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LAÇOS AFETIVOS NA CONTEMPORANEIDADE


"Na contemporaneidade, os laços afetivos precisam gerar prazer imediato e, quando por ventura aparece qualquer ameaça de sofrimento, o outro é descartado rapidamente, para preservar a ilusória sensação de felicidade – atributo fundamental e irrevogável das individualidades contemporâneas. É necessário enfatizar que, na pós-modernidade, atendendo a essa lógica, felicidade se configura como sinônimo de euforia. Nessa imagem social construída para o sujeito, não existe lugar para afetos humanos básicos: a angústia e a tristeza são banidas do ideário pós-moderno e, a qualquer sinal de sua proximidade, o indivíduo deve acessar dispositivos para sedá-las – anti-depressivos e drogas as mais diversas." (MAIA, Marisa Schargel. Extremos da alma. Dor e trauma na atualidade e clínica psicanalítica. Rio de Janeiro: Garamond, 2005.)

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