Pular para o conteúdo principal

O PODER FEMININO

"Os homens julgam estar dirigindo a revolução dos costumes em curso. Na realidade, eles a estão sofrendo. Seu orgulho esta a ponto de pregar-lhes uma peça grave. Inocentemente acredita ele ser o instigador de um fenômeno do qual é a primeira vitima. Inocentemente se sente sujeito pensante e agente, mas não passa de um objeto passivo, a massa frágil e tenra, o mármore dócil ou rebelde, que está sendo modelado. O artista que trabalha, evidentemente, é a mulher. Os menos inocentes – e, para isso, não são os mais lúcidos – veem bem que o homem contemporâneo não é mais livre que seu pai ou seu avô. (...) Faz-se menos amor na medida em que se fala mais. O homem moderno é um sexo pensante. Essa atitude inortodoxa seria suficiente para indicar que vivemos numa época de revisão. O antigo combate entre homem e a mulher está-se transformando. As regras do jogo estão sendo reconsideradas." (O PODER FEMININO, Cap. 2, p. 31 – LIVRO: A RENOVAÇÃO DO AMOR, JACQUES MOUSSEAU) 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Terapia como Microcosmo Social: Como o Aqui e Agora na Educação Emocional Transforma Relacionamentos Interpessoais

Introdução: Os Relacionamentos Interpessoais no Centro da Saúde Mental Os seres humanos são essencialmente relacionais. Nossas maiores alegrias e, frequentemente, nossas dores mais profundas emergem do modo como interagimos com o outro. Quando um indivíduo busca apoio profissional — seja na clínica ou em processos estruturados de educação emocional —, a queixa inicial raramente, existe de forma isolada: ela reflete padrões sociocomportamentais desenvolvidos ao longo de sua história interpessoal. Na obra “Os Desafios da Terapia: Reflexões para Pacientes e Terapeutas” , o renomado psiquiatra e escritor Irvin D. Yalom adapta para o ambiente individual um dos conceitos mais transformadores da prática clínica contemporânea, originalmente desenvolvido em seus trabalhos com grupos: a terapia como microcosmo social . Segundo essa perspectiva, o ambiente terapêutico ou educativo não é um mero local de escuta passiva, mas sim uma amostra viva e em escala reduzida do mundo social do indivíduo. Ne...

Vygotsky e a Linguagem: A Importância do Desenvolvimento Socioemocional na Aprendizagem

A linguagem, enquanto sistema simbólico fundamental de todos os grupos humanos, ocupa um papel central na obra de Vygotsky, sendo também a base para a Educação Emocional e o desenvolvimento de competências socioemocionais. Vygotsky organiza a linguagem a partir de duas funções essenciais: Intercâmbio Social: A função primária da linguagem é a comunicação com o outro. É a necessidade de interação, conexão e regulação do convívio social que impulsiona o seu desenvolvimento inicial. Na Aprendizagem Socioemocional, essa função constitui a base para o desenvolvimento da empatia, das habilidades de relacionamento e da convivência democrática. Pensamento Generalizante: A linguagem ordena o mundo ao categorizar objetos, eventos e sentimentos. Ao nomear e conceituar a realidade, ela se torna o instrumento pelo qual o sujeito media sua relação com o meio e consigo mesmo. No desenvolvimento infantil, o pensamento e a linguagem seguem caminhos inicialmente independentes: Fase pré-verbal do pens...

O Novo Papel do Professor Segundo Libâneo: Como Aplicar a Educação Emocional na Escola

Em sua obra emblemática "Adeus professor, adeus professora?", José Carlos Libâneo delineia o novo papel do professor diante das profundas exigências impostas pelas transformações tecnológicas, científicas, econômicas e culturais da sociedade contemporânea. Sob uma perspectiva emancipadora, o autor nos convida a refletir sobre a função social da escola, defendendo a valorização da categoria docente sem ignorar gargalos estruturais como a desvalorização profissional, a falta de políticas públicas consistentes e a tendência de desprofissionalização da carreira. A principal tese de Libâneo é que a escola precisa abandonar o modelo de mera transmissora de informações para se tornar um espaço de análise crítica, produção do conhecimento e atribuição de significados. Contudo, ao analisar a atuação do professor como mediador da aprendizagem ativa, torna-se indispensável expandir essa mediação para além do campo estritamente cognitivo: a aprendizagem crítica e a construção de signific...