sexta-feira, abril 15, 2011

Pesquisa do Instituto de Psicologia ajuda a diagnosticar diferentes tipos de autismo

Saúde - 14.04.11
Luiza Caires / USP Online

Apesar de muito estudados, os transtornos do espectro autista, que incluem o autismo clássico e os de outros tipos, continuam representando um desafio para a ciência – desafio que é ainda maior para seus portadores e familiares, obrigados a conviver com preconceito, dificuldade de diagnóstico preciso e, por isso mesmo, falta de tratamento adequado.

No Laboratório de Visão do Instituto de Psicologia (IP) da USP, a pesquisa da psicóloga Elaine Zachi busca contribuir no campo do diagnóstico, ao verificar se é possível diferenciar o autismo de alto funcionamento da síndrome de Asperger. Para isso, é analisado o desempenho dos pacientes em testes neuropsicológicos computadorizados.

Os testes avaliam itens como atenção, memória, raciocínio, planejamento, controle do comportamento e tomada de decisão, e podem ajudar clarear o debate atual entre autores na literatura científica.

O que é autismo

Quatro aspectos fundamentais caracterizam os transtornos do espectro autista: dificuldade intensa na interação social, problemas na comunicação, comportamentos estereotipados e repetitivos e interesses restritos.

Alto funcionamento e Asperger

A separação entre estes dois tipos de autismo ainda não é consenso na ciência. Enquanto uma parte dos pesquisadores acredita não haver diferenças, outra parcela distingue a síndrome de Asperger do autismo de alto funcionamento pelo fato de a primeira não incluir atraso no desenvolvimento da linguagem. Tanto no caso do autismo de alto funcionamento quanto no da síndrome de Asperger, os portadores têm a inteligência preservada, com quoeficientes intelectuais normais ou acima da média - enquanto que nos demais autismos, como o clássico, há retardo mental em gradações variadas.

Na animação Mary & Max - Uma amizade diferente, a menina Mary se torna a única amiga de um portador da síndrome de Asperger que mora do outro lado do mundo

Tratamento

A importância da diferenciação dos transtornos é que isto proporcionará mais precisão no encaminhamento dos pacientes, e também melhoria na elaboração de estratégias de tratamento para que eles se desenvolvam nas características em que apresentam dificuldades. “Se colocarmos todos [os pacientes] em um grupo só, podemos deixar de dar uma assistência específica para o que cada um está precisando”, explica a pesquisadora.

Os tratamentos para estes casos incluem, por exemplo, atividades educacionais em grupo, que os ajudam a lidar melhor com interações cotidianas, e terapia com animais, para que os pacientes saibam identificar sentimentos e também expressá-los.

Desde que seus portadores sejam corretamente encaminhados, o autismo de alto funcionamento e o Asperger têm uma boa perspectiva de melhora. “O prognóstico é melhor porque estes pacientes têm uma capacidade intelectual e de comunicação maior do que em outros tipos de autismo”, justifica a psicóloga Elaine Zachi.

Para a pesquisadora, mesmo que a família em geral não receba a notícia de que tem um filho autista de uma maneira muito boa, é importante que ela saiba que os portadores conseguem ter uma vida normal. “Com algumas dificuldades, sim, mas, dependendo do caso, podem ter seu trabalho, casar e serem independentes”, completa.

Visão

O Laboratório de Visão, em que Elaine realiza seu pós-doutorado sob coordenação da professora Dora Ventura, é um dos locais que reúne pesquisadores dedicados à neuropsicologia no IP. Esta neurociência olha para o sistema nervoso do ponto de vista do comportamento.

Nas síndromes analisadas, o estudo da percepção visual é importante, pois é uma das áreas afetadas em seus portadores. As alterações incluem a percepção de detalhes muito acurada, enquanto a de aspectos globais é dificultada - e isto pode justificar os comportamentos deles em outros aspectos. “Se a pessoa tem uma percepção mais voltada para as partes em uma figura, vai ter uma percepção melhor para o detalhe também no seu dia-a-dia. Então vai deixar de ver contextos globais nas interações com as pessoas, ter dificuldades de compreender os discursos e de se expressar”, analisa Elaine.

Em um estudo de outro autor, por exemplo, foi verificado que o portador de Asperger não teve dificuldades no teste de alternação da atenção, enquanto o autismo de alto funcionamento teve. “O que estou fazendo é pegar uma bateria mais completa, com vários testes, de atenção memória e funções executivas, e ver se, baseados nesta gama de testes, podemos traçar um perfil de cada um dos transtornos”, esclarece.

Ainda existem poucos estudos na área. As pesquisas mais numerosas do gênero foram feitas com os portadores dos tipos de autismo mais avançados. Se por um lado, o fato de ter a inteligência normal melhora o prognóstico dos pacientes com Asperger ou autismo de alto funcionamento, por outro, muitas vezes por isso a presença dos transtornos não é detectada, atrasando a inclusão em terapias. “O indivíduo chega à vida adulta sendo visto como uma pessoa estranha por quem está em volta, com uma fala mais prolixa, mais autocentrada, mas ele não tem o diagnóstico”, observa a pesquisadora.

A pesquisadora procura pacientes já diagnosticados com síndrome de Asperger ou autismo de alto funcionamento para participar da pesquisa.

Mais informações: (11) 3091-1914, email elaine-zachi@uol.com.br
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. com Elaine Cristina Zachi.

terça-feira, abril 12, 2011

NOVAS ESTRATÉGIAS PARA ENFRENTAR O HIV

Entrevistas

Novas estratégias para enfrentar o HIV

12/4/2011

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Fracassaram, até agora, todas as tentativas de desenvolver uma vacina eficaz contra o HIV que possa ser aplicada em larga escala. Mas, de acordo com David Watkins, professor do Departamento de Patologia e Medicina Laboratorial da Universidade de Wisconsin-Madison, todos os esforços foram válidos e acumularam conhecimento precioso a respeito do HIV.

A maior parte das vacinas testadas utiliza modelos com base em anticorpos. No entanto, a mais promissora linha de pesquisas atual, segundo Watkins, são os modelos de vacinas com base em resposta imune induzida por células T – os glóbulos brancos especializados em coordenar a resposta imune contra agentes infecciosos e tumores.

Watkins dirige, na universidade norte-americana, o Laboratório de Pesquisa em Vacina para Aids, que possui uma das principais infraestruturas do mundo voltadas para testes de vacinas em primatas não humanos. Segundo ele, testes com macacos são fundamentais para o desenvolvimento de uma vacina eficaz, especialmente no caso das que se baseiam em imunidade celular.

Uma vacina eficaz é, segundo Watkins, uma das principais prioridades de pesquisa na área de saúde, uma vez que cerca de 7 mil pessoas contraem o HIV-Aids diariamente em todo o mundo.

Segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV-Aids, 7,5 milhões de pessoas viviam com Aids em todo o mundo em 1990. Em 2007, já eram 33 milhões de pessoas. Cerca de 270 mil crianças morrem anualmente por causa da doença.

Watkins participou em março do 6º Curso Avançado de Patogênese do HIV, realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). O curso, que trouxe ao Brasil 30 dos principais especialistas em HIV de todo o mundo, integrou as atividades do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Investigação em Imunologia (INCT-iii), financiado pela FAPESP e pelo CNPq. Durante o evento, o cientista concedeu à Agência FAPESP a seguinte entrevista:

Agência FAPESP – Houve avanços importantes, recentemente, no conhecimento sobre o HIV? Em que ritmo estão as pesquisas sobre o desenvolvimento de novas drogas e vacinas?

David Watkins – Temos aprendido muito sobre o HIV, hoje um vírus muito bem conhecido, o que tem permitido desenvolver continuamente novas drogas. Então, no aspecto do tratamento, avançamos incrivelmente com base no conhecimento da biologia do vírus. No ano passado, houve um avanço importante relacionado a técnicas de profilaxia pré-exposição. Um estudo publicado no New England Journal of Medicine tornou-se um marco, na minha opinião, ao usar drogas para prevenir a infecção de maneira profilática. As vacinas já se apresentam como um problema bem mais difícil.

Agência FAPESP – Por quê?

Watkins – Porque normalmente elas são feitas com base em anticorpos e o HIV, provavelmente, possui um tipo de escudo exterior. Esse escudo representa uma grande dificuldade, em primeiro lugar porque é coberto por um açúcar e, com isso, fica escondido do sistema imune. Em segundo lugar, cada vírus é diferente do outro, especialmente nesse escudo exterior, que é conhecido como “envelope”. Com isso, as estratégias clássicas de fabricação de vacinas com base em anticorpos têm sido de difícil aplicação para o caso do HIV.

Agência FAPESP – Mesmo assim essas tentativas continuam?

Watkins – Sim, estão em curso e, mesmo tendo gerado um certo número de vacinas ineficazes, essas tentativas são muito importantes. Aprendemos muito sobre as estruturas cristalinas ao tentar utilizar esses anticorpos. Mas, além desse tipo de vacinas com base em anticorpos, estamos trabalhando em modelos de vacinas que atuam na resposta imune das células-alvo do HIV. Isto é, vacinas com base em células T, concentradas em proteínas mais internas.

Agência FAPESP – No caso das vacinas com base em imunidade celular, as dificuldades são diferentes?

Watkins – Novamente, vamos lidar com dificuldades de diversidade nas várias linhagens do vírus. Mas há menos diversidade nas proteínas internas. Então achamos que depende do vetor viral que vamos usar. Um dos vetores possíveis é o vírus da febre amarela, sobre o qual temos algumas colaborações com pesquisadores do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Agência FAPESP – Como são esses estudos?

Watkins – Tentamos identificar onde estão os alvos importantes no sistema imune. Observamos o controle da replicação dos vírus nos indivíduos, para descobrir para quais regiões do vírus eles estão mirando. Quando fazemos uma vacina baseada em tecidos, temos dois pontos importantes: o que colocar dentro da vacina para atingir o vírus e os vetores que serão usados. Na minha opinião, isso precisa ser testado em muitos experimentos diferentes, em primatas não humanos.

Agência FAPESP – O modelo de vacina com base na resposta imunológica induzida é o mais importante neste momento?

Watkins – Sim, para nós a vacina com base em células T induzidas é a principal avenida de pesquisa atualmente. Tentamos fazer isso também para a dengue. E, claro, também trabalhamos no processo baseado em anticorpos, mas isso mostrou ser muito mais difícil, devido ao envelope de proteínas externo do vírus.

Agência FAPESP – É possível dizer que houve quebras de paradigmas recentes na pesquisa sobre a vacina?

Watkins – Creio que sim. Alguns artigos, publicados há pouco mais de um ano, abriram a possibilidade de utilizar citomegalovírus como vetor. Nesses estudos sobre vacina, houve um controle da infecção viral em 50% dos macacos testados. Essa proteção foi conseguida provavelmente por células T, mas não temos certeza disso. Os testes mostraram que o vírus teve apenas uma pequena replicação, como se estivéssemos conseguindo uma imunidade induzida pelas células T. A mudança de paradigma seria essa: uma vacina com base em células T poderia induzir esse tipo de medida de proteção.

Agência FAPESP – O laboratório que o senhor coordena é conhecido por ter uma das principais estruturas de pesquisa para testes de vacinas em primatas no mundo. Por que isso é tão importante?

Watkins – Os primatas não humanos são muito importantes para testar vacinas e para analisar detalhadamente as respostas imunes em animais semelhantes ao homem. Então, desenvolvemos ao longo dos anos essa estrutura, que nos permite utilizar os modelos em macacos de uma maneira mais preditiva. Esses modelos possibilitam seguir todas as respostas imunes para o vírus no curso da infecção em macacos vacinados ou não.

Agência FAPESP – Poderia falar sobre sua colaboração com cientistas brasileiros?

Watkins – Com o maior prazer. Temos uma forte colaboração com a equipe de Ésper Kallás [professor da FMUSP] e estamos trabalhando juntos para tentar entender os alvos do sistema imune. É uma relação muito produtiva. Estamos também tentando abordar a dengue: desenvolvemos alguns peptídeos que foram testados em macacos infectados com a dengue e queremos testá-los em humanos. Nessa área, tenho uma importante colaboração com Myrna Bonaldo e Ricardo Galler, do Instituto Fiocruz, no Rio de Janeiro. Eles estão desenhando vacinas para febre amarela que pretendemos começar a testar nos próximos três meses.
http://www.agencia.fapesp.br/materia/13718/novas-estrategias-para-enfrentar-o-hiv.htm

quinta-feira, abril 07, 2011

Psicossomática

Da Redação - agenusp@usp.br

Publicado em 6/abril/2011
Editoria : Publicações
Do USP Online

Nesta sexta-feira (8), às 19h30, na b_arco Livraria ( Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426, Pinheiros, São Paulo), acontece o lançamento do livro A pele como litoral – fenômeno psicossomático e psicanálise (Annablume Editora, 270 p., R$ 36,00), organizado Christian Ingo Lenz Dunker, do Instituto de Psicologia (IP) da USP, em conjunto com Heloísa Helena Arangão e Ramirez e Tatiana Carvalho Assadi.

A obra é resultado de pesquisa histórica, clínica e bibliográfica.
Mais informações: (11) 3081-6986

Hábitos alimentares de crianças são influenciados pelos pais

Da Redação - agenusp@usp.br

Publicado em 6/abril/2011
Editoria : Saúde

Na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, uma pesquisa avaliou o quanto crianças de 4 a 6 anos de idade gostam dos alimentos que habitualmente fazem parte do seu dia a dia e como os pais atuam em relação à alimentação de seus filhos. O estudo faz pare da tese de doutorado da nutricionista Isa Maria de Gouveia Jorge. O interesse no tema veio da observação de que a prevalência de excesso de peso tem aumentado significativamente nas últimas décadas, inclusive entre as crianças desta faixa etária.

Somente 20% dos pais pesquisados percebem o excesso de peso dos filhosParticiparam da pesquisa 400 crianças de pré-escolas universitárias, nas quais foram verificados o estado nutricional e a aceitação de 29 alimentos habituais de suas dietas. Para medir o grau de gostar, ou seja, o quanto as crianças gostam dos alimentos, foram utilizadas fotografias padronizadas dos alimentos, na forma usualmente oferecidas às crianças e escala hedônica facial de cinco pontos. Também participaram do estudo 190 pais. Foram levantados dados referentes a escolaridade e estado nutricional dos pais e aplicado um questionário sobre atitudes e práticas alimentares frente à alimentação da criança.

A prevalência de excesso de peso e obesidade entre os pré-escolares foi de 31,9% (22,2% e 9,7%, respectivamente) e acompanha a tendência secular do aumento de ganho de peso da população infantil brasileira. A Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2008-2009, realizada pelo IBGE e Ministério da Saúde, revelou que o excesso de peso entre crianças de 5 a 9 anos foi de 33,5%, sendo considerado obesos, 16, 6% das crianças de sexo masculino e 11,8% do sexo feminino.

A prevalência de excesso de peso entre meninos foi de 34,6%, sendo 9,5% obesos, e entre as meninas, 29,2% sendo 9,8% obesas. Considerando que esta prevalência ocorre entre crianças menores do que os estudos da POF 2008-2009 o quadro revela a importância de se adotar medidas de prevenção precocemente na infância, antes da idade pré-escolar. Somente 20% dos pais pesquisados percebem o excesso de peso dos filhos.

Reconhecimento

Fatores culturais podem dificultar o reconhecimento dos pais de que o excesso de peso dos filhos seja um problema de saúde. Na pesquisa, este foi o fator de maior peso na probabilidade de as crianças apresentarem excesso de peso. O segundo fator foi o excesso de peso dos pais. A prevalência de excesso de peso entre os pais também foi alta (43,2%) sendo maior entre os familiares das crianças com excesso de peso, existindo uma associação positiva entre o excesso de peso dos pais e dos pré-escolares, ou seja, as chances de as crianças terem um ganho excessivo de peso são maiores quando os pais têm excesso de peso.

Quanto à aceitação de alimentos observou-se que, independentemente, do estado nutricional, sexo e idade, as crianças têm preferência por alimentos de alta densidade energética, ricos em gordura e/ou açúcares. Os mais aceitos foram batata frita, pizza, chocolate, salgadinhos tipo chips, salsicha, biscoito recheado e refrigerante. Entre os dez alimentos mais aceitos, somente três são saudáveis: frango, iogurte e melancia sendo os demais considerados não saudáveis e constituídos de alimentos industrializados, ricos em densidade energética, gorduras, açúcares e/ou sal e escassos em micronutrientes e fibras.

Entre os menos aceitos pelas crianças destacam-se as hortaliças incluindo entre elas o chuchu, sopa de legumes e purê de batatas. Em relação às atitudes e práticas de alimentação exercidas pelos pais observou-se uma relação com o estado nutricional dos pré-escolares, mas não com sexo ou idade. Geralmente os pais se sentem responsáveis pela alimentação de seus filhos e monitoram a ingestão de alimentos não saudáveis. Já a preocupação com excesso de peso está relacionada ao estado nutricional da criança. A preocupação é maior nos pais das crianças com excesso de peso.

Pressionar a criança a comer é uma prática mais comum entre os pais das crianças mais magras. Foi observado que a probabilidade das crianças gostarem do alimento que são pressionadas a comer é menor quando comparadas com as demais. Quanto às práticas de restrições de alimentos os dados não foram conclusivos, sendo necessários estudos complementares. A tese Aceitação de alimentos por pré-escolares e atitudes e práticas de alimentação exercidas pelos pais , realizada por Isa Maria de Gouveia Jorge no Departamento de Nutrição da FSP, teve orientação da professora Maria Elisabeth Machado Pinto e Silva.

(Com informações da Assessoria de Comunicação da FSP)

Mais informações.: (11) 9981-9511, e-mail isajorge@usp.br, com Isa Maria de Gouveia Jorge



quarta-feira, abril 06, 2011

Dez crenças que você precisa abandonar para ter sucesso profissional

Que na era da Internet as empresas estão se modernizando a uma velocidade impressionante, não é novidade. Toda mudança, porém, exige uma quebra de determinados padrões de comportamento. Alguns conceitos ficam tão arraigados que é difícil modificar a atitude sem sentir uma pontinha de receio. Para te ajudar, conversamos com vários especialistas em carreira. Eles elaboraram uma lista com dez máximas que estão antiquadas. Sabendo disso, será muito mais fácil você se dar bem.

1. Quem estende o expediente é visto como competente e esforçado

Há algum tempo, as pessoas que cumpriam o horário à risca eram malvistas. Isso está em franca decadência, pois quem quer fazer trabalho extra pode, perfeitamente, se dedicar a isso fora do escritório e depois apresentar resultados. “Ficar até mais tarde costuma ser desnecessário e improdutivo. O que interessa para as empresas é o resultado”, avisa Eduardo Ferraz, especialista em gestão de pessoas, negociação e vendas. O administrador de empresas e palestrante Anderson Cavalcante é radical: “Quem sempre fica até mais tarde é incompetente e desorganizado. Um bom profissional sabe que existe vida após o trabalho. Anderson diz que muitas pessoas enrolam o dia todo e depois extrapolam o horário. Os líderes modernos estão de olho nisso.

2. Rede social é brincadeira de quem não tem o que fazer

Cada vez mais profissionais estão se especializando para atuarem nas redes sociais. Dependendo do ramo, elas são tão importantes quanto o trabalho convencional. “Quem não faz parte de alguma rede social é muito mais do que um analfabeto digital: está fora do mundo”, opina Anderson Cavalcante. Christian Barbosa, especialista em administração de tempo e produtividade e fundador da multinacional de consultoria Triad PS, reforça que as redes sociais podem ser muito úteis para captar novos clientes, recrutar profissionais e até desenvolver novos projetos em parceria com outros internautas. “Além disso, algumas pesquisas dizem que as redes sociais, quando bem utilizadas, melhoram a produtividade". Mas ele avisa: "Acessar para pesquisas e ter novas ideias, sim. Perder tempo, não.”

3. Cursos de extensão ajudam a subir na carreira

“Quem para de estudar e de praticar fica desatualizado e não acompanha as necessidades de sua área”, avisa Paulo Kretly, presidente da FranklinCovey Brasil e autor do recém-lançado “Deixe um Legado” (Ed. Campus). Cursos e pós-graduações são quase uma obrigação, mas há um porém. “Aquilo que muita gente possui deixa de ser um diferencial. Estudar bastante é importante, mas o que leva uma pessoa ao sucesso é a soma dos resultados que ela entrega”, avisa Eduardo Ferraz. Assim, nenhum currículo repleto de cursos é capaz de sustentar um desempenho fraco no dia a dia.

4. Devo ouvir críticas em silêncio

De jeito nenhum. Essa atitude pode soar como desinteresse, medo e até covardia. Se a crítica for pertinente, ouça e peça sugestões. Do contrário, peça mais detalhes a respeito do assunto, até que fique claro se a crítica é justa ou não. Segundo Anderson Cavalcante, que escreveu o livro “O Que Realmente Importa?” (Ed. Gente), o segredo é não agir com a emoção. Mantenha a razão e questione. Muitas vezes ouvimos uma crítica por algo que nem percebemos que fizemos. E lembre-se sempre: você pode falar o que quiser, para quem quiser, desde que com cuidado.

Pessoas ambiciosas não são malvistas. Mas lembre-se: ambição é muito diferente de ganância

5. Pessoas ambiciosas são perigosas

Para o consultor Eduardo Ferraz, autor do livro “Por Que a Gente É do Jeito que a Gente É?” (Ed. Gente), pessoas ambiciosas normalmente são mais invejadas do que malvistas, pois são claras a respeito de seus objetivos. Mas atenção: ambição é diferente de ganância. Christian Barbosa diz que ser ambicioso é bom, fará com que você persista em buscar o sucesso. “Porém, se todas as suas tarefas estiverem relacionadas à ambição, você poderá ser malvisto”, destaca o consultor. Luciano Alves Meira, consultor da FranklinCovey Brasil, enfatiza que a ambição precisa ser compartilhada e orientada por valores. "Assim, sem dúvida, é um traço do trabalhador da era do conhecimento, a que vivemos”, diz.

6. Cumprir prazos é mais importante do que ser criativo

Depende da função e do cargo ocupados. Se os outros dependem de sua pontualidade para trabalhar, cumprir prazos é mais importante. “Se a criação de novas soluções não exige pressa, a criatividade é mais relevante”, argumenta Eduardo Ferraz. Para Anderson Cavalcante, porém, a criatividade nunca foi amiga do prazo. “Ela parece ter vida própria, pois surge quando a gente menos espera e, dependendo da intensidade, é capaz de colocar abaixo todos os cronogramas criados”, defende.

7. Os bajuladores sempre se dão bem

Cresce na carreira quem é competente. Por essa lógica, os bajuladores às vezes se dão bem no curto prazo, mas, futuramente, quebram a cara. “Quem gosta de puxa-sacos? Claro, todos gostamos de elogios, faz bem para o ego... Mas tudo que é demais, enjoa”, diz Christian Barbosa.“Pessoas maduras não são bajuladoras, mas nem por isso precisam ser agressivas. Elas sabem tratar todos com respeito, sem deixar de dizer o que realmente pensam e de negociar sempre que necessário. Essa é a essência da maturidade”, completa Paulo Kretly.

8. Um currículo sempre deve ser curto e objetivo

Embora alguns especialistas sustentem que o recrutador do RH deve se encantar por um currículo em cinco segundos de leitura, o importante é o conteúdo. “Já entrevistei pessoas cujos currículos eram imensos e nem me dei conta de que tinha quatro páginas, tamanho interesse que me despertaram”, diz Anderson Cavalcante. “O problema não é o tamanho do currículo, mas a qualidade de tudo aquilo que você coloca nele”, explica.

9. A vida profissional não pode nem deve interferir na vida pessoal

Segundo Paulo Kretly, tudo está ligado. “O indivíduo é, como a palavra indica, indivisível. Ele carrega para onde vai aquilo que ele é. Caráter e competência são dissociáveis, pois a competência conduz ao topo e o caráter o manterá lá. Por isso, também, é muito importante equilibrar vida pessoal e profissional e cuidar bem da qualidade dos relacionamentos, em ambos os ambientes”, explica.

10. Opinião quem tem é chefe

Você acha que os colaboradores não devem dar opiniões aos seus líderes quando percebem que algo precisa melhorar? De acordo com Paulo Krelty, líderes que não recebem retorno das equipes ficam cada vez menos cientes do que precisa ser feito para alcançar o sucesso. “É essencial que os líderes se abram para receber um retorno e até o peçam”, opina. Segundo Luciano Alves Meira, também da FranklinCovey, as empresas que aprenderam esse conceito construíram culturas vitoriosas.

sábado, abril 02, 2011

NOVO ENVELHECIMENTO

1/4/2011
Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – O envelhecimento e a urbanização são tendências demográficas importantes no século 21. A população urbana, que já corresponde à metade da humanidade, dobrará até 2050, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). Por outro lado, se hoje existem cerca de 600 milhões de pessoas com mais de 60 anos, em 2050 a população nessa faixa etária será de quase 2 bilhões.

A consequência disso é que a sociedade precisará repensar o lugar dos idosos nas cidades e implantar uma nova cultura do envelhecimento. Essa é uma das principais conclusões dos especialistas que participaram, no dia 29 de março, em São Paulo, da mesa-redonda "Aspectos urbanos e habitacionais em uma sociedade que envelhece".

O evento integrou a programação do ciclo "Idosos no Brasil: Estado da Arte e Desafios", promovido pelo Institutos de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP), pelo Grupo Mais-Hospital Premier e pela Oboré Projetos Especiais de Comunicação e Artes.

Coordenada por David Braga Jr., do Grupo Modelo de Atenção Integral à Saúde (Mais), a mesa-redonda – a terceira do ciclo – teve a participação de Alexandre Kalache, da Academia de Medicina de Nova York (Estados Unidos), e de Guita Grin Debert, professora do Departamento de Antropologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

De acordo com Kalache, carioca que dirigiu por 13 anos o Programa Global de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), os dados da ONU mostram que a população mundial crescerá cerca de 50% (para 9 bilhões) até 2050. No mesmo período, a população acima de 60 anos terá aumentado 350%, sendo que a maior parte desse aumento ocorrerá nos países em desenvolvimento, cada vez mais urbanizados.

Essa perspectiva de futuro, segundo ele, deverá ser compreendida pela sociedade, que precisará desenvolver com urgência uma “cultura do envelhecimento” – o que inclui mudanças nas cidades e no comportamento ao longo da vida.

“É importante destacar que 2050 não é uma data distante. Os idosos de quem estamos falando são as pessoas que hoje já são adultas, que podem ter 20 ou 40 anos. Por isso, é fundamental personalizar a mensagem”, disse à Agência FAPESP.

Com os avanços da medicina e da própria sociedade urbana, a parcela da vida que um indivíduo passa na condição de idoso será cada vez maior, apontou o especialista. Com essa tendência, já ocorre uma mudança de paradigmas em relação ao que significa envelhecer. “A ideia da vovó fazendo tricô e do vovô de pijama, lendo jornal, é um estereótipo do envelhecimento que não nos serve mais”, disse.

Segundo Kalache, quando o prussiano Otto Von Bismarck implementou pela primeira vez a aposentadoria, no século 19, a expectativa de vida na Alemanha era de 45 anos e os idosos tinham muito menos acesso à saúde. Se continuassem trabalhando, teriam produtividade baixíssima e criariam muitas dificuldades no ambiente de trabalho.

“Era plausível dar um dinheirinho para que o idoso ficasse em casa pelos poucos anos que lhe restavam. É óbvio que isso não pode dar certo nas condições atuais, muito menos nas condições que teremos até 2050. É preciso que os jovens reinventem seu planejamento de vida”, afirmou.

No modelo convencional, a primeira etapa da vida era dedicada ao aprendizado, enquanto a segunda etapa era voltada para a produção e a aplicação do aprendizado no trabalho. A etapa final seria dedicada ao descanso e ao ócio.

“Não podemos mais pensar assim. A expectativa de vida é cada vez mais longa e as pessoas serão idosas por um período cada vez maior de suas vidas. Elas terão condições de produzir até uma idade bem mais avançada. Por outro lado, a pessoa não pode mais parar de adquirir conhecimento aos 25 anos de idade, pois o aprendizado fica obsoleto cada vez mais cedo”, disse.

Se a produção e o trabalho serão uma realidade cada vez mais presente na velhice, em contrapartida a aquisição de conhecimento não poderá mais ficar confinada apenas às primeiras décadas. “É do interesse da sociedade que a pessoa mantenha o aprendizado e que produza ao longo de toda a vida. As pessoas terão oportunidades – que a sociedade vai precisar oferecer – para se reciclar, estudar e se reavaliar”, afirmou.

De acordo com Kalache, a capacidade funcional dos indivíduos será preservada, cada vez mais, para além dos 65 anos. Com isso, espera-se que a aposentadoria compulsória possa ser revista. “Isso é saudável, porque o passado idealizado do idílio do pijama e do tricô é algo que talvez nunca tenha existido. Na maior parte dos casos, sob esse estereótipo se escondia um idoso sem autonomia, sofrendo abusos e deprimido”, disse.

O envelhecimento e a urbanização, segundo Kalache, são as duas principais tendências demográficas do século 21. O Brasil, segundo ele, é um modelo adequado para se observar essa realidade.

“Somos um país emergente já urbanizado, que envelhecerá mais do que qualquer outro. Mas temos que fazer nossa própria discussão sobre o envelhecimento. Os modelos do Japão, da Dinamarca ou da França não nos interessam. Esses países enriqueceram primeiro, depois envelheceram. Não teremos essa oportunidade. Se imitarmos esses modelos, vamos apenas perpetuar a desigualdade”, disse.

No Brasil, segundo Kalache, a população de mais de 60 anos passou de 8% para 12% nos últimos 30 anos. Na França, foram necessários 115 anos para que a proporção de idosos passasse de 7% para 14%.

“Por outro lado, a concentração urbana também foi vertiginosa no Brasil. Um terço da população vivia em cidades em 1945 e hoje essa proporção passou para 87%. Vamos precisar mudar a realidade do idoso no contexto urbano – e para isso é fundamental ouvi-lo e fazê-lo contar como é a experiência de ser idoso na cidade”, afirmou.

Kalache foi responsável pela publicação, em 2007, do Guia da OMS das Cidades Amigas dos Idosos, produzido com base em pesquisas em 35 cidades em todo o mundo, fundamentadas em entrevistas com grupos focais de idosos durante seis meses.

Uma das experiências do programa foi feita no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, onde Kalache nasceu. Em 33 anos na Europa, o pesquisador fundou o Departamento de Epidemiologia do Envelhecimento da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, no Reino Unido. Hoje, trabalha na criação de um Centro Internacional de Políticas para o Envelhecimento.

Questão pública

Guita Debert, que integra a coordenação da área de Ciências Humanas e Sociais da FAPESP e coordena o Núcleo de Estudos de Gênero Pagu da Unicamp, destacou que trabalhar com a velhice representa um enorme desafio, já que a questão passou por muitas modificações recentes.

Um dos principais panos de fundo dessa mudança é que a velhice, que historicamente dizia respeito à esfera privada, vem se tornando cada vez mais uma questão pública.

“A velhice passou a fazer parte da geografia social, por assim dizer. À medida que a gerontologia se consolidou como saber específico, criado para identificar necessidades do idoso, ela se tornou um ator político e também um agente do mercado de consumo”, afirmou.

Inicialmente focada na ideia do idoso como um indivíduo que perde os papéis que tem na sociedade, a gerontologia passou a mudar seu enfoque a partir da década de 1980.

“Em vez de um momento de perdas, a velhice passou a ser considerada um momento de lazer, de novas experiências e projetos. A velhice foi deixando de ter o sentido de uma perda do papel na sociedade e se tornou o momento de direito ao não-trabalho, na qual o lazer se torna central.”

Segundo Guita, o Brasil adquiriu know-how e sofisticação nas opções de lazer e atividades para os idosos. Mas isso se limita aos “jovens idosos”, isto é, aquela parcela que preserva sua autonomia funcional. “Há um grande contraste. Para os idosos que têm a autonomia funcional comprometida, estamos em estágio precário, não oferecemos nada”, afirmou.

Para integrar o idoso à cidade, segundo a pesquisadora, não basta levar em conta apenas a diversidade de poder aquisitivo, raça e local de moradia, entre outros fatores. É necessário também pensar nas diferenças de autonomia e capacidade.

“É preciso avaliar sobretudo as diferenças de custos de políticas públicas para os idosos ‘jovens’ e para os outros. É hipocrisia dizer que existe uma política para idosos, se ela só está beneficiando justamente a parcela que tem menos dificuldades. São boas iniciativas, mas têm foco apenas em uma parcela privilegiada dos idosos”, disse.

A antropóloga destacou também que as mudanças ocorridas no espaço urbano recentemente podem permitir um aprimoramento da autonomia do idoso. “Devemos fugir da confusão entre morar só e estar submetido à solidão. Principalmente porque hoje é possível operar com a ideia da intimidade a distância, viabilizada pelos meios de comunicação, sobretudo eletrônicos. E isso pode ocorrer até mesmo fora das relações familiares.”

Segundo ela, a gerontologia ainda valoriza profundamente a ideia de manter o idoso junto à família, fechado no universo privado. “É importante rever essa ideia, quando pensamos na cidade que acolhe o idoso”, afirmou.

Estudos realizados em ciências sociais, em especial na antropologia, mostram que se tinha pouca informação sobre a vida do idoso há 100 ou 200 anos, segundo Guita. Ainda assim, é provável, segundo ela, que a vida no seio da família tenha sido a preferência do idoso apenas quando ele não tinha a opção de ser autônomo.

A antropóloga sugeriu também que seja repensada a oposição entre integração e segregação. Segundo ela, os trabalhos sobre envelhecimento não confirmam a ideia de que a integração com sociedade multigeracional garante o bem-estar do idoso.

"Muitas vezes, nos ambientes onde todos são idosos, a velhice deixa de ser uma marca identitária e a satisfação passa a ser maior. Há uma busca de independência e de estar entre os iguais, de forma similar aos adolescentes. É importante não ter uma visão binária de segregação e integração”, afirmou.

A preservação da vida na comunidade é outra ideia predominante no senso comum, segundo Guita. Para preservar a qualidade de vida do idoso, nessa concepção, o indivíduo deveria permanecer sempre na mesma casa, ou bairro.

“Mas isso nem sempre é verdade, porque a dinâmica urbana é muito intensa. Os bairros podem passar por rápidos processos de degradação. Ou podem passar por um súbito enriquecimento, fazendo com que os antigos moradores desapareçam. Nesses casos, as perdas da coletividade estão muito presentes. A ideia de que a comunidade é sempre boa e deve permanecer deve ser revista”, disse.

A pesquisadora destacou também a importância de se dar voz aos idosos. “Essa já é uma ideia muito presente, mas é preciso valorizar a pluralidade de vozes. Não se pode ouvir representantes, mas os protagonistas, em toda sua diversidade. É preciso que haja vozes dissonantes”, disse.

Guita criticou ainda as políticas públicas brasileiras em relação ao novo papel assumido pela família quanto à responsabilidade pelo idoso. “Há uma hipocrisia nas políticas de distribuição de renda que têm enfoque familiar. Elas concentram as responsabilidades na família e, em especial nas mulheres, que acabam assumindo essas obrigações”, afirmou.
http://www.agencia.fapesp.br/materia/13669/novo-envelhecimento.htm

AUTISMO

Da Redação - agenusp@usp.br

Publicado em 31/março/2011
Editoria : Cursos e palestras

O Laboratório de Visão do Departamento de Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia (IP) da USP, realiza, no dia 5 de abril, a palestra Aspectos neuropsicológicos do Espectro Autista: Síndrome de Asperger e Autismo de Alto Funcionamento. A palestra será ministrada por Elaine Cristina Zachi, pós-doutoranda do Departamento de Psicologia Experimental do IP.

O evento, com início marcado para às 14 horas, será realizado na sala 13 do bloco F do IP. A entrada é gratuita, e não é necessária inscrição prévia. O endereço é Av. Prof. Mello Moraes, 1721, Cidade Universitária, São Paulo.

Mais informações: (11) 3091-1551

PSICOLOGIA BASEADA EM EVIDÊNCIAS

O Instituto de Psicologia (IP) da USP realiza nos dias 6 e 7 o workshop Psicologia Baseada em Evidências. O objetivo é colaborar para a ampliação da discussão sobre o tema, ainda incipiente no Brasil, que pode num futuro próximo trazer grandes benefícios para os pacientes psicológicos e contribuir com o avanço do conhecimento e se tornar um facilitador na gestão pública.

A Psicologia Baseada em Evidências foi definida, em 2006, pela American Psychological Association (APA) como a integração da pesquisa de alta qualidade metodológica à habilidade clínica, considerando as características individuais e culturais dos pacientes, bem como as suas preferências. A organização é das professoras Gabriela Andrade da Silva e Maria Imaculada Cardoso Sampaio, do IP, e de Tamara Melnik, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O público-alvo são pesquisadores, alunos de pós-graduação, bibliotecários e demais interessados no tema. Inscrições devem ser feitas gratuitamente pelo telefone (11) 3091-4391 ou pelo email bibip@usp.br . O workshop acontece no Auditório Carolina Bori, do IP, que fica à Av. Prof. Mello Moraes, 1721, Cidade Universitária, São Paulo. Confira a programação completa do evento.


Mais informações: (11) 3091-4391; email bibip@usp.br

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