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COMO VOCÊ INTERPRETA O QUE VÊ?

Há várias maneiras de encarar e tratar os problemas comportamentais e sexuais. Algumas pessoas vêem os transtornos de comportamento em geral e os problemas da sexualidade em particular como se fossem sintomas de doenças orgânicas e o tratamento basicamente se resume em um diagnóstico correto e uma prescrição de medicamentos adequada. Outros vêem estes problemas como se fossem exclusivamente psicológicos, sendo adequadamente tratados por psicoterapia. Porém, há outros com uma visão terapêutica mais centrada, holística, em que prevalece a crença de que cada pessoa reage como um todo psicofísico. Quando uma pessoa vivencia uma emoção, as mudanças que nela ocorrem são primariamente construtivas, pois preparam todo o corpo para agir em uma determinada situação para enfrentar ou evitar algum problema. Mas, se as reações funcionais forem exageradamente intensas e duradouras, elas deixam de ser construtivas e passam a ser agentes agressores do nosso corpo. Assim, temos o que chamamos de distúrbio psicossomático. Estes distúrbios provocam desde simples mudanças psicofuncionais, de modo total ou parcialmente reversíveis, ou podem provocar doenças psicossomáticas, lesões estruturais de tecidos e órgãos. Assim sendo, tudo depende de como cada pessoa reage em dado momento de vida diante de um estímulo. O que para uma pessoa pode ser a causa de desequilíbrio, para outra pode não ter nenhum significado. É a estrutura psicofísica de uma pessoa, seu passado de experiências, suas predisposições genéticas e adquiridas, e sobretudo o seu modo de interpretar os fatos de sua vida que dará maior ou menor significado a uma provocação emocional, como também promoverá no corpo, um estado maior ou menor de vulnerabilidade aos fatores estimulantes. Portanto, procure conhecer suas emoções, procure saber como você vê suas experiências e os fatos que ocorrem em sua vida, que interpretações você faz, e como cada coisa que acontece te equilibra ou te desequilibra. Autoconhecimento é fundamental para uma vida saudável.
Ilustração : Mirian Valente



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