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SEDIMENTAÇÃO DE VALORES E CONVICÇÃO DA VISÃO DE FUTURO

2. Sedimentação dos valores que expressam a identidade corporativa

Você já notou como a maioria das pessoas está cansada de promessas não cumpridas, de ofertas não verdadeiras ou de garantias que não se sustentam? Quer seja no contexto político, quer seja no empresarial, a verdade é que a cada dia há menos espaços para engodos. É obvio que uma organização pode trapacear e, até mesmo, ganhar um bom dinheiro com isso, mas não será por muito tempo. O absolutamente certo é que ela jamais se tornará longeva.

Torna-se importante enfatizar que uma organização séria é aquela que possui valores fortes e consolidados, ou, em outras palavras, valores estabelecidos com base em princípios nobres, éticos e morais.

Portanto, as organizações precisam se expor, mostrar a cara, dizer no que acreditam e o que respeitam. Esse é, sem dúvida, o novo modelo mental que precisa ser difundido.


3. Forte convicção de todos quanto ao “norte” da organização

Durante a maior parte da era industrial, acreditava-se que o caminho a ser trilhado por uma organização devia ser traçado e conhecido apenas pelo líder, um modelo que não se coaduna com a realidade da era da transição. Comprovadamente, quando as pessoas possuem dúvidas e incertezas sobre o futuro da organização onde atuam, sentem ameaçadas suas próprias vidas, já que não é possível, como pregam alguns, separar a vida do trabalho do restante da vida. Numa perspectiva em que não se consegue visualizar o caminho a ser seguido, o que se instaura no ambiente organizacional é uma crise de significados. Note que essa crise não ocorre por conta das tempestades que a organização possa ter pela frente, mas porque as pessoas não conseguem perceber para onde a empresa pretende remar o barco ao longo dessas tempestades. Muitas vezes, a idéia de qual é o porto seguro onde se deve aportar existe na cabeça do líder, mas não está devidamente difundida.

A alta administração pode ter certeza de que o sentido e a direção dos negócios estão claros e são convincentes, mas se as pessoas não conseguem visualizá-los nitidamente, então, para fins práticos, não há significado nem direção a seguir. Cabe a alta administração assumir a determinação de uma visão de futuro com propósitos nobres, éticos e vigorosos. Cabe a ela criar uma visão compartilhada daquilo que se deseja que a organização venha a ser. A definição de algo que realmente valha a pena fazer, algo que possa contribuir com a sociedade, possa gera valor e, em algum sentido, tornar a vida melhor, é uma das formas de obter o compromisso das pessoas com a organização.

São poderosas as palavras de Ken Blanchard e Jesse Stoner, especialistas em gestão empresarial, a esse respeito: “Quando as pessoas compartilham uma visão e acreditam nela, geram energia, entusiasmo e paixão. Percebem que fazem a diferença. Constroem uma reputação sólida por excelentes produtos e serviços. Sabem o que estão fazendo e por quê. Existe um forte sentimento de confiança e respeito. Nenhum gerente precisa controlar. Eles deixam que cada um assuma sua responsabilidade, porque sabem que todos compartilham da mesma visão e conhecem bem as metas e a direção a seguir. As pessoas têm o poder de tomar decisões importantes. Não precisam submeter tudo à equipe da alta administração. Todos são responsáveis por seus atos. Todos cuidam do futuro, em vez de ficar passivamente esperando que aconteça. Existe espaço para a criatividade. Cada um pode dar sua contribuição a seu modo, e as diferenças são respeitadas, porque todos sabem que estão no mesmo barco”.

Conclusivamente, criar uma visão de futuro compartilhada é, na verdade, dotar a organização e um princípio organizador que dê sentido e direção não apenas para ela, mas para a própria vida de seus colaboradores.



CRÉDITOS: Texto extraído do livro-texto da disciplina de Posicionamento Estratégico do Curso de Pós-Graduação em Administração Geral - Universidade Paulista- São Paulo, 2011.




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