sábado, novembro 29, 2014

sexta-feira, novembro 21, 2014

SOBRE O FATOR HUMANO

SOBRE O FATOR HUMANO
 
Por José Eduardo Azarite (texto escrito para disciplina de Processos de Negociação e Tomadas de Decisão) 
 
“se todos fossem iguais a você, que maravilha viver,” Vinicius de Moraes
 
Há um conjunto de simplificações que são extremamente perigosas, existe a chamada estereotipagem, ou seja, o julgamento de uma pessoa com base no grupo a que ela pertence, e não com base nas atitudes que ela como pessoa toma. Há algumas situações nas quais nos deparamos com estereotipagem que fazemos naturalmente tanto por preconceito nosso, como por similaridade da situação presentemente vivida com outras que já vivenciamos – e nesses momentos criamos um estereótipo a partir de identificação de alguns traços culturais facilmente expostos. Nesse caso, o que fazemos é a comparação – nem sempre benigna para os fins da negociação – de estereótipos pré-concebidos com os traços atitudinais que foram recém-identificados. Isso é extremamente perigoso: não é uma via de mão dupla, ou seja, não significa que a pessoa pertencente a um determinado grupo ( religião, etnia ou descendência, formação escolar, etc )  irá agir ou se comportar exatamente como aquele que você tem como referência no seu dia-a-dia ou na sua experiência passada. Existe o que se chama também de efeito halo, ou seja, a construção de uma impressão geral á partir de um único atributo, tão ameaçador quanto a estereotipagem, pois a partir de uma simpatia ou antipatia, por exemplo, ou mesmo avaliando apenas um atributo, seu julgamento pode estar totalmente comprometido por conta de possíveis extrapolações ou generalizações. Tenha em mente que as pessoas têm um conjunto de atributos. Não tire conclusões precipitadas baseadas em apenas um – ou alguns – dos atributos. Outro aspecto extremamente interessante e que nos leva a fazer simplificações extremamente perigosas: a interpretação dos fatos a partir de interesses, necessidades e medos, ou seja, entender que só é verdadeiro o que reforça o que quero e desejo provar e que pode, possivelmente, não o ser verídico.  Cuidado! Essa percepção seletiva pode te levar a simplificações assaz perigosas. Outra coisa bastante interessante e comum é a atribuição de características próprias a outras pessoas, ou seja, se faço de um determinado jeito, acredito que as outras pessoas também estarão fazendo do modo que eu faria. Isso pode nos levar a simplificações complexas e perigosas, assim como a avaliação das características de uma pessoa tendo como uma referência as de outra pessoa encontrada recentemente – deve-se sempre retomar a ideia inicial de nosso poeta Vinícius de Moraes citado no início de nosso texto, ou seja: ninguém é o mesmo, não se pode confrontar existências, tampouco pô-las lado a lado. Caso você encontre alguém na véspera e acha que no dia seguinte o seu interlocutor terá as reações parecidas com a que você interpretou na véspera, cuidado! Você não é profeta, não é, de maneira alguma, um processo lógico de “causa e consequência” ou de sequência, trata- se de relações humanas, por excelência, únicas.  Então, para que a gente possa concluir, para ver as pessoas de um modo eficaz, você tem que reunir informações suficientes sobre elas, para restabelecer um padrão consistente – mesmo assim, ainda falível –, sem esse “modelo”, as suas conclusões serão tão confiáveis quanto a leitura de tarô.

quinta-feira, novembro 20, 2014

O PAPEL DO ARQUITETO SOCIAL

O PAPEL DO ARQUITETO SOCIAL
José Benedito Regina

O trabalho necessário para agir de acordo com o que importa depende de cada um de nós como indivíduos. Mas, à medida que fazemos esse trabalho dentro de nós mesmos, precisamos também levá-lo para o mundo. Minha possibilidade individual também precisa ser parte de uma possibilidade coletiva. Uma forma de pensar esse aspecto coletivo é por meio do conceito de arquitetura social. Se pudermos trazer a filosofia da arquitetura de... Christopher Alexander para o projeto e criação de uma organização, de um sistema social, poderemos conceituar o papel do arquiteto social. Ele é alguém que está equipado para agir de acordo com a estética, com os valores ou com a intuição de uma situação, como faz o artista, e também para agir de acordo com os aspectos materiais ou concretos da situação, como faz o economista-engenheiro. Acrescentar a palavra “social” ao título de “arquiteto” é uma forma de capitalizar a sensibilidade do arquiteto. Em vez de se preocupar tanto com tijolos, cimento, argamassa, vidro e aço, o arquiteto social também está preocupado com a forma como as pessoas se reúnem para fazer seu trabalho e para construir organizações nas quais elas queiram habitar.
 
 

O TRABALHO É UM BOM LUGAR PARA ESTAR


O TRABALHO É UM BOM LUGAR PARA SE ESTAR
Peter Block

Os locais de trabalho que habitamos são plataformas perfeitas para expressar nossas intenções. Meu local de trabalho é onde encontrarei minha voz. É onde descubro que tenho tudo de que preciso, e que, por não ter muito mais e me oferecer, ele perdeu sua influência sobre mim. Não importa se a liderança de nossa organização não compartilha nossos valores. É suficiente esperar que eles compartilhem valores entre si. Deixe-os ...quietos. Eles não estão aqui para satisfazer nossas expectativas. Eles existem para administrar uma organização, e não a nós. Realmente, grande parte do que a liderança institucional faz hoje vem do que eles pensaram que queríamos e precisávamos ontem. Pode ser que a instituição nos ouça no momento em que encontrarmos nossa voz. Alguns racionalizam sua cautela ao dizer: “Deixe-me jogar o jogo para que eu possa entrar nele”. Se eu não for eleito, minha voz não importa. Eu cantarei a canção deles hoje, para que eu possa tocar minha própria composição mais tarde. É um adiamento tolo. Pois os líderes partilhavam da mesma crença. Eles esperaram para encontrar sua voz até que estivessem em uma posição de poder. Em algum ponto eles olharam para trás e descobriram que seu tempo havia passado, que sua voz estava mal colocada. Alguém havia deixado o bolo na chuva. Seus desejos perderam a vitalidade por falta de uso. Por que pensarmos que será diferente conosco? A intenção é permanecer íntegro e manter nosso centro. Robert Sardello escreveu em “Facing The World With Soul”, que devemos mostrar nossos eus verdadeiros ao mundo. Se o mundo funciona sem um centro, isso pode nos custar o nosso. Se a comunidade não tem centro, ou um prédio mostra poucos sinais de vida, algo morreu dentro de nós. É por isso que temos participação na vitalidade urbana e no poder econômico-social. A omissão nos deixa com um conflito não resolvido dentro de nós. Mudar-se para o subúrbio não ajudará. Se estamos criando o mundo, então ele está nos criando ao mesmo tempo, e, mesmo se desviarmos nossa atenção ou nos mudarmos, continuaremos eternamente conectados com algo maior. Disso não podemos escapar. A cidadania significa agir como se coubesse a mim criar esse lugar maior, enquanto a sabedoria convencional diz que eu não posso ter responsabilidade sem ter autoridade. Essa é uma ideia ultrapassada. Deixe-a morrer em paz. Sou responsável pela saúde da instituição e da comunidade, ainda que não as controle. Posso participar da criação de algo que não controlo." BLOCK (2004, p. 115-147)
 
BLOCK, Peter – Comportamento organizacional: desenvolvendo organizações eficazes, São Paulo, M. Books do Brasil Editora S.A., 2004

domingo, novembro 16, 2014

NEGOCIAÇÃO


NEGOCIAÇÃO:
José Eduardo Azarite
 
Os negociadores podem tomar um conjunto de atitudes frente aos conflitos. Entretanto, buscaremos mostrar maneiras de se obter o resultado ganha-ganha. A esse fim, podemos considerar um guia de “boas atitudes” a ser tomadas:
 
. Mantenha sempre a calma e a lucidez e para isso, busque o relaxamento; 
• Lembre-se que qualquer agressão feita pela outra parte é unicamente vinculada ao momento e não é pessoal – até mesmo porque os negociadores são representantes de uma empresa, que visa exclusivamente o lucro e é amoral e assentimental; 
• Controle suas emoções, trabalhe sua inteligência emocional. Pare por alguns segundos, compreenda que a situação é adversa e, mesmo que você se sinta afetado pessoalmente, evite a chamada catarse excessiva – em bom português, a lavagem de roupa suja – e aguarde: cedo ou tarde você notará que era apenas um conflito negocial, sem demais consequências. Ademais, quem perde o controle sobre suas próprias emoções, está perdendo a razão e quem perde a razão, perde poder; 
• Tente entender os motivos do conflito para o outro lado, tente achar as causas aparentes e as de fundo, o praticar arqueologia e desvendar, osso por osso, como era o dinossauro-razão de tanta fúria é extremamente interessante e válido; 
• Atente a todas as mensagens verbais e não verbais a fim de fazer a arqueologia acima descrita; 
• Deixe a catarse para o lado dele: tudo passa, releve, abstraia-se de todas as injúrias feitas, não saia derrotado de um conflito. Na medida em que se pratica catarse na frente do oponente, perde-se poder e passa - o; 
• Diga-lhe o que você pode fazer para ele; ou, se possível;
. Torne-se parte da solução, não deixe que ele diga o contrário, tampouco o dê espaço para dizer o que pode fazer por você. Ao fazê-lo, além de poder, você acumulará chances de se dar bem nos passos seguintes da negociação;
 • Não faça ameaças que não poderá cumprir: imagine que o oponente seja seu filho e que você o diz “jamais te levarei comer esse sanduíche do Mc’Donalds” e logo a uma semana dali você o faz; um ponto a menos na confiança na sua punição. Mostrar-se como ameaçador apenas é como cachorro que late, mas não morde: a credibilidade em você cai;
• Lembre-se de falar calmamente, abaixando sua voz. Ao ouvir seu tom de voz sereno e educado, seu oponente briguento se sentirá sem jeito e retomará sua estabilidade emocional com um adendo: você o terá na sua mão, o poder da situação estará do seu lado;
 • Finalmente, você sempre terá algum poder. Descubra-o. E o use a seu favor, isso é fundamental.

OUVIR O INAUDÍVEL


CINCO COMPORTAMENTOS PARA ADMINISTRAR O CONFLITO


CAUSAS DE CONFLITOS


O QUE DEFINE UM LIDER


SITUAÇÕES NEGATIVAS NO TRABALHO EM EQUIPE


CAUSAS PARA FALHAS DE FUNCIONAMENTO DE UMA EQUIPE


História da arte II - Pgm 3 - Roma antiga: realismo e diálogo com a Gréc...


História da arte II - Pgm 2 - Escultura e pintura etruscas: vitalismo e ...


História da Arte II - Pgm 1 - Escultura e pintura etruscas: vitalismo e ...


quarta-feira, novembro 12, 2014

QUAL SERÁ SUA MISSÃO?





QUAL SERÁ SUA MISSÃO? É BOM PENSAR...ALIÁS É BOM DESCOBRIR...ESSE TEXTO DA LEILA NAVARRO NOS DESPERTA PARA ESTA REFLEXÃO...


"Bom, agora chegou a hora de descobrir a nossa missão no mundo. Este é o quarto passo do planejamento. Imagine que a vida na Terra é uma grande OBRA em construção que depende de todos os seres humanos e formas de vida do planeta para ficar pronta e trazer felicidade para todos. Imagine que cada um de nós tem um tijolo na mão e um pouco de cimento para ajudar nesta construção. Não pode faltar nenhum tijolo. O seu tijolo é a sua missão. Que nome você dá a ela? Como você irá realizá-la? 

• Tem gente que veio ao mundo com a missão de alegrar as pessoas e fazê-las sorrir. 


• Tem gente que veio ao mundo para cuidar da ecologia por meio da preservação ambiental. 


• Tem gente que veio ao mundo para cultivar o valor família de geração em geração. 


• Tem gente que veio ao mundo para desenvolver e cuidar da tecnologia. 


• Tem gente que veio ao mundo para ouvir as pessoas e ajudá-las a acreditar em si próprias 


• Tem gente que veio ao mundo para educar as crianças. 


• Tem gente que veio ao mundo para registrar as histórias escrevendo livros e artigos. 


• Tem gente que veio ao mundo para rezar pela paz... 


E você está aqui na Terra para quê? Com qual tijolo você ajudará a construir esta imensa obra? 


Este é um exercício individual e você deve fazer para si mesmo as seguintes perguntas: 


• Para quê você quer estar vivo? 


• Para quê você está neste mundo? 


• Qual é a sua tarefa neste mundo? 


• Para quê está fazendo as coisas que faz na sua única vida? 


Procure refletir sobre qual é a sua missão quando estiver indo ao trabalho, quando estiver trabalhando, quando estiver brincando com seus filhos, quando estiver cozinhando, fazendo faxina na casa. Pense sobre sua missão no mundo quando estiver no bar com os amigos, quando estiver no quarto com seu cônjuge, namorado ou namorada, pense sobre sua missão quando estiver consertando o encanamento da sua casa ou regando as plantas no seu jardim." LEILA NAVARRO, Construindo o futuro agora!

QUESTIONAR SEMPRE



A REFLEXÃO É SEMPRE BEM-VINDA... QUESTIONAMENTOS SÃO IMPORTANTES...AINDA MAIS EM TEMPOS DE MUDANÇA...GOSTEI MUITO DESTAS LINHAS ESCRITAS PELA PALESTRANTE LEILA NAVARRO...COMPARTILHO...




"Precisamos ter o hábito de nos questionar sempre – questionar para onde vamos, o que queremos, o que estamos fazendo conosco. O objetivo desses questionamentos não é tanto obter respostas, e sim voltar a atenção para nós mesmos. Elas nos fazem pensar e despertam nossa consciência para o que estamos vivendo e o que gostaríamos de viver. Aqui vão algumas sugestões de perguntas que você pode usar. Acostume-se a fazê-las em todos os momentos da vida. Elas poderão trazer grandes insights para sua vida profissional.


• O que estou achando disso tudo?


• Onde eu realmente me encaixo?


• O que me deixa motivado?


• Qual é o meu diferencial?


• Sinto-me confortável onde estou?


• O que me deixa satisfeito atualmente?


• O que me incomoda?


• O que aconteceu com meus sonhos?


• Estou tocando a vida na direção de meus sonhos?


• Como tenho resolvido meus problemas?


• Qual é o meu problema?


• O que precisa acontecer para as coisas ficarem como eu quero?


• O que essa situação difícil pode me ensinar?


• O que estou fazendo para crescer?


• O que estou deixando de fazer para crescer?


• Que oportunidades há em minha vida agora?


• Estou pronto para um novo desafio?


• Com o que e com quem estou comprometido?


Deixe de lado a superficialidade e seja intenso nesses questionamentos. Expanda o seu rol de perguntas e questione-se sempre! ." Leila Navarro - Descomplique o sucesso é simples -

terça-feira, novembro 04, 2014

TEM GENTE QUE TEM CHEIRO DE PASSARINHO...

Lindo poema...





Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.


De sol quando acorda.
De flor quando ri.

Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.


Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.

O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.

Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.

Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.

Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.

Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.

Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.

Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.

Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.

Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.

Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.

Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Carlos Drummond de Andrade

ANALÍTICS