocas visando o processo de grupação propício para a vivência lúdica, criativa e de consideração empática para com diferentes culturas, grupos e consigo mesmo.

O curso é aberto à comunidade USP e ao público externo. Os interessados devem fazer a inscrição no Bloco D do IP (Av. Prof Mello Morais, 1721, Cidade Universitária, São Paulo), até o dia 24 de março nos períodos das 9 às 11 horas e das 14 às 16 horas, com Odete. No ato, são recolhidos R$10,00 para a gravação de um CD com as músicas dançadas e para a elaboração da apostila. O curso acontecerá todas as segundas-feiras, entre os dias 28 de março e 4 de julho, às 19h30.

Mais informações: email tanialp@usp.br, com Tânia.

Curso amplia visão sobre trabalho de prevenção da Aids

Por Da Redação - agenusp@usp.br

Publicado em 18/março/2011
Editoria : Saúde

O Núcleo de Estudos de Prevenção em Aids (Nepaids) da USP realiza curso para profissionais de saúde que amplia as perspectivas do trabalho de prevenção da doença para além das campanhas educativas. O curso de especialização Prevenção de HIV/Aids no quadro da vulnerabilidade e dos direitos humanos tem como objetivo mostrar que considerar aspectos sociais, culturais e econômicos, entre outros, pode tornar mais eficaz o combate a epidemia. A atividade é coordenada pelos professores José Ricardo Aires, da Faculdade de Medicina (FMUSP), e Vera Paiva, do Instituto de Psicologia (IP) da USP.

Curso identifica condições que tornam as pessoas mais vulneráveis à Aids. O curso, que iniciou sua primeira turma no segundo semestre de 2010, faz parte de um projeto de extensão desenvolvido pelo Nepaids, a partir de uma parceria entre o Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), o Instituto de Psicologia (IP) e a Faculdade de Saúde Pública (FSP), também da USP. A segunda turma do curso deve ter início no segundo semestre de 2011.

Segundo o professor José Ricardo Ayres, há muitos outros fatores, que vão além da informação e da vontade pessoal, que interferem na vulnerabilidade ou não de um determinado grupo de pessoas a uma doença como a Aids. Aspectos culturais, sociais e econômicos, entre outros, não podem ser desconsiderados pelas ações de prevenção.

Para reduzir a vulnerabilidade de uma pessoa é preciso levar em conta e procurar trabalhar aspectos como faixa etária, condição sócio-econômica, questões de gênero, raciais, religiosas, e até mesmo aspectos estruturais, como o acesso a serviços e programas de saúde de qualidade. “Ter ou não condições de acesso a preservativos, por exemplo, faz toda a diferença”, destaca Ayres.

Direitos

Para a identificação das condições que tornam as pessoas mais vulneráveis à Aids, Ayres afirma que um dos principais recursos é o quadro dos direitos humanos, daí sua ênfase no conteúdo do curso: “onde os direitos dos cidadão estão sendo desrespeitados podemos estar certos que haverá vulnerabilidade”, afirma Ayres. “Da mesma forma, não conseguiremos produzir prevenção efetiva sem promover e proteger esses direitos”, completa.

Porém, apesar de essa ser uma visão já consolidada no Brasil – ao menos por parte dos setores administrativos dos sistemas públicos de saúde – a grande massa de profissionais que atuam diretamente em ações de prevenção do HIV ainda está presa ao ultrapassado conceito que define a informação como sendo suficiente para prevenção.

O curso tem, portanto, o objetivo de capacitar os profissionais de saúde que estão na “na ponta do sitema”, prestando serviços à população, dando maior base teórica para melhor atuação prática, assim como buscando alimentar a teoria com a experiência prática. Ayres afirma que essa troca faz com que “as práticas sejam mais bem aproveitadas, e que a teoria se renove e se consolide”.

O curso tem duração de um ano e meio, com aulas concentradas nos finais de semana, a cada 15 dias. Nessa primeira turma, os participantes foram encaminhados, principalmente, pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e pelo Ministério da Saúde, e as 70 vagas, subsidiadas pelas duas instituições, foram definidas por meio de um processo seletivo realizado em conjunto pela coordenação do curso e as instituições interessadas. De acordo com Ayres, a próxima edição do curso terá vagas abertas para qualquer interessado, e deverá ser oferecida ao término desta primeira experiência, que permitirá aperfeiçoar sua proposta. Mais informações sobre o curso podem ser encontradas na página do Nepaids.

Mais informações: jrcayres@usp.br , com o professor José Ricardo Ayres

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