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CRESCIMENTO APOIADO EM UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E RESPONSÁVEL

Durante a era industrial o crescimento tornou-se o objetivo básico de todas as atividades econômicas, ainda que para alguns estudiosos este fosse apenas um meio para se atingir outros objetivos mais importantes. No nível micro-econômico, as empresas foram estimuladas a buscar o crescimento de fatores como vendas, market-share ou produtividade, sempre sob o pretexto de assegurar o futuro. No nível macro-econômico, os paises buscaram a maximização do crescimento do seu produto interno bruto sob o pretexto de assegurar o bem estar da sociedade. Em todos os casos, a premissa subjacente era a de que o desenvolvimento só poderia ser alicerçado no crescimento. Portanto, quanto mais crescimento melhor. É claro que não há como dissimular a importância do crescimento. No entanto, a busca cega por esse requisito trouxe para a sociedade algumas conseqüências indesejáveis. Os desmatamentos e as queimadas jogaram enormes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera e expuseram o solo ao efeito direto dos raios solares, aumentando o aquecimento global. Este, por sua vez, elevou a temperatura média mundial em alguns graus e causou o derretimento do gelo de regiões como a Sibéria e o Alasca, liberando metano para a atmosfera e acelerando ainda mais o processo de aquecimento. Note que geramos uma seqüência de eventos negativos que se reforçam mutuamente. Como resultado, a cada dia aumenta o valor da conta a pagar junto à natureza. Mas o problema não está centrado apenas nos riscos alardeados por especialistas do aquecimento global, como o ex-vice-presidene americano Al Gore. A maneira como tratamos a natureza nesses três últimos séculos, gerou um desequilíbrio generalizado em todo o nosso planeta. As organizações, assim como as pessoas, precisam mudar suas formas de pensar e agir em relação ao ambiente. Certamente, um bom início de caminho é a busca incessante pelo crescimento sustentável e socialmente responsável. A idéia de sustentabilidade está associada à preservação da capacidade de atender as necessidades das atuais gerações sem, em hipótese alguma, desconsiderar as gerações futuras. Durante boa parte da era industrial a idéia de crescimento esteve erroneamente apoiada no conceito de sustento de um sistema isolado. As conseqüências, como pudemos analisar, foram desastrosas. Aprendemos, às duras penas, que na natureza o crescimento e o fortalecimento de um sistema isolado gera um desequilíbrio em todo o sistema natural e, conseqüentemente, social. Precisamos ter em mente que o sistema ambiental funciona dentro do conceito de rede, onde todas as partes encontram-se interligadas. A maximização de um sistema isolado é ilusória, pois, quando isso ocorre, no longo prazo, o sistema como um todo declina. Adicionalmente ao conceito de sustentabilidade, temos a responsabilidade social. Esse conceito está associado à idéia de um comportamento comprometido com valores éticos, que levem em conta as conseqüências dos nossos atos para com os outros. Á luz da sustentabilidade, a responsabilidade está amarrada ao conceito de “transgeração”, ou seja, vinculada a uma perspectiva de longo prazo que passa de uma geração para outra. De fato, a era industrial foi regida por um modelo mental que extraiu das pessoas a forma sistêmica de pensar. Passamos a enxergar as questões de forma pontual de modo que muitas das dificuldades que hoje enfrentamos, são provenientes de soluções que criamos para resolver os problemas de ontem.




CRÉDITOS: Texto extraído do livro-texto da disciplina de Posicionamento Estratégico do Curso de Pós-Graduação em Administração Geral - Universidade Paulista- São Paulo, 2011.




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