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AUTISMO E SEXUALIDADE: ORIENTAÇÕES PARA EDUCAÇÃO SEXUAL DE ADOLESCENTES AUTISTAS.

Como os pais podem orientar o adolescente autista sobre a sexualidade? É possível? Sim! É possível e fundamental! Os adolescentes autistas experimentam as mesmas transformações no corpo que os adolescentes neurotípicos pois seus hormônios estão presentes e provocam excitação. Com o despertar do interesse sexual dos adolescentes torna-se mais difícil a tarefa de educar. Todavia os pais devem apoiá-los e incentivá-los a buscarem sua independência e autonomia através do aconselhamento e da educação sexual. Cadastre-se e receba gratuitamente em seu e-mail nossos E-books! 

REFLEXÕES SOBRE A TERAPIA

APRESENTAÇÃO

Faremos uma reflexão sobre a importância de relacionamentos interpessoais e a idéia da terapia como microcosmo social. Pensar o aqui-e-agora: a recompensa da terapia, o melhor amigo do terapeuta (e, conseqüentemente do paciente). Destacar os efeitos imediatos da hora terapêutica, o que exatamente acontece no consultório nesse espaço de tempo. Para isto serão apresentadas duas situações baseadas em relatos expostos no livro “Os desafios da terapia: reflexões para pacientes e terapeutas”, de Irvin D. Yalom., e posteriormente a exposição de breves comentários sobre os recursos possíveis de serem utilizados no contexto terapêutico. Destacamos alguns aspectos sobre a relação terapeuta e pacientes apresentados pelo autor: É importante que a terapia se aproxime de uma sessão contínua para que ela funcione melhor; e que o terapeuta mantenha uma crônica dos eventos, ou seja, anotações sobre as questões discutidas de cada sessão, sobre os seus sentimentos e sobre as questões inacabadas de cada hora, pois permitem que as sessões permaneçam mais vivas em sua mente. O automonitoramento é importante pois, o próprio paciente poderá aproveitar as oportunidades de relacionamentos com outras pessoas para aprender sobre si mesmo e deste modo intensificar a investigação do terapeuta na psicoterapia. Deve-se pensar a psicoterapia como uma alternância seqüencial de expressão de afeto e análise de afeto, ou seja, o terapeuta incentiva os atos de expressão emocional do paciente e os complementa com uma reflexão sobre as emoções expressas. Além disso, é importante reservar de 10 a 15 minutos para intervalos entre as sessões para consultar notas detalhadas (temas e tópicos que devem ser explorados em profundidade) de cada sessão. É recomendável que o terapeuta expresse abertamente seus dilemas ao paciente, quando se encontrar preso entre duas ou mais deliberações concorrentes na sessão, pois isto poderá propiciar uma discussão frutífera de várias questões importantes. Quanto aos atendimentos domiciliares, também se mostram proveitosos, pois cada visita informará ao terapeuta sobre aspectos dos pacientes que de outro modo nunca teriam sido conhecidos. Em relação à explicação, ou seja, ao insight na terapia, o autor destaca que o relacionamento terapêutico é o agente da verdadeira transformação, e que se deve considerar o insight como um constructo, uma explicação, e não “a” explicação na análise terapêutica. Os recursos ou exercícios realizados na terapia, seja encenação, ou a técnica cadeira vazia, por exemplo, são técnicas úteis para gerar dados para exploração terapêutica e não como um fim em si mesmas. O autor aponta que embora a psicoterapia exija um relacionamento íntimo, este não é um fim, mas um meio. Este relacionamento entre terapeuta e paciente ensina aptidões sociais, além disso, serve como ponto de referência interno para o paciente ter contato com sua imaginação, ou seja, a psicoterapia é um ensaio geral para a vida. Em momento oportuno, os motivos dados na primeira sessão poderão ser utilizados durante as fases difíceis da terapia, ou seja, quando a emoção do paciente tiver diminuído o bastante para permitir que ele assuma uma postura mais desapaixonada quanto ao seu comportamento, deve-se usar a alavanca oferecida pelo problema apresentado no inicio, e sugerir que juntos, o terapeuta e o paciente tentem entender o curso dos eventos. Quanto ao toque, é essencial tocar cada paciente, seja um aperto de mão, ou uma batidinha no ombro, ao final da sessão, mas o terapeuta deve-se certificar de que o toque se transforme em combustível para a usina interpessoal. Se preocupações em relação à interpretação destas ações se manifestem, elas devem ser compartilhadas abertamente no relacionamento terapêutico e discutidas. A respeito do envolvimento em situação de terapia, o autor aponta para o fato de que as dinâmicas de transferência devem se tornar parte do diálogo terapêutico: de algum modo elas criaram dificuldades para o paciente em sua vida, e é bom e não lamentável que elas venham à tona no aqui-e-agora da hora da terapia. Mas, é erro grave recorrer ao próprio exercício profissional como oportunidade para tais contatos. É importante que o terapeuta faça tudo o que for necessário para corrigir sua situação, acompanhamentos terapêuticos, ou outros meios. Se ao final não houver solução o terapeuta não deverá exercer a psicoterapia. Deve-se também considerar as datas comemorativas, pois estas podem ter um grande significado para muitos pacientes. Quanto à situação de ansiedade relacionada à sessão, deve-se realizar um experimento de pensamento envolvendo uma projeção para o futuro. Um exercício de conforto para a ansiedade seria criar um certo paradoxo: o paciente é lançado num estado de espírito jovem e dependente por pedir ao terapeuta que profira as palavras mágicas de alívio, mas ao mesmo tempo, é forçado a assumir uma posição de autonomia por inventar exatamente as palavras que o tranqüilizarão. Outra questão é que determinadas situações na prática terapêutica exigem um método bem sistemático de levantamento de história do paciente, por exemplo, nas duas primeiras sessões, rápida leitura do contexto de vida do paciente. Quanto aos sonhos podem oferecer uma ajuda inestimável numa terapia eficaz, pois representam uma reformulação incisiva dos problemas mais profundos do paciente, embora numa linguagem diferente.
CONCLUSÕES
Concluí-se que o exercício terapêutico deve ser realizado através de uma relação de confiança entre terapeuta e paciente, e que todas as oportunidades devem ser utilizadas para o aprendizado. Além disso, a investigação deve ser algo presente no processo de terapia, assim como o respeito na relação. A ênfase no aqui-e-agora se justifica pelo fato de que os problemas humanos são em grande parte de relacionamento e se manifestarão no aqui-e-agora do encontro terapêutico, logo, o aqui-e-agora se configura como a principal fonte de poder terapêutico. Portanto, além de todos os conceitos já apresentados, é importante lembrar que o terapeuta deve desenvolver ouvidos afiados para o aqui-e-agora pois, cada individuo tem um mundo interno diferente, e cada estímulo tem um significado diferente para cada um. Finalmente, compreende-se que o ato terapêutico, torna-se um prazer quando é possível ver paciente abrirem as portas para regiões nunca antes visitadas e descobrirem novas paisagens, sábias, belas e criativas da identidade. Um privilégio extraordinário, no processo daquilo que podemos nomear de cura.

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