Pular para o conteúdo principal

ENCONTRE TEMPO PARA CONVERSAR COM SEUS FILHOS

Os pais devem compreender e vivenciar a fase de descoberta de seus filhos em relação à sua sexualidade e devem perceber a entrada dos filhos na puberdade. Procurem entendê-los facilitando o vínculo afetivo entre si. Os pais devem criar um ambiente de confiança para que haja uma proximidade entre seus filhos, de modo que não se sintam sozinhos, perdidos ou desorientados.
Qual o momento certo para conversar? Converse com seu filho sobre sexo quando ele fizer perguntas, quando houver interesse pelo corpo ou pelo assunto, ou seja, quando perceber a oportunidade. Se não houver perguntas compartilhe com seu filho as dúvidas que você tinha na idade dele. Escolha um ambiente adequado para conversar com seu filho com tranquilidade.

Dra. Mirian Valente – CRPSP 99520
 
 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Vygotsky e a Linguagem: A Importância do Desenvolvimento Socioemocional na Aprendizagem

A linguagem, enquanto sistema simbólico fundamental de todos os grupos humanos, ocupa um papel central na obra de Vygotsky, sendo também a base para a Educação Emocional e o desenvolvimento de competências socioemocionais. Vygotsky organiza a linguagem a partir de duas funções essenciais: Intercâmbio Social: A função primária da linguagem é a comunicação com o outro. É a necessidade de interação, conexão e regulação do convívio social que impulsiona o seu desenvolvimento inicial. Na Aprendizagem Socioemocional, essa função constitui a base para o desenvolvimento da empatia, das habilidades de relacionamento e da convivência democrática. Pensamento Generalizante: A linguagem ordena o mundo ao categorizar objetos, eventos e sentimentos. Ao nomear e conceituar a realidade, ela se torna o instrumento pelo qual o sujeito media sua relação com o meio e consigo mesmo. No desenvolvimento infantil, o pensamento e a linguagem seguem caminhos inicialmente independentes: Fase pré-verbal do pens...

O Novo Papel do Professor Segundo Libâneo: Como Aplicar a Educação Emocional na Escola

Em sua obra emblemática "Adeus professor, adeus professora?", José Carlos Libâneo delineia o novo papel do professor diante das profundas exigências impostas pelas transformações tecnológicas, científicas, econômicas e culturais da sociedade contemporânea. Sob uma perspectiva emancipadora, o autor nos convida a refletir sobre a função social da escola, defendendo a valorização da categoria docente sem ignorar gargalos estruturais como a desvalorização profissional, a falta de políticas públicas consistentes e a tendência de desprofissionalização da carreira. A principal tese de Libâneo é que a escola precisa abandonar o modelo de mera transmissora de informações para se tornar um espaço de análise crítica, produção do conhecimento e atribuição de significados. Contudo, ao analisar a atuação do professor como mediador da aprendizagem ativa, torna-se indispensável expandir essa mediação para além do campo estritamente cognitivo: a aprendizagem crítica e a construção de signific...

A Terapia como Microcosmo Social: Como o Aqui e Agora na Educação Emocional Transforma Relacionamentos Interpessoais

Introdução: Os Relacionamentos Interpessoais no Centro da Saúde Mental Os seres humanos são essencialmente relacionais. Nossas maiores alegrias e, frequentemente, nossas dores mais profundas emergem do modo como interagimos com o outro. Quando um indivíduo busca apoio profissional — seja na clínica ou em processos estruturados de educação emocional —, a queixa inicial raramente, existe de forma isolada: ela reflete padrões sociocomportamentais desenvolvidos ao longo de sua história interpessoal. Na obra “Os Desafios da Terapia: Reflexões para Pacientes e Terapeutas” , o renomado psiquiatra e escritor Irvin D. Yalom adapta para o ambiente individual um dos conceitos mais transformadores da prática clínica contemporânea, originalmente desenvolvido em seus trabalhos com grupos: a terapia como microcosmo social . Segundo essa perspectiva, o ambiente terapêutico ou educativo não é um mero local de escuta passiva, mas sim uma amostra viva e em escala reduzida do mundo social do indivíduo. Ne...