CALIPSO E O NAVEGANTE


CALIPSO E O NAVEGANTE
Mirian Lopes

O sabor da uva Mavrodaphne na pele é incendiário! Vinho que cai lentamente sobre os desalinhados cabelos. Escorre sobre a face corada a deslizar pelos cálidos lábios. Percorre o desenho curvilíneo do corpo! 
Aquele olhar perspicaz e belo, o alcança, o domina inteiramente. Há como escapar? Não. É mesmo estonteante! Então, os fortes braços a envolvem... 
Com sofreguidão os lábios se encontram numa sincronia perfeita! É preciso fôlego se destinados estão a se derreterem de amor! 
Onde estão? No mar... Calipso e o Navegante, mergulhados nas águas profundas e na doçura que a natureza nunca há de negar! A ninfa do mar a mirar o barco de seu amado, nas encostas da pequena ilha...

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Calipso (do grego antigo Καλυψώ) na mitologia grega é uma ninfa do mar. Segundo Hesíodo seria uma das Oceânides filhas dos titãs Oceano e de Tétis, e vivia em uma gruta, na encosta de uma montanha na ilha de Ogígia. No texto da Odisseia, atribuído a Homero, quando Odisseu (Ulisses) naufragou na costa da sua ilha, Calipso acolheu-o em sua morada e por ele se apaixonou. Passava os dias a tecer e a fiar, e neste tempo insistia em seduzi-lo, oferecendo-lhe inclusive a imortalidade se aceitasse ficar com ela para sempre. Fonte: Wikipedia.

Uva Mavrodaphne, da Grécia, da qual se produz um vinho intrigante tinto doce de sobremesa, uma especialidade do norte do Peloponeso. Um vinho que combina com chocolate. Fonte: Mistral

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