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Mostrando postagens de março, 2016

PEREGRINOS OU TURISTAS?

PEREGRINOS OU TURISTAS? Impossível abrir mão do exercício de pensar! Pensar sobre os fatos e sobre as situações que nos atravessam. E como não seria diferente, temos a capacidade de nos informar e de conhecer. Ora o que isso significa?  Somos bombardeados por informações que nos chegam minuto à minuto, porém, só se tornam conhecimento a partir das relações de sentido que estabelecemos com estas. Conhecimento é estabelecer relações com as informações apreendidas. Isto nos faz refletir!  Sendo assim, pensava sobre a explanação de Yves de La Taille, a respeito da formação da ética e sobre os aspectos da pós-modernidade. Deparei-me com a metáfora do Peregrino e do Turista, apresentado por Bauman, e referido por La Taille de modo tão eloquente, que decidi escrever um pouco das reverberações deste encontro. Qual é a postura que adotamos na vida: peregrinos ou turistas?  Para o peregrino a viagem é existencial, é um ato de fé. O peregrino está buscando m...

BEIJAR

Beijar... O beijo e arte... "Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso!" Texto: Clarice Lispector Arte: Leonardo Bistolfi (Italia, 1859-1933) "il sacrificio" (dettaglio) - Altare della Patria - Monumento a Vittorio Emanuele - Roma

AFRODITE

Formosa.  Esses peitos pequenos, cheios.  Esse ventre, o seu redondo espraiado!  O vinco da cinta, o gracioso umbigo, o escorrido  das ancas, o púbis discreto ligeiramente alteado,  as coxas esbeltas, um joelho único suave e agudo,  o coto de um braço, o tronco robusto, a linha  cariciosa do ombro... Afrodite, não chorei quando te descobri?  Aquele museu plácido, tantas memórias da Grécia e de Roma!  Tantas figuras graves, de gestos nobres e de  frontes tranquilas, abstratas...  Mas aquela sala vasta, cheia, não era uma necrópole.  Era uma assembleia de amáveis espíritos, divagadores, ente si trocando serenas, eternas e nunca  desprezadas razões formais. Afrodite, Afrodite, tão humana e sem tempo...  O descanso desse teu gesto!  A perna que encobre a outra, que aperta o corpo.  A doce oferta desse pomo tentador: peito e ventre.  E um fumo, uma impre...

O CICLO DE VIDA DOS RELACIONAMENTOS

Texto: Mirian Lopes & Arte: Pascal Chove Há um ciclo de vida próprio para os relacionamentos amorosos. Os períodos de crises e transições das fases da vida interferem na dinâmica de interações entre os parceiros. Há casais que funcionam bem realizando atividades em comum, porém, sem espaço individual; há outros que se unem na educação de filhos, mas são distanciados enquanto casal; e há casais que preservam seus interesses individuais, enquanto funcionam produtivamente em projetos comuns. O ciclo de vida do casal começa bem antes da decisão de compartilharem o espaço da conjugalidade. De acordo com Jay Haley, a família de origem de cada um influencia este ciclo, na medida em que desempenha um papel de preparar ou não o individuo para uma vida separada dos pais. As primeiras experiências amorosas se dão na busca sem preocupação, de um parceiro mais estável, que seja apto e tenha desejo de aceitar algo que o outro também espera resolver: seus conflitos infantis. A...

SÍNDROME DO PÂNICO

Texto: Mirian Lopes – Arte: Federico Beber A síndrome do pânico é caracterizada por períodos em que surgem ataques a qualquer momento do dia-a-dia de uma pessoa, na qual ela experimentará o início súbito de medo, terror, apreensão e uma sensação de morte iminente. Ela pode causar de forma lenta, sentimentos genéricos de tensão e desconforto nervoso, e pode aparecer como ataques de ansiedade aguda. Em geral, estes ataques podem durar de 5 a 20 minutos e em média pode acontecer três ataques no período de um mês. O individuo se preocupa com as consequências do ataque ou pode mudar seu comportamento por causa do ataque. Os sintomas são: tontura, sensação de insegurança, ou desmaio; palpitações ou frequência cardíaca acelerada (taquicardia); tremor, calafrios; sudorese; sufocação; náuseas ou dor abdominal; despersonalização; rubor; dor ou desconforto torácico; medo de morrer; medo de ficar louco ou de fazer alguma coisa descontrolada (TALBOTT et al, 1992 p. 193) A sí...